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domingo, 12 de abril de 2026

Zabelê realiza 1º Festival Municipal de Novos Talentos Musicais com premiação de até R$ 1.000

O município de Zabelê, no Cariri paraibano, irá sediar o 1º Canta Zabelê – Festival Municipal de Novos Talentos Musicais, evento voltado à valorização da cultura local e ao incentivo de novos artistas da cidade.

A iniciativa tem como objetivo descobrir talentos, estimular a participação da população e fortalecer a cena musical do município, oferecendo espaço para que cantores locais possam se apresentar ao público.

O festival contará com premiação em dinheiro para os cinco primeiros colocados. O primeiro lugar receberá R$ 1.000,00, seguido de R$ 600,00 para o segundo colocado, R$ 400,00 para o terceiro, R$ 300,00 para o quarto e R$ 200,00 para o quinto lugar.

O evento está programado para acontecer no dia 30 de abril, a partir das 19h, na Praça de Eventos de Zabelê. A realização é da Prefeitura Municipal, com idealização de Hernandes Souza.

A expectativa é de que o festival reúna participantes e público de toda a região, promovendo a cultura e incentivando a descoberta de novos talentos musicais no município.

Com Cariri em Ação

 

quinta-feira, 5 de março de 2026

A espera acabou! Saiba quem é o grande homenageado do XV Festival de Cultura Popular – Zabé da Loca

Em meio à rica renda cultural do Cariri Paraibano, o Festival Zabé da Loca se aproxima, trazendo consigo a magia e a emoção que só a verdadeira cultura pode proporcionar. Este ano, a 15ª edição do festival promete ser inesquecível, celebrando a diversidade e a riqueza artística de Monteiro e região.

O Festival de Cultura Popular – Zabé da Loca, para brindar a sua 15ª edição, se rende aos apelos dos monteirenses na escolha da personalidade a ser homenageada. E a espera acabou, a prefeita Ana Paula, o vice-prefeito Cajó Menezes, juntamente com os secretários de Cultura e Turismo de Monteiro, Nanido Cavalcante e Eliane Andrade, divulgaram nesta quarta-feira, 04, o grande nome que ganhará em vida o reconhecimento em sua terra.

“Neste ano, decidimos atender aos monteirenses e o grande homenageado deste ano será o nosso caboclo sonhador, Flávio José! Teremos o prazer de saudá-lo, prestando nossas homenagens a ele que levou o nome de Monteiro ao mundo”, informou a prefeita Ana Paula.

“O Festival Zabé da Loca é mais do que um evento cultural; é um encontro de almas, um momento em que a comunidade se une para celebrar um grande monteirense, e Fávio José nos traz o melhor da nossa música, da arte e da cultura”, disse Nanido Cavalcante, secretário da pasta.

XV Festival de Cultura Popular – Zabé da Loca

Com uma programação diversificada e repleta de talentos locais e regionais, o festival é uma oportunidade para que os monteirenses e visitantes se orgulhem da sua cultura e se deixem levar pela emoção e pela alegria que só a arte pode proporcionar.

O Festival Zabé da Loca é também um tributo à nossa história, à nossa identidade e à nossa gente. É um momento para lembrar de onde viemos e para celebrar homenageando em vida os monteirenses que tiveram destaque.

“É um tempo para se emocionar, para se inspirar e para se sentir parte de algo maior do que nós mesmos. Então, venha e faça parte dessa festa! Venha sentir a emoção das homenagens a Flávio José no Festival Zabé da Loca, venha celebrar a cultura e a arte em Monteiro. Venha se emocionar, venha se divertir e venha se sentir em casa! ”, convida o vice-prefeito Cajó Menezes.

Programação

O Festival começa na sexta-feira, dia 20, com Oficinas de pífano e literatura de cordel, além da Trilha do Pífano no complexo Zabé da Loca.

A noite a festa continua no Chalé de Santa Catarina com participação de duplas de repente, emboladores, coco de Roda, mazurca e show com Forró Kuent e o forró com Zé do Peba e Trio Catingueira.

Já no sábado, dia 21, pela manhã, o evento continua na Feira Livre com diversas atrações culturais. À noite, no palco cultural haverá apresentações do Reizado e Maracatu.

