Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Monteiro promove “Acorda São João” no dia 6 de junho para valorizar o autêntico forró pé de serra

A Prefeitura de Monteiro, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, realiza no próximo dia 6 de junho o projeto Acorda São João. A iniciativa é uma caminhada cultural que vai mobilizar a cidade em defesa do autêntico forró pé de serra e na valorização dos artistas da região.

“Mais do que uma celebração musical, o Acorda São João surge como um movimento cultural para reafirmar a importância das tradições nordestinas para as novas gerações. O objetivo é fortalecer o forró tradicional, dar visibilidade aos músicos locais e regionais e manter viva uma das maiores expressões culturais do Nordeste”, explica o secretário da pasta, Nanido Cavalcante

A programação começa às 6h da manhã com uma grande caminhada ao som de sanfona, zabumba e triângulo. O percurso terá início no Mercadinho de Estelita, na Rua de Campina, seguirá pelas principais ruas do centro, passará pela Feira Central e encerrará no Sítio São Francisco.

O evento contará com a participação de sanfoneiros, zabumbeiros e triangulistas de Monteiro, além de artistas do forró pé de serra de cidades vizinhas. A proposta é promover um encontro entre músicos e amantes da cultura popular, celebrando a identidade e o sentimento de pertencimento do povo nordestino.

Para a gestão municipal, preservar o forró de pé de serra é garantir que as futuras gerações conheçam e valorizem as raízes que fazem parte da história da região. A Prefeitura e a Secretaria de Cultura e Turismo convidam toda a comunidade para vestir a camisa, pegar o chapéu de palha e participar desse momento especial de música, tradição e autenticidade.

Monteiro já vive o clima junino e reforça: o verdadeiro forró de pé de serra continua vivo, forte e presente na cultura do nosso povo. (Cariri Ligado)

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

São João na Rede 2026 terá edição no município de Camalaú

De 20 a 31 de maio, a Paraíba vai ferver com mais uma edição do São João na Rede. O projeto cultural itinerante vai percorrer 12 municípios paraibanos, levando muito forró para a população local. Neste ano, a programação começa mais cedo, abrindo caminho para o mês de junho.

A abertura acontece em Marcação, no Litoral Norte da Paraíba, e terá como atrações principais Santanna, o Cantador, e Os Fulano. Na mesma noite, também se apresentam o Boi de Reis Estrela do Oriente e Paulinho Sanfoneiro.

O São João na Rede tem realização do Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Associação Cultural Balaio Nordeste. O objetivo é resgatar o forró tradicional e ao mesmo tempo apresentá-lo para as novas gerações.

Uma estrutura itinerante foi montada e vai circular todas as cidades do evento, levando palco e artistas para se apresentarem nos municípios. Depois de Marcação, o projeto vai passar também por Duas Estradas, Barra de Santa Rosa, Santa Luzia, Belém do Brejo do Cruz, Marizópolis, Cajazeiras, Itaporanga, Tavares, Camalaú, Matinhas e Itabaiana.

Em todas as paradas, os eventos vão começar sempre às 18h e seguem até 23h. A programação diária começa com feiras de gastronomia e de artesanato e também com apresentação do teatro de bonecos da Companhia Boca de Cena, com um espetáculo que irá contextualizar para a população a importância patrimonial do forró e suas matrizes, vai mostrar às crianças as origens do forró no Nordeste. Antes dos shows, quadrilhas juninas diversas vão se apresentar em cada uma das cidades.

Além disso, as apresentações musicais vão contar com nomes como Os 3 do Nordeste, Deusa do Forró, Amazan, Maciel Melo, Chambinho do Acordeon, Chico César, Assisão, Lucy Alves, Luiz Fidelis, Anastácia e Petrúcio Amorim.

De acordo com Pedro Santos, secretário de Estado da Cultura, o São João na Rede chega à sua sétima edição consolidado como uma das principais ações de circulação cultural do estado, fortalecendo o forró tradicional e ampliando o acesso da população às festas juninas. Para ele, o projeto reafirma o compromisso de levar os artistas para as ruas e os palcos dos municípios paraibanos, conectando tradição, território e público.

“O São João na Rede mostra, na prática, a força do forró como uma expressão viva da nossa cultura, ao circular por diferentes municípios e fortalecer as tradições que seguem pulsando nas comunidades. Esse movimento ganha ainda mais relevância no momento em que a Paraíba assume protagonismo internacional com o dossiê das Matrizes Tradicionais do Forró já entregue à Unesco, reforçando que aquilo que celebramos nos nossos territórios tem valor para o Brasil e para o mundo.”, destacou.

