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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Cultura popular perde um dos grandes mestres do repente: morre o poeta e cantador Daudeth Bandeira, ícone da tradição nordestina

A poesia popular brasileira está em luto com a morte, aos 80 anos, do poeta, cantador, repentista e compositor Daudeth Bandeira, considerado por estudiosos, colegas de ofício e admiradores como um dos mais respeitados vates da sua geração. Natural de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, Daudeth construiu uma carreira marcada pela força da improvisação, pela musicalidade dos versos e pela defesa das tradições culturais do Nordeste, deixando um legado artístico que ultrapassa fronteiras regionais.

Nascido Manuel Bandeira de Caldas em 9 de junho de 1945, ele era o caçula de uma família profundamente ligada à poesia e à cantoria — filho de Tobias Pereira de Caldas e Maria de França Bandeira, neto do imortal cantador Manuel Galdino Bandeira e irmão dos também cantadores Pedro, Francisco e João Bandeira. Cresceu em meio à viola e às rimas, desenvolvendo desde muito cedo sua habilidade única de criar versos e participar de embates de poesia improvisada.

Ao longo de décadas, Daudeth participou de inúmeros torneios, congressos e festivais de cantadores por todo o Brasil, sendo amplamente reconhecido pela sua capacidade de improviso, vocabulário rico e presença marcante nos palcos da cultura popular.

Além de sua atuação ao vivo, ele deixou um importante registro fonográfico com participações em discos como Um Voo na PoesiaCapim VerdãoO Grande DesafioFrenacrepCantares da Terra e Estação Nordeste, ao lado de nomes consagrados da cantoria como Louro Branco, Benoni Conrado, Pedro Bandeira e Juvenal Evangelista. Muitas de suas composições — como “Conversando com as Águas”“O Preço do Nosso Amor”“O Pai, o Filho e o Carro”“Adeus do Nordestino”“O Plantador de Milho”“Nordestinação”“A Manicure” e “Sorte de Vaqueiro” — foram gravadas por outros artistas e ganharam ampla circulação no cenário cultural brasileiro.

Daudeth também deixou sua marca na literatura poética mais formal. Ele foi coautor da obra Nas Águas da Poesia, um livro que se destaca como uma contribuição literária significativa para a produção poética contemporânea da Paraíba, explorando a profundidade das emoções humanas por meio de versos que fluem como correntezas simbólicas.

Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba em 1985, Daudeth conciliou sua carreira artística com a advocacia em João Pessoa, onde residiu por muitos anos, dividindo seu tempo entre a poesia, a viola e a prática jurídica — uma expressão viva de como a arte e a vida profissional podem caminhar lado a lado.

A passagem de Daudeth Bandeira representa uma grande perda para a cultura popular nordestina. Sua obra permanece viva nas festividades, nas gravações, nos versos impressos e na tradição secular da cantoria de viola, inspirando novas gerações a manterem acesa a chama da poesia improvisada.

Redação D1

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Brasil de luto: ícone da música brasileira nos anos 70 morre aos 86 anos

Morre Nilton Cesar, cantor de “Férias na Índia” e ícone da música romântica brasileira, aos 86 anos, em São Paulo

cantor e compositor Nilton Cesar morreu nesta quarta-feira (28), aos 68 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo locutor Eli Corrêa, da Rádio Capital, amigo pessoal do artista. A causa da morte ainda não foi divulgada pela família.

Nilton estava internado na capital paulista. O artista marcou época com canções que dominaram o rádio brasileiro entre o fim dos anos 1960 e a década de 1970.

 O fenômeno “Férias na Índia” de Nilton Cesar

Embora tenha surgido no rastro da Jovem Guarda, Nilton Cesar alcançou o auge em 1969, ao gravar “Férias na Índia”. Lançada em 1970, a música se tornou um fenômeno nacional em plena era pré-digital.

 A canção consolidou o cantor como um dos grandes nomes do romantismo popular brasileiro.

Marcou programas de auditório do país

Com voz aveludada e estilo elegante, Nilton Cesar foi presença frequente nos principais programas de auditório do país. Participou de atrações como o Programa Silvio Santos e especiais ligados à Jovem Guarda, tornando-se figura familiar para o grande público.