No palco principal a homenagem ao grande Flávio José começa com o show de Sandra Belê, Lara Amélia e logo após, Flávio José e convidados.

O Homenageado: Flávio José Marcelino Remígio

FLÁVIO JOSÉ é um dos artistas mais autênticos da sua geração. Isso é fruto de sensibilidade, fidelidade, coerência e consistência artística representada pelo conjunto da sua obra. Um verdadeiro artesão do forró, matéria-prima da melhor tradição musical nordestina, forrozeiro com estilo personalíssimo de interpretar, consegue manter-se autêntico, atemporal e original, produzindo um forró diferenciado, ao mesmo tempo, chique e popular. Sua obra toca-nos o âmago, pela força de suas mensagens.

Intérprete por excelência da boa música romântica do nordeste, FLÁVIO JOSÉ sempre valorizou seus parceiros, gravando com seus arranjos simples e diretos, sempre os melhores compositores da região.

Sua estética vocal, não é uma técnica ou atitude estudada, é uma consequência natural do sentimento patente. FLÁVIO JOSÉ canta com a alma. Essa característica rendeu-lhe uma homenagem singela do cantor e amigo Nando Cordel que gosta de atribuir-lhe um epíteto: “Flávio tem uma lágrima na garganta”.

Voz afinada e possante, afiada e límpida, o tenor das caatingas tem tessitura e extensão de voz incomuns, dotes que lhe permitem cantar sem o menor esforço, percorrendo de maneira confortável as melodias, com a mesma naturalidade com que manipula as notas do acordeom. Seu canto brilha, pois suas raízes poéticas, musicais e etnológicas, são as mesmas do seu povo.

Sucesso junto à elite tanto quanto nas camadas mais populares, alquimista cultural, musicalmente regional, sem ser sonoramente folclórico, FLÁVIO JOSÉ, há tempos, desfruta de enorme prestígio no cenário do forró brasileiro.

Trafega com desenvoltura e humildade entre o TOP e o POP do forró clássico nordestino. Assim, FLÁVIO JOSÉ tornou-se um dos mais importantes ELOS da corrente musical que une os ídolos do presente, aos ícones de sempre.

OPIPOCO

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Cultura popular perde um dos grandes mestres do repente: morre o poeta e cantador Daudeth Bandeira, ícone da tradição nordestina

A poesia popular brasileira está em luto com a morte, aos 80 anos, do poeta, cantador, repentista e compositor Daudeth Bandeira, considerado por estudiosos, colegas de ofício e admiradores como um dos mais respeitados vates da sua geração. Natural de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, Daudeth construiu uma carreira marcada pela força da improvisação, pela musicalidade dos versos e pela defesa das tradições culturais do Nordeste, deixando um legado artístico que ultrapassa fronteiras regionais.

Nascido Manuel Bandeira de Caldas em 9 de junho de 1945, ele era o caçula de uma família profundamente ligada à poesia e à cantoria — filho de Tobias Pereira de Caldas e Maria de França Bandeira, neto do imortal cantador Manuel Galdino Bandeira e irmão dos também cantadores Pedro, Francisco e João Bandeira. Cresceu em meio à viola e às rimas, desenvolvendo desde muito cedo sua habilidade única de criar versos e participar de embates de poesia improvisada.

Ao longo de décadas, Daudeth participou de inúmeros torneios, congressos e festivais de cantadores por todo o Brasil, sendo amplamente reconhecido pela sua capacidade de improviso, vocabulário rico e presença marcante nos palcos da cultura popular.

Além de sua atuação ao vivo, ele deixou um importante registro fonográfico com participações em discos como Um Voo na PoesiaCapim VerdãoO Grande DesafioFrenacrepCantares da Terra e Estação Nordeste, ao lado de nomes consagrados da cantoria como Louro Branco, Benoni Conrado, Pedro Bandeira e Juvenal Evangelista. Muitas de suas composições — como “Conversando com as Águas”“O Preço do Nosso Amor”“O Pai, o Filho e o Carro”“Adeus do Nordestino”“O Plantador de Milho”“Nordestinação”“A Manicure” e “Sorte de Vaqueiro” — foram gravadas por outros artistas e ganharam ampla circulação no cenário cultural brasileiro.