Parceira do projeto, Joana Alves, da Associação Cultural Balaio Nordeste, destaca a continuidade e a importância do São João na Rede para a valorização do forró tradicional: Esse projeto maravilhoso nasceu na pandemia e, este ano, vem com mais força, em um momento importante em que fizemos o pedido oficial para tornar o forró patrimônio da humanidade, junto ao Governo do Estado da Paraíba, que tem dado uma força muito grande para esse patrimônio que é o forró.”

Confira a programação musical do São João na Rede   

20 de maio | Marcação | Aldeia Três Rios

Paulinho Sanfoneiro

Boi de Reis Estrela do Oriente

Os Fulanos e Santanna, o Cantador

21 de maio | Duas Estradas | Centro Histórico

Forró dos Amigos

Grupo Fogueira da Paixão

Helayne Cristini e Banda

Os 3 do Nordeste

22 de maio | Barra de Santa Rosa | Distrito de Telha

Naldinho do Acordeon e Forró Kobiçado

Quadrilha Junina Chama Eu

Gitana Pimentel

Deusa do Forró

23 de maio | Santa Luzia | Sítio Riacho de Fogo

Forró do Bom

Coco de Roda É Tradição

Geovane Júnior

Amazan

24 de maio | Belém do Brejo do Cruz | Mercado Central de Artesanato

Trio da Alegria

Junina Estrela do Nordeste

Assisão

Forró Encabulado

25 de maio | Marizópolis | Campo Vieirão

Sanfona de Ouro e Mazinho do Acordeon

Quadrilha Junina Os Penetras

Dança Cigana: Essência Calim

Luiz Bento e Chambinho do Acordeon

26 de maio | Cajazeiras | Distrito de Divinópolis

Joabson do Acordeon

Quadrilha Junina Dona Sertaneja

Helinho Medeiros

Forró de Chá Preto

Chico César

27 de maio | Itaporanga | Sítio Cantim

Aluska e Banda

Quadrilha Junina Brasa Viva

Ananias do Acordeon

Maciel Melo

28 de maio | Tavares | Vila Sítio São João

Trio Berlamino

Quadrilha Junina Encanto do Sertão

Forró Caçuá

Lucy Alves

29 de maio | Camalaú | Sítio Roça Velha

Trio Lua do Sertão

Grupo de Dança Rio do Camará

Sandra Belê

Luiz Fidelis

30 de maio | Matinhas | Parque da Laranja

Isaque do Acordeon

Junina Flor de Laranjeira

Geová do Acordeon e Anastácia

31 de maio | Itabaiana | Distrito de Guarita

Cristiane Villena e Forró da Gente

Quadrilha Junina Nós Balança Mas Não Cai

Os Gonzagas e Petrúcio Amorim  (Cariri Ligado)

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

João Gomes grava ‘A vida é você’ de Ilmar Cavalcante e Nanado Alves no Projeto Dominguinho

O projeto Dominguinho, encabeçado pelo cantor João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê, lançaram um novo trabalho com grandes clássicos da música e na lista está a música “A vida é você”, composição de Ilmar Cavalcante e Nanado Alves, caririzeiros de Monteiro e responsáveis por grandes clássicos do forró. A novo trabalho já está disponível nas plataformas digitais.

Com Blog do Bruno Lira

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

domingo, 19 de abril de 2026

Tributo a Zé Marcolino é adiado de última hora após fortes chuvas

Uma forte chuva registrada na tarde deste sábado (18) provocou o adiamento do tributo ao poeta e compositor Zé Marcolino, que aconteceria na Fazenda Serrote Agudo, no município de Sumé, no Cariri paraibano.

De acordo com a coordenação do evento, a decisão foi tomada minutos antes do início da programação, após a intensificação da chuva na região, o que comprometeu a segurança do público, dos artistas e de toda a estrutura montada no local.

O evento já estava completamente organizado, com palco montado e a presença confirmada de diversos músicos, poetas e admiradores da obra de Zé Marcolino, um dos grandes nomes da cultura nordestina e autor de clássicos consagrados.

Ainda segundo a organização, uma nova data para a realização do tributo deverá ser divulgada nos próximos dias. A expectativa é de que a homenagem seja mantida com a mesma proposta, reunindo artistas e celebrando o legado do poeta.