Além do maior sucesso, construiu uma carreira sólida com músicas que atravessaram décadas, como “A Namorada que Sonhei”, “Amor… Amor… Amor…”, “Felicidade”, “Espere um Pouquinho Mais” e “Amigo Não”.

Quem foi Nilton Cesar

Cantor se apresentando no palco com microfone, em imagem associada a Nilton CesarNilton Cesar, nome artístico de Nilton Guimarães, nasceu em 1940, em Ituiutaba, no Triângulo MineiroFoto: Nilton Cesar/cantorniltoncesar/Instagram
Nilton Cesar, nome artístico de Nilton Guimarães, nasceu em 1940, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Desde muito cedo mostrou vocação para a música, cantando em festas familiares e encontros locais, onde o talento já chamava atenção

Aos 17 anos, decidiu deixar a cidade natal e seguir para o Rio de Janeiro, então principal polo da indústria musical brasileira. Na capital fluminense, passou a disputar concursos para novos cantores e buscar espaço no rádio, como tantos jovens artistas da época.

Para evitar confusão com Renato Guimarães, cantor em atividade naquele período, adotou o nome artístico Nilton Cesar. O início da carreira profissional aconteceu no começo dos anos 1960, como artista iniciante da Rádio Tupi, no Rio.

No auge da popularidade, no início da década de 1970, ganhou o apelido de “Príncipe das Baladas”, um título simbólico, já que o posto de “rei” da música romântica era associado a Roberto Carlos.

Em um programa apresentado por Airton Perlinger, Nilton ficou em segundo lugar, resultado que ajudou a dar visibilidade ao seu trabalho, embora as oportunidades ainda fossem limitadas. Mesmo assim, permaneceu no Rio de Janeiro por cerca de um ano e meio, insistindo na carreira até conquistar espaço definitivo no cenário musical. (NDMAIS)

domingo, 11 de janeiro de 2026

Aniversariante do dia: Fernando Cabeleireiro​ (67 anos)

Era o dia 11 de janeiro de 1959, quando nascia no sítio Zabelêzinho, à época município de São Sebastião do Umbuzeiro, hoje Zabelê – Paraíba, FERNANDO BEZERRA, conhecido por Fernando Cabeleireiro ou Fernando de Zacarias; Fernando é o 8º e ultimo filho de Zacarias Bezerra Neves e Laura Fernandes de Almeida. Fernando viveu no sítio Zabelêzinho até 1978 quando foi morar em São Paulo, ficando por lá ate 1998 quando retornou para morar em sua terra natal onde esta ate hoje. É cabeleireiro/aposentado, mais já exerceu diversas atividades como agricultor, pedreiro, cobrador de ônibus, caixa, acabador de caixas de acumuladores (caixa de baterias), Segurança, bombeiro, mecânico de automóveis, cipeiro, socorrista (de primeiros socorros) motorista e por fim cabeleireiro, e complementando como disse o poeta Eduardo Viana; Nas horas de folga também é: Cantor, sanfoneiro, violonista, cavaquinhista, tecladista, poeta, vidente, cinegrafista, repórter e fotógrafo. 3 (três) opiniões de Fernando Cabeleireiro: 1ª = Voto aberto e identificado; Pra ver se tem eleitor macho mesmo, (votar e mostrar o comprovante em quem votou) 2ª= Pessoas sem caráter; (considero todas que alguém as magoam de qualquer forma, e depois estão procurando ou juntas de quem as magoaram) 3ª= A frase mais absurda que existe; (DEUS DE LONGA VIDA AOS MEUS INIMIGOS PARA QUE ELES ASSISTAM DE PÉ A MINHA VITORIA). Quem tem que ver a minha vitória são meus amigos; inimigo meu não tem que ver nada de mim, nem vitória nem derrota, enquanto mais longe melhor; de preferencia enterrado e curtindo férias eterna no inferno.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Campeã brasileira de ginástica, Isabelle Marciniak morre aos 18 anos

Morreu, aos 18 anos, a campeã brasileira de ginástica rítmica Isabelle Marciniak. A jovem, que tratava um linfoma de Hodgkin, teve o falecimento confirmado pela Federação Paraense de Ginástica na manhã de quarta-feira (24).