Daudeth também deixou sua marca na literatura poética mais formal. Ele foi coautor da obra Nas Águas da Poesia, um livro que se destaca como uma contribuição literária significativa para a produção poética contemporânea da Paraíba, explorando a profundidade das emoções humanas por meio de versos que fluem como correntezas simbólicas.

Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba em 1985, Daudeth conciliou sua carreira artística com a advocacia em João Pessoa, onde residiu por muitos anos, dividindo seu tempo entre a poesia, a viola e a prática jurídica — uma expressão viva de como a arte e a vida profissional podem caminhar lado a lado.

A passagem de Daudeth Bandeira representa uma grande perda para a cultura popular nordestina. Sua obra permanece viva nas festividades, nas gravações, nos versos impressos e na tradição secular da cantoria de viola, inspirando novas gerações a manterem acesa a chama da poesia improvisada.

Redação D1

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Brasil de luto: ícone da música brasileira nos anos 70 morre aos 86 anos

Morre Nilton Cesar, cantor de “Férias na Índia” e ícone da música romântica brasileira, aos 86 anos, em São Paulo

cantor e compositor Nilton Cesar morreu nesta quarta-feira (28), aos 68 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo locutor Eli Corrêa, da Rádio Capital, amigo pessoal do artista. A causa da morte ainda não foi divulgada pela família.

Nilton estava internado na capital paulista. O artista marcou época com canções que dominaram o rádio brasileiro entre o fim dos anos 1960 e a década de 1970.

 O fenômeno “Férias na Índia” de Nilton Cesar

Embora tenha surgido no rastro da Jovem Guarda, Nilton Cesar alcançou o auge em 1969, ao gravar “Férias na Índia”. Lançada em 1970, a música se tornou um fenômeno nacional em plena era pré-digital.

 A canção consolidou o cantor como um dos grandes nomes do romantismo popular brasileiro.

Marcou programas de auditório do país

Com voz aveludada e estilo elegante, Nilton Cesar foi presença frequente nos principais programas de auditório do país. Participou de atrações como o Programa Silvio Santos e especiais ligados à Jovem Guarda, tornando-se figura familiar para o grande público.

Além do maior sucesso, construiu uma carreira sólida com músicas que atravessaram décadas, como “A Namorada que Sonhei”, “Amor… Amor… Amor…”, “Felicidade”, “Espere um Pouquinho Mais” e “Amigo Não”.

Quem foi Nilton Cesar

Cantor se apresentando no palco com microfone, em imagem associada a Nilton CesarNilton Cesar, nome artístico de Nilton Guimarães, nasceu em 1940, em Ituiutaba, no Triângulo MineiroFoto: Nilton Cesar/cantorniltoncesar/Instagram
Nilton Cesar, nome artístico de Nilton Guimarães, nasceu em 1940, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Desde muito cedo mostrou vocação para a música, cantando em festas familiares e encontros locais, onde o talento já chamava atenção

Aos 17 anos, decidiu deixar a cidade natal e seguir para o Rio de Janeiro, então principal polo da indústria musical brasileira. Na capital fluminense, passou a disputar concursos para novos cantores e buscar espaço no rádio, como tantos jovens artistas da época.

Para evitar confusão com Renato Guimarães, cantor em atividade naquele período, adotou o nome artístico Nilton Cesar. O início da carreira profissional aconteceu no começo dos anos 1960, como artista iniciante da Rádio Tupi, no Rio.

No auge da popularidade, no início da década de 1970, ganhou o apelido de “Príncipe das Baladas”, um título simbólico, já que o posto de “rei” da música romântica era associado a Roberto Carlos.

Em um programa apresentado por Airton Perlinger, Nilton ficou em segundo lugar, resultado que ajudou a dar visibilidade ao seu trabalho, embora as oportunidades ainda fossem limitadas. Mesmo assim, permaneceu no Rio de Janeiro por cerca de um ano e meio, insistindo na carreira até conquistar espaço definitivo no cenário musical. (NDMAIS)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José

A música encanta e contagia. E Alyf Gabriel, de apenas 7 anos, é prova de que o encanto pela música é capaz de realizar sonhos. O garoto da cidade de Sumé, no Cariri paraibano, se encantou pelo forró, aprendeu a tocar sanfona e recentemente viveu o sonho de conhecer um grande ídolo também paraibano, Flávio José.