Apesar do adiamento, o sentimento entre os participantes é de compreensão, diante das condições climáticas adversas, e de expectativa para que o evento ocorra em breve. (Cariri Ligado)

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Vem aí 1º festival municipal de novos talentos musicais em Zabelê, dia 30 de abril de2026 as 19:00 horas (Organização Hernandes Souza)

Quem aí canta muito e quer levar R$ 1.000,00 para casa? 🤑🎤

Chegou a sua chance de brilhar no 1º Canta Zabelê - Festival Municipal de Novos Talentos Musicais! Nosso objetivo é incentivar a cultura local e dar palco para as estrelas da nossa cidade.

💰 Confira a premiação:
🥇 1º Lugar: R$ 1.000,00
🥈 2º Lugar: R$ 600,00
🥉 3º Lugar: R$ 400,00
🏅 4º Lugar: R$ 300,00
🏅 5º Lugar: R$ 200,00

O show de talentos acontece no dia 30 de Abril, às 19h, na Praça de Eventos e é idealizado por Hernandes Souza. 

Marca essa pessoa aqui nos comentários para ela não perder essa oportunidade! 👇🗣️

#CantaZabele #FestivalDeMusica #TalentosLocais #Zabele #FestaDeZabele

domingo, 12 de abril de 2026

Zabelê realiza 1º Festival Municipal de Novos Talentos Musicais com premiação de até R$ 1.000

O município de Zabelê, no Cariri paraibano, irá sediar o 1º Canta Zabelê – Festival Municipal de Novos Talentos Musicais, evento voltado à valorização da cultura local e ao incentivo de novos artistas da cidade.

A iniciativa tem como objetivo descobrir talentos, estimular a participação da população e fortalecer a cena musical do município, oferecendo espaço para que cantores locais possam se apresentar ao público.

O festival contará com premiação em dinheiro para os cinco primeiros colocados. O primeiro lugar receberá R$ 1.000,00, seguido de R$ 600,00 para o segundo colocado, R$ 400,00 para o terceiro, R$ 300,00 para o quarto e R$ 200,00 para o quinto lugar.

O evento está programado para acontecer no dia 30 de abril, a partir das 19h, na Praça de Eventos de Zabelê. A realização é da Prefeitura Municipal, com idealização de Hernandes Souza.

A expectativa é de que o festival reúna participantes e público de toda a região, promovendo a cultura e incentivando a descoberta de novos talentos musicais no município.

Com Cariri em Ação

 

quinta-feira, 5 de março de 2026

A espera acabou! Saiba quem é o grande homenageado do XV Festival de Cultura Popular – Zabé da Loca

Em meio à rica renda cultural do Cariri Paraibano, o Festival Zabé da Loca se aproxima, trazendo consigo a magia e a emoção que só a verdadeira cultura pode proporcionar. Este ano, a 15ª edição do festival promete ser inesquecível, celebrando a diversidade e a riqueza artística de Monteiro e região.

O Festival de Cultura Popular – Zabé da Loca, para brindar a sua 15ª edição, se rende aos apelos dos monteirenses na escolha da personalidade a ser homenageada. E a espera acabou, a prefeita Ana Paula, o vice-prefeito Cajó Menezes, juntamente com os secretários de Cultura e Turismo de Monteiro, Nanido Cavalcante e Eliane Andrade, divulgaram nesta quarta-feira, 04, o grande nome que ganhará em vida o reconhecimento em sua terra.

“Neste ano, decidimos atender aos monteirenses e o grande homenageado deste ano será o nosso caboclo sonhador, Flávio José! Teremos o prazer de saudá-lo, prestando nossas homenagens a ele que levou o nome de Monteiro ao mundo”, informou a prefeita Ana Paula.

“O Festival Zabé da Loca é mais do que um evento cultural; é um encontro de almas, um momento em que a comunidade se une para celebrar um grande monteirense, e Fávio José nos traz o melhor da nossa música, da arte e da cultura”, disse Nanido Cavalcante, secretário da pasta.

XV Festival de Cultura Popular – Zabé da Loca

Com uma programação diversificada e repleta de talentos locais e regionais, o festival é uma oportunidade para que os monteirenses e visitantes se orgulhem da sua cultura e se deixem levar pela emoção e pela alegria que só a arte pode proporcionar.

O Festival Zabé da Loca é também um tributo à nossa história, à nossa identidade e à nossa gente. É um momento para lembrar de onde viemos e para celebrar homenageando em vida os monteirenses que tiveram destaque.