De acordo com o obituário de Curitiba, divulgado pela prefeitura, a ex-atleta morreu no Hospital Nossa Senhora das Graças: “Com muito pesar, a Federação Paranaense de Ginástica recebe a notícia do falecimento da ex-ginasta Isabelle Marciniak. Isabelle fez parte da história do Clube Agir, onde construiu conquistas importantes e brilhou em campeonatos paranaenses e brasileiros”, afirmou o texto.

A despedida
Ainda segundo a instituição, o sepultamento foi realizado na Capela do Cemitério Jardim Independência, em Araucária: “Entre seus últimos feitos, destaca-se o título de campeã com o trio adulto do Clube Agir, em 2023, resultado de seu comprometimento e espírito de equipe. Neste momento de dor, nós nos solidarizamos com familiares, amigos, colegas de equipe, treinadores e toda a comunidade da ginástica”, informou o comunicado, antes de completar:

“Que sua história, sua paixão pelo esporte e sua lembrança sigam vivas como inspiração para todos que acreditam na ginástica como ferramenta de formação humana e transformação. Nossos sentimentos. Descanse em paz”, concluiu.

História
Isabelle Marciniak, que nasceu em Araucária, também no Paraná, era considerada uma “joia” da modalidade esportiva e deixou de se dedicar a treinamentos e competições por conta do tratamento contra o câncer.

Aos 14 anos, em 2021, a ginasta conquistou o Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica Ilona Peuker, em Florianópolis. Em fevereiro, familiares da jovem chegaram a fazer uma vaquinha para custear as despesas hospitalares. Ela era filha de Michelle e Marcelo Marciniak, que compartilharam a notícia nos Stories do Instagram.

CNN

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

MORRE O CANTOR LINDOMAR CASTILHO; FILHA FALA SOBRE O PAI

A filha do cantor, Lili De Grammont, usou as redes sociais para comentar a morte do pai e relembrar o assassinato da mãe. Em uma publicação, ela escreveu: “O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”.

Morreu neste sábado (20) Lindomar Castilho, um dos nomes mais conhecidos da música brega no Brasil. Autor de sucessos como “Você É Doida Demais”, o cantor teve uma carreira marcada tanto pelo sucesso popular quanto por um crime que marcou sua trajetória artística: o assassinato da sua ex-mulher, a também cantora Eliane de Grammont.

Em 1981, Lindomar matou a tiros sua ex-mulher durante uma apresentação em São Paulo. Ele foi condenado a 12 anos de prisão, cumpriu parte da pena e deixou a cadeia na década de 1990.

A morte do cantor reacendeu a memória desse episódio por meio de um desabafo público de sua filha, Lili de Grammont, nas redes sociais. Em sua mensagem, ela relacionou o falecimento do pai à violência que marcou a história da família.

“Meu pai partiu. E, como qualquer ser humano, ele é finito. Foi alguém que se desviou pela vaidade e pelo narcisismo. Ao tirar a vida da minha mãe, também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino; morre uma família inteira.”

Em uma mensagem marcada pela emoção, Lili afirmou que se despede do pai com a consciência de que fez o que lhe foi possível, “com dor, sim, mas com todo o amor que aprendi a sentir e a expressar nesta vida”.

Ela também refletiu sobre a complexidade do perdão diante da tragédia familiar.

“Se eu perdoei? Essa resposta não é simples como um sim ou um não. Ela envolve todas as camadas das dores e das delícias de existir, de ser um ser complexo e em constante transformação”, escreveu.

Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar ganhou projeção nacional nos anos 1970, período em que se tornou um dos artistas que mais venderam discos no país, com músicas que dominaram as rádios e alcançaram grande público.

Eliane e Lindomar se conheceram no meio musical em 1977 e iniciaram um relacionamento que avançou rapidamente. Dois anos depois, o casal se casou, embalado por planos pessoais e profissionais que, à época, indicavam a construção de uma vida em comum.

Com o tempo, porém, a relação passou a ser marcada por controle, violência e brigas constantes. Cerca de 15 anos mais velho, Lindomar pressionou Eliane a se afastar da carreira artística, o que tornou a convivência insustentável.

Após aproximadamente um ano de casamento, ela decidiu encerrar a união — o que não foi bem aceito pelo músico.