A paixão de Gabriel por música, e principalmente por forró, foi percebida no início da vida do garoto. Segundo a mãe dele, a técnica de enfermagem Marília Jéssica, com apenas quatro anos de idade o menino “se encantou” por um triângulo que viu em uma festa na casa de familiares e acabou ganhando um de presente.

Depois disso, ele ganhou um triângulo e se apegou ao instrumento. Até que nas festas de São João de Sumé, em 2024, Gabriel viu pela primeira vez uma sanfona.

“Gabriel se encantou, saiu de lá chorando porque queria um triângulo. Chegou em casa, pediu a meu pai, que é o avô dele. Aí o pai foi e mandou fazer um triângulo pra ele. E ele era com esse triângulo na mão direto, direto (…) Em 2024 eu levei Gabriel pela primeira vez pra o São João aqui de Sumé, e ele subiu no palco e ficou encantado olhando os outros instrumentos. E daí ele começou a pedir uma sanfona”, explicou a mãe de Gabriel, Marília.

O avô materno percebeu a paixão do menino pelo instrumento e decidiu presenteá-lo com um de menor porte. Gabriel passou a ter aulas para aprender a tocar o instrumento e desenvolveu tanto as habilidades que precisou de uma sanfona maior.

Pelo alto custo da sanfona de grande porte, vendida por um preço médio de R$ 4 mil, a família precisou unir esforços para conseguir arrecadar o valor. Surgiu então a ideia de rifar uma ovelha e, em pouco tempo, o dinheiro foi arrecadado.

“Coloquei 500 números para vender na rifa e em menos de 15 dias eu tinha vendido todos os números. Muita gente ajudou, se mobilizou, vendeu, comprou e compartilhou, e em 15 dias eu consegui vender a rifa e a gente conseguiu comprar essa sanfona maior”, disse Marília.

Com uma sanfona maior e muita vontade de aprender, desde agosto do ano passado, as terças-feiras de Gabriel são de música nas aulas de sanfona. E, claro, referências musicais como Flávio José e Waldonys fazem parece do processo de aprendizado.

“Resolvi colocar alguém para ensinar ele, aí ele vai todas as terças-feiras, uma hora de aula. E assim, ele coloca na internet os sanfoneiros que ele gosta e há tempos vem escutando Flávio José”, explicou a mãe de Gabriel, Marília.

Já em 2026, a família de Gabriel soube que um grande sanfoneiro e um dos maiores nomes da música nordestina, Flávio José, estaria em um show na cidade de Amparo, que fica próxima a Sumé. O menino, então, teve um motivo a mais para se dedicar às aulas de sanfona.

“Quando saiu a programação da Festa de São Sebastião de Amparo, que vimos Flávio José e Luan Estilizado, que ele também gosta muito, eu falei: ‘Olha, Gabriel, Flávio José e Luan Estilizado vão vir para o Amparo’. E ele disse: ‘Você vai me levar para conhecer eles?’ Eu disse que se tudo desse certo, sim. Então ele começou a treinar e a ensaiar as músicas de Flávio, músicas de Luan, na intenção de já conhecer eles”, disse Marília.

A mãe de Gabriel conta que o menino ficou muito ansioso e chegou a contar os dias, literalmente, para o show. O desejo dele era tocar com algum dos sanfoneiros no palco da festa, o que não foi possível. Mas o garoto chegou a conhecer a grande inspiração, Flávio José, no camarim do evento.

“Desde então ele ficou muito ansioso, contando os dias. Todo dia ele dizia: ‘Mãe, falta um tal dia! Faltam tantos dias’ (…)Ele queria tocar no palco, o sonho dele era tocar no palco, só que não deu certo para tocar. Mas ele ficou muito feliz em ter conhecido eles no camarim. E… está muito realizado”, falou a mãe.

Com G1

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

São Sebastião do Umbuzeiro: tradicional Festa de Janeiro 2026 começa no próximo sábado (10)

Começa neste próximo sábado, dia 10 de janeiro, e segue até o dia 20, a Tradicional Festa de Janeiro 2026, no município de São Sebastião do Umbuzeiro, no Cariri paraibano. O evento, promovido pela gestão da prefeita Adalcy Freitas, será realizado na Praça Pública e promete movimentar a cidade com uma programação diversificada, reunindo fé, cultura e música popular.