“É um tempo para se emocionar, para se inspirar e para se sentir parte de algo maior do que nós mesmos. Então, venha e faça parte dessa festa! Venha sentir a emoção das homenagens a Flávio José no Festival Zabé da Loca, venha celebrar a cultura e a arte em Monteiro. Venha se emocionar, venha se divertir e venha se sentir em casa! ”, convida o vice-prefeito Cajó Menezes.

Programação

O Festival começa na sexta-feira, dia 20, com Oficinas de pífano e literatura de cordel, além da Trilha do Pífano no complexo Zabé da Loca.

A noite a festa continua no Chalé de Santa Catarina com participação de duplas de repente, emboladores, coco de Roda, mazurca e show com Forró Kuent e o forró com Zé do Peba e Trio Catingueira.

Já no sábado, dia 21, pela manhã, o evento continua na Feira Livre com diversas atrações culturais. À noite, no palco cultural haverá apresentações do Reizado e Maracatu.

No palco principal a homenagem ao grande Flávio José começa com o show de Sandra Belê, Lara Amélia e logo após, Flávio José e convidados.

O Homenageado: Flávio José Marcelino Remígio

FLÁVIO JOSÉ é um dos artistas mais autênticos da sua geração. Isso é fruto de sensibilidade, fidelidade, coerência e consistência artística representada pelo conjunto da sua obra. Um verdadeiro artesão do forró, matéria-prima da melhor tradição musical nordestina, forrozeiro com estilo personalíssimo de interpretar, consegue manter-se autêntico, atemporal e original, produzindo um forró diferenciado, ao mesmo tempo, chique e popular. Sua obra toca-nos o âmago, pela força de suas mensagens.

Intérprete por excelência da boa música romântica do nordeste, FLÁVIO JOSÉ sempre valorizou seus parceiros, gravando com seus arranjos simples e diretos, sempre os melhores compositores da região.

Sua estética vocal, não é uma técnica ou atitude estudada, é uma consequência natural do sentimento patente. FLÁVIO JOSÉ canta com a alma. Essa característica rendeu-lhe uma homenagem singela do cantor e amigo Nando Cordel que gosta de atribuir-lhe um epíteto: “Flávio tem uma lágrima na garganta”.

Voz afinada e possante, afiada e límpida, o tenor das caatingas tem tessitura e extensão de voz incomuns, dotes que lhe permitem cantar sem o menor esforço, percorrendo de maneira confortável as melodias, com a mesma naturalidade com que manipula as notas do acordeom. Seu canto brilha, pois suas raízes poéticas, musicais e etnológicas, são as mesmas do seu povo.

Sucesso junto à elite tanto quanto nas camadas mais populares, alquimista cultural, musicalmente regional, sem ser sonoramente folclórico, FLÁVIO JOSÉ, há tempos, desfruta de enorme prestígio no cenário do forró brasileiro.

Trafega com desenvoltura e humildade entre o TOP e o POP do forró clássico nordestino. Assim, FLÁVIO JOSÉ tornou-se um dos mais importantes ELOS da corrente musical que une os ídolos do presente, aos ícones de sempre.

OPIPOCO

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Cultura popular perde um dos grandes mestres do repente: morre o poeta e cantador Daudeth Bandeira, ícone da tradição nordestina

A poesia popular brasileira está em luto com a morte, aos 80 anos, do poeta, cantador, repentista e compositor Daudeth Bandeira, considerado por estudiosos, colegas de ofício e admiradores como um dos mais respeitados vates da sua geração. Natural de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, Daudeth construiu uma carreira marcada pela força da improvisação, pela musicalidade dos versos e pela defesa das tradições culturais do Nordeste, deixando um legado artístico que ultrapassa fronteiras regionais.

Nascido Manuel Bandeira de Caldas em 9 de junho de 1945, ele era o caçula de uma família profundamente ligada à poesia e à cantoria — filho de Tobias Pereira de Caldas e Maria de França Bandeira, neto do imortal cantador Manuel Galdino Bandeira e irmão dos também cantadores Pedro, Francisco e João Bandeira. Cresceu em meio à viola e às rimas, desenvolvendo desde muito cedo sua habilidade única de criar versos e participar de embates de poesia improvisada.

Ao longo de décadas, Daudeth participou de inúmeros torneios, congressos e festivais de cantadores por todo o Brasil, sendo amplamente reconhecido pela sua capacidade de improviso, vocabulário rico e presença marcante nos palcos da cultura popular.