E foi em 30 de março de 1981, ocorreu a tragédia. Enquanto Eliane se apresentava em um bar na zona sul de São Paulo, Lindomar entrou no local e a matou a tiros. A filha do casal, Lili, tinha menos de dois anos na época.

O crime chocou o Brasil e se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica. Lindomar foi condenado a 12 anos de prisão, e o lema “Quem ama não mata” ganhou força.

Vida discreta

Após cumprir parte da pena, o cantor se afastou dos palcos e passou a viver de forma discreta, longe da mídia. Em 2012, em entrevista ao g1, disse se arrepender “todos os dias”.

“É um massacre isso. É lógico que eu me arrependo todos os dias. A gente comete coisas em momentos que está fora de si”, afirmou.

Nos primeiros dois anos de pena, Lindomar ficou preso na capital paulista e depois foi transferido para um presídio em Goiás.

Atrás das grades, compôs um CD de inéditas — “Muralhas da solidão”, lançado em 1985 e um dos poucos em que assina a maioria das canções — e passou sete anos dando aulas de música e violão aos detentos.

“Eu ainda fazia muito sucesso naquela época, e o interesse nas aulas era grande. Comecei com a escolinha em São Paulo, mas o diretor do presídio de Goiânia gostou da ideia. Tinha três turmas e dava aulas de segunda a sexta-feira. Era um alívio, foi muito positivo.”

Após cumprir parte da pena, Lindomar Castilho chegou a retomar a carreira musical por um período. Em 2000, lançou um álbum ao vivo, mas, com o tempo, voltou a se afastar da vida artística. Desde então, passou a viver de forma reservada em Goiás, longe da exposição pública.

Em entrevista à revista “Marie Claire”, em 2020, Lili De Grammont contou que, ao compreender as circunstâncias da morte da mãe, passou muitos anos afastada do pai.

“O que fica é: Somos finitos, nem melhores e nem piores do que o outro, não somos donos de nada e nem de ninguém, somos seres inacabados, que precisamos olhar pra dentro e buscar nosso melhor, estar perto de pessoas que nos ajudem a trazer a beleza pra fora e isso inclui aceitarmos nossa vulnerabilidade”, escreveu Lili.

Lindomar Castilho, durante novo depoimento. Ele matou a mulher, a também cantora Eliane de Grammont em 30 de março de 1981 depois de atirar contra ela no interior de um bar onde ela se apresentava.

Com informações do g1   (Tribuna do Moxotó)

 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Homem evita que amigo assassinado em Mairinque fosse sepultado como indigente

Cícero Batista Tinha 34 Anos.

Com um grande empenho, e buscando informações com autoridades e informações no IML e setor policial, um morador de Mairinque, evitou que seu amigo e também morador de Mairinque, Cícero Batista de 34 anos, assassinado no dia 28 de setembro em um ponto de tráfico de drogas no bairro Dona Catarina.

Cícero, que era um homem tranquilo e não tinha inimizades com ninguém, trabalhava como pedreiro e morava em Mairinque havia alguns. Ele foi morto com diversos golpes de faca, tendo ferimentos graves na barriga.

Cícero iria ser sepultado como indigente, mesmo tendo sua identificação feita pelo IML, mas por não ter familiares para liberar seu corpo do IML, a Justiça havia autorizado que ele fosse sepultado como indigente, isso porque os familiares moram distantes, em outro estado — na Paraíba, e não tiveram condições de arcar com o sepultamento, muito menos de estarem em Mairinque para procedimentos legais para o enterro, por esse motivo, ele seria sepultado como indigente.

Mas essa situação foi impedida por um amigo de Cícero que buscou modos de dar um sepultamento digno a ele. Através do Boletim OF385/2025-DP, o amigo de Cícero, Mario Araújo Beirão Filho, assinou um termo com a Polícia Cientifica e Polícia Civil que permitiu a ela a inumação (sepultamento) do corpo de Cícero, realizado em Sorocaba na data de 30 de setembro.