Ao longo dos dez dias de festividades, o público poderá prestigiar apresentações de artistas locais, regionais e nomes de destaque no cenário musical, fortalecendo a tradição que há anos integra o calendário cultural do município. A Festa de Janeiro é reconhecida por atrair moradores da cidade, visitantes de municípios vizinhos e turistas, impulsionando a economia local.

Um dos momentos mais aguardados da programação acontece na próxima segunda-feira, dia 12 de janeiro, com a participação do Padre Fabrício Timóteo, do Ministério Superação e Vida.

A prefeita Adalcy destaca que a Festa de Janeiro 2026 reafirma o compromisso da administração com a valorização das tradições culturais e religiosas do município, além de proporcionar lazer, entretenimento e integração social para a população de São Sebastião do Umbuzeiro e região.

 Confira a programação:

IMG_2956-819x1024-1 São Sebastião do Umbuzeiro: tradicional Festa de Janeiro 2026 começa no próximo sábado (10)

PARAÍBA DA GENTE

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

MORRE O CANTOR LINDOMAR CASTILHO; FILHA FALA SOBRE O PAI

A filha do cantor, Lili De Grammont, usou as redes sociais para comentar a morte do pai e relembrar o assassinato da mãe. Em uma publicação, ela escreveu: “O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”.

Morreu neste sábado (20) Lindomar Castilho, um dos nomes mais conhecidos da música brega no Brasil. Autor de sucessos como “Você É Doida Demais”, o cantor teve uma carreira marcada tanto pelo sucesso popular quanto por um crime que marcou sua trajetória artística: o assassinato da sua ex-mulher, a também cantora Eliane de Grammont.

Em 1981, Lindomar matou a tiros sua ex-mulher durante uma apresentação em São Paulo. Ele foi condenado a 12 anos de prisão, cumpriu parte da pena e deixou a cadeia na década de 1990.

A morte do cantor reacendeu a memória desse episódio por meio de um desabafo público de sua filha, Lili de Grammont, nas redes sociais. Em sua mensagem, ela relacionou o falecimento do pai à violência que marcou a história da família.

“Meu pai partiu. E, como qualquer ser humano, ele é finito. Foi alguém que se desviou pela vaidade e pelo narcisismo. Ao tirar a vida da minha mãe, também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino; morre uma família inteira.”

Em uma mensagem marcada pela emoção, Lili afirmou que se despede do pai com a consciência de que fez o que lhe foi possível, “com dor, sim, mas com todo o amor que aprendi a sentir e a expressar nesta vida”.

Ela também refletiu sobre a complexidade do perdão diante da tragédia familiar.

“Se eu perdoei? Essa resposta não é simples como um sim ou um não. Ela envolve todas as camadas das dores e das delícias de existir, de ser um ser complexo e em constante transformação”, escreveu.

Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar ganhou projeção nacional nos anos 1970, período em que se tornou um dos artistas que mais venderam discos no país, com músicas que dominaram as rádios e alcançaram grande público.

Eliane e Lindomar se conheceram no meio musical em 1977 e iniciaram um relacionamento que avançou rapidamente. Dois anos depois, o casal se casou, embalado por planos pessoais e profissionais que, à época, indicavam a construção de uma vida em comum.

Com o tempo, porém, a relação passou a ser marcada por controle, violência e brigas constantes. Cerca de 15 anos mais velho, Lindomar pressionou Eliane a se afastar da carreira artística, o que tornou a convivência insustentável.

Após aproximadamente um ano de casamento, ela decidiu encerrar a união — o que não foi bem aceito pelo músico.

E foi em 30 de março de 1981, ocorreu a tragédia. Enquanto Eliane se apresentava em um bar na zona sul de São Paulo, Lindomar entrou no local e a matou a tiros. A filha do casal, Lili, tinha menos de dois anos na época.

O crime chocou o Brasil e se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica. Lindomar foi condenado a 12 anos de prisão, e o lema “Quem ama não mata” ganhou força.

Vida discreta

Após cumprir parte da pena, o cantor se afastou dos palcos e passou a viver de forma discreta, longe da mídia. Em 2012, em entrevista ao g1, disse se arrepender “todos os dias”.

“É um massacre isso. É lógico que eu me arrependo todos os dias. A gente comete coisas em momentos que está fora de si”, afirmou.

Nos primeiros dois anos de pena, Lindomar ficou preso na capital paulista e depois foi transferido para um presídio em Goiás.

Atrás das grades, compôs um CD de inéditas — “Muralhas da solidão”, lançado em 1985 e um dos poucos em que assina a maioria das canções — e passou sete anos dando aulas de música e violão aos detentos.

“Eu ainda fazia muito sucesso naquela época, e o interesse nas aulas era grande. Comecei com a escolinha em São Paulo, mas o diretor do presídio de Goiânia gostou da ideia. Tinha três turmas e dava aulas de segunda a sexta-feira. Era um alívio, foi muito positivo.”

Após cumprir parte da pena, Lindomar Castilho chegou a retomar a carreira musical por um período. Em 2000, lançou um álbum ao vivo, mas, com o tempo, voltou a se afastar da vida artística. Desde então, passou a viver de forma reservada em Goiás, longe da exposição pública.

Em entrevista à revista “Marie Claire”, em 2020, Lili De Grammont contou que, ao compreender as circunstâncias da morte da mãe, passou muitos anos afastada do pai.

“O que fica é: Somos finitos, nem melhores e nem piores do que o outro, não somos donos de nada e nem de ninguém, somos seres inacabados, que precisamos olhar pra dentro e buscar nosso melhor, estar perto de pessoas que nos ajudem a trazer a beleza pra fora e isso inclui aceitarmos nossa vulnerabilidade”, escreveu Lili.

Lindomar Castilho, durante novo depoimento. Ele matou a mulher, a também cantora Eliane de Grammont em 30 de março de 1981 depois de atirar contra ela no interior de um bar onde ela se apresentava.

Com informações do g1   (Tribuna do Moxotó)

 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

SERTÂNIA REVIVE A EFERVESCÊNCIA DA FESTA DA “RUA VELHA” QUE ESTAVA ESQUECIDA HÁ PELO MENOS 20 ANOS (VEJA VÍDEO)

Sertânia, que bom, tem em sua gestão municipal o lema vivendo um novo tempo e resgata os velhos tempos, trazendo de volta a tradicional festa da rua velha no culto a sua padroeira Imaculada Conceição.  

A prefeita Pollyanna, que faz uma gestão diferente e inovadora, trouxe de volta uma festa, uma tradição, que foi esquecida nos 20 anos, sobretudo, nos governos do PSB em Sertânia, que foi a festa da padroeira Imaculada Conceição.

Realizada na rua Amaro Lafayette, apelidada pelos mais antigos, de “Rua Velha”, a festa da padroeira foi sendo esquecida ao longo dos anos nas gestões do PSB, que governaram Sertânia pelos últimos 20 anos.

A festa da padroeira, decantada por vários poetas e sequer lembrada pelas novas gerações por ter sido negligenciada por governantes passados, foi sendo deixada de lado ano após anos, principalmente durante o “reinado” de uma gestão que priorizou pouco a tradição e fez nascer a preferência por banalidades. A festa religiosa até resistiu a este esquecimento graças aos seus devotos e aos chefes religiosos, mas ao longo do tempo perdeu sua efervescência, seu brilho e até a sua tradição.



“Eu tenho mais de 60 anos e ao chegar na rua velha este ano,  foi como reviver os velhos tempos. Minha memória me fez reviver o tempo em que comprava sapatos e roupas novas para subir para esta festa que era uma tradição para os sertanienses e, sobretudo, para o comércio. Hoje vi tudo isso renascer. Comércio vendendo bem e o sertaniense revivendo esta grande tradição que é a festa da nossa padroeira e que foi negligenciada, esquecida e deixada de lado por governantes passados. Estou muito feliz em ver o resgate dessa festa. Parabéns a prefeita Pollyanna”, disse um sertaniense, observando admirado o número de pessoas na festa da rua velha.

Comerciantes, empresários, barraqueiros, religiosos, devotos da padroeira Imaculada Conceição, todos juntos demonstraram total felicidade por observarem que a festa da padroeira ganhou o protagonismo que sempre mereceu e que infelizmente foi deixada de lado e que agora, graças a prefeita