Além de sua atuação ao vivo, ele deixou um importante registro fonográfico com participações em discos como Um Voo na PoesiaCapim VerdãoO Grande DesafioFrenacrepCantares da Terra e Estação Nordeste, ao lado de nomes consagrados da cantoria como Louro Branco, Benoni Conrado, Pedro Bandeira e Juvenal Evangelista. Muitas de suas composições — como “Conversando com as Águas”“O Preço do Nosso Amor”“O Pai, o Filho e o Carro”“Adeus do Nordestino”“O Plantador de Milho”“Nordestinação”“A Manicure” e “Sorte de Vaqueiro” — foram gravadas por outros artistas e ganharam ampla circulação no cenário cultural brasileiro.

Daudeth também deixou sua marca na literatura poética mais formal. Ele foi coautor da obra Nas Águas da Poesia, um livro que se destaca como uma contribuição literária significativa para a produção poética contemporânea da Paraíba, explorando a profundidade das emoções humanas por meio de versos que fluem como correntezas simbólicas.

Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba em 1985, Daudeth conciliou sua carreira artística com a advocacia em João Pessoa, onde residiu por muitos anos, dividindo seu tempo entre a poesia, a viola e a prática jurídica — uma expressão viva de como a arte e a vida profissional podem caminhar lado a lado.

A passagem de Daudeth Bandeira representa uma grande perda para a cultura popular nordestina. Sua obra permanece viva nas festividades, nas gravações, nos versos impressos e na tradição secular da cantoria de viola, inspirando novas gerações a manterem acesa a chama da poesia improvisada.

Redação D1

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Brasil de luto: ícone da música brasileira nos anos 70 morre aos 86 anos

Morre Nilton Cesar, cantor de “Férias na Índia” e ícone da música romântica brasileira, aos 86 anos, em São Paulo

cantor e compositor Nilton Cesar morreu nesta quarta-feira (28), aos 68 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo locutor Eli Corrêa, da Rádio Capital, amigo pessoal do artista. A causa da morte ainda não foi divulgada pela família.

Nilton estava internado na capital paulista. O artista marcou época com canções que dominaram o rádio brasileiro entre o fim dos anos 1960 e a década de 1970.

 O fenômeno “Férias na Índia” de Nilton Cesar

Embora tenha surgido no rastro da Jovem Guarda, Nilton Cesar alcançou o auge em 1969, ao gravar “Férias na Índia”. Lançada em 1970, a música se tornou um fenômeno nacional em plena era pré-digital.

 A canção consolidou o cantor como um dos grandes nomes do romantismo popular brasileiro.

Marcou programas de auditório do país

Com voz aveludada e estilo elegante, Nilton Cesar foi presença frequente nos principais programas de auditório do país. Participou de atrações como o Programa Silvio Santos e especiais ligados à Jovem Guarda, tornando-se figura familiar para o grande público.

Além do maior sucesso, construiu uma carreira sólida com músicas que atravessaram décadas, como “A Namorada que Sonhei”, “Amor… Amor… Amor…”, “Felicidade”, “Espere um Pouquinho Mais” e “Amigo Não”.

Quem foi Nilton Cesar

Cantor se apresentando no palco com microfone, em imagem associada a Nilton CesarNilton Cesar, nome artístico de Nilton Guimarães, nasceu em 1940, em Ituiutaba, no Triângulo MineiroFoto: Nilton Cesar/cantorniltoncesar/Instagram
Nilton Cesar, nome artístico de Nilton Guimarães, nasceu em 1940, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Desde muito cedo mostrou vocação para a música, cantando em festas familiares e encontros locais, onde o talento já chamava atenção

Aos 17 anos, decidiu deixar a cidade natal e seguir para o Rio de Janeiro, então principal polo da indústria musical brasileira. Na capital fluminense, passou a disputar concursos para novos cantores e buscar espaço no rádio, como tantos jovens artistas da época.

Para evitar confusão com Renato Guimarães, cantor em atividade naquele período, adotou o nome artístico Nilton Cesar. O início da carreira profissional aconteceu no começo dos anos 1960, como artista iniciante da Rádio Tupi, no Rio.

No auge da popularidade, no início da década de 1970, ganhou o apelido de “Príncipe das Baladas”, um título simbólico, já que o posto de “rei” da música romântica era associado a Roberto Carlos.