Por ora, não se sabe qual foi a motivação do assassinato de Cícero, bem como possíveis suspeitos do crime, o caso registrado na delegacia de Mairinque deve ser apurado. (Correio de Interior - São Paulo)

 

domingo, 2 de novembro de 2025

“TRANSNORDESTINA É NOSSA”: CELEBRA GOVERNADORA RAQUEL DURANTE LANÇAMENTO DO EDITAL PARA RETOMADA DE OBRAS DA FERROVIA

A governadora Raquel Lyra acompanhou, nesta sexta-feira (31), por videoconferência, o lançamento do edital para retomada das obras da ferrovia Transnordestina, no trecho entre os municípios de Custódia e Arcoverde, no Sertão do Moxotó. O anúncio oficial foi feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. Com 73 quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 415 milhões, o trecho ainda passa por Sertânia (Sertão do Moxotó) e Buíque (Agreste Meridional), segmento que faz parte do traçado entre Salgueiro e Suape, no lote SPS 04. A ferrovia é fundamental para reduzir custos logísticos, ampliar o escoamento de mercadorias e estimular o desenvolvimento econômico do Nordeste.
“Quando chegamos ao Governo, o trecho de Pernambuco da Transnordestina tinha sido retirado do contrato com a empresa privada. Mas nós fomos para a luta, numa grande mobilização da sociedade de Pernambuco, colocando esse tema como uma prioridade do nosso Estado. Agradeço ao presidente Lula e ao ministro Renan, vamos continuar trabalhando para que essa obra seja retomada o mais rápido possível e, virando realidade, que a gente consiga fazer a conclusão até o Porto de Suape”, destacou a governadora Raquel Lyra. 
 
O lote SPS 04 foi viabilizado pelo novo PAC e será executado pela INFRA S.A., empresa pública federal que tem como objetivo estruturar e reestruturar as ferrovias e rodovias de interesse nacional. A retomada do trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina garante um importante avanço nessa obra, em que a estimativa é de que sejam gerados seis mil empregos diretos e indiretos. 
O ministro Renan Filho destacou que esse é um momento histórico. “Quero dizer que hoje é um ponto de inflexão na história do desenvolvimento do Nordeste. Com essa licitação, Pernambuco volta a ser protagonista da estratégia de desenvolvimento da região. É um dia muito simbólico para nós”, afirmou.
 
Em Pernambuco, 179 quilômetros da rodovia já estão concluídos, o que representa 38% da obra no Estado. A Transnordestina é o principal projeto estruturante do Governo Federal no Nordeste, com investimento de R$ 14,9 bilhões. A ferrovia terá mais de 1,2 mil quilômetros, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), com ramal até Suape (PE), atravessando 53 municípios.
 
“O lançamento do edital é fruto da boa articulação do Governo do Estado desde o início da nossa gestão. Esse é um passo fundamental na garantia do objetivo final, que é fortalecer o Porto de Suape. É mais uma ação do Governo de Pernambuco, que busca o crescimento do Estado sem deixar ninguém para trás”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti.
Presentes na conferência, os senadores de Pernambuco enfatizaram a importância da obra. “A Transnordestina significa a integração nacional. A retomada da ferrovia para Pernambuco foi um pedido da governadora Raquel Lyra e sempre que me reunia com o ministro e o presidente Lula fazia questão de lembrar esse pedido”, disse a senadora Teresa Leitão. Humberto Costa destacou que a licitação: “coloca novamente a perspectiva de Pernambuco avançar bastante no seu crescimento e no seu desenvolvimento”. Já Fernando Dueire afirmou que a obra vai alavancar a força logística da região. “A vocação dessa região é logística. Nós precisamos fazer a integração do interior com o Porto de Suape. Estamos dando um passo muito importante e estaremos juntos para fazer com que esta caminhada tenha sequência”.
 
O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, falou do impacto da obra para toda a região. “Como bem disse a governadora Raquel Lyra, esse é um projeto do povo de Pernambuco e do Nordeste, que trará, sem sombra de dúvidas, um impacto gigante para a nossa região, para que a gente, de fato, tenha uma virada de página”, pontuou.
Participaram da videoconferência o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; o ministro de Pesca e Aquicultura, André de Paula; ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho; o diretor-presidente da Infra S.A, Jorge Bastos; o presidente da Sudene, Francisco Alexandre; e os prefeitos Xicão Tavares (Verdejante) e João Campos (Recife); representantes das prefeituras de Custódia, Arcoverde e Buíque.
 
Fotos: Yacy Ribeiro/Secom        (Tribuna do Moxotó)