Em um programa apresentado por Airton Perlinger, Nilton ficou em segundo lugar, resultado que ajudou a dar visibilidade ao seu trabalho, embora as oportunidades ainda fossem limitadas. Mesmo assim, permaneceu no Rio de Janeiro por cerca de um ano e meio, insistindo na carreira até conquistar espaço definitivo no cenário musical. (NDMAIS)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José

A música encanta e contagia. E Alyf Gabriel, de apenas 7 anos, é prova de que o encanto pela música é capaz de realizar sonhos. O garoto da cidade de Sumé, no Cariri paraibano, se encantou pelo forró, aprendeu a tocar sanfona e recentemente viveu o sonho de conhecer um grande ídolo também paraibano, Flávio José.

A paixão de Gabriel por música, e principalmente por forró, foi percebida no início da vida do garoto. Segundo a mãe dele, a técnica de enfermagem Marília Jéssica, com apenas quatro anos de idade o menino “se encantou” por um triângulo que viu em uma festa na casa de familiares e acabou ganhando um de presente.

Depois disso, ele ganhou um triângulo e se apegou ao instrumento. Até que nas festas de São João de Sumé, em 2024, Gabriel viu pela primeira vez uma sanfona.

“Gabriel se encantou, saiu de lá chorando porque queria um triângulo. Chegou em casa, pediu a meu pai, que é o avô dele. Aí o pai foi e mandou fazer um triângulo pra ele. E ele era com esse triângulo na mão direto, direto (…) Em 2024 eu levei Gabriel pela primeira vez pra o São João aqui de Sumé, e ele subiu no palco e ficou encantado olhando os outros instrumentos. E daí ele começou a pedir uma sanfona”, explicou a mãe de Gabriel, Marília.

O avô materno percebeu a paixão do menino pelo instrumento e decidiu presenteá-lo com um de menor porte. Gabriel passou a ter aulas para aprender a tocar o instrumento e desenvolveu tanto as habilidades que precisou de uma sanfona maior.

Pelo alto custo da sanfona de grande porte, vendida por um preço médio de R$ 4 mil, a família precisou unir esforços para conseguir arrecadar o valor. Surgiu então a ideia de rifar uma ovelha e, em pouco tempo, o dinheiro foi arrecadado.

“Coloquei 500 números para vender na rifa e em menos de 15 dias eu tinha vendido todos os números. Muita gente ajudou, se mobilizou, vendeu, comprou e compartilhou, e em 15 dias eu consegui vender a rifa e a gente conseguiu comprar essa sanfona maior”, disse Marília.

Com uma sanfona maior e muita vontade de aprender, desde agosto do ano passado, as terças-feiras de Gabriel são de música nas aulas de sanfona. E, claro, referências musicais como Flávio José e Waldonys fazem parece do processo de aprendizado.

“Resolvi colocar alguém para ensinar ele, aí ele vai todas as terças-feiras, uma hora de aula. E assim, ele coloca na internet os sanfoneiros que ele gosta e há tempos vem escutando Flávio José”, explicou a mãe de Gabriel, Marília.

Já em 2026, a família de Gabriel soube que um grande sanfoneiro e um dos maiores nomes da música nordestina, Flávio José, estaria em um show na cidade de Amparo, que fica próxima a Sumé. O menino, então, teve um motivo a mais para se dedicar às aulas de sanfona.

“Quando saiu a programação da Festa de São Sebastião de Amparo, que vimos Flávio José e Luan Estilizado, que ele também gosta muito, eu falei: ‘Olha, Gabriel, Flávio José e Luan Estilizado vão vir para o Amparo’. E ele disse: ‘Você vai me levar para conhecer eles?’ Eu disse que se tudo desse certo, sim. Então ele começou a treinar e a ensaiar as músicas de Flávio, músicas de Luan, na intenção de já conhecer eles”, disse Marília.

A mãe de Gabriel conta que o menino ficou muito ansioso e chegou a contar os dias, literalmente, para o show. O desejo dele era tocar com algum dos sanfoneiros no palco da festa, o que não foi possível. Mas o garoto chegou a conhecer a grande inspiração, Flávio José, no camarim do evento.

“Desde então ele ficou muito ansioso, contando os dias. Todo dia ele dizia: ‘Mãe, falta um tal dia! Faltam tantos dias’ (…)Ele queria tocar no palco, o sonho dele era tocar no palco, só que não deu certo para tocar. Mas ele ficou muito feliz em ter conhecido eles no camarim. E… está muito realizado”, falou a mãe.

Com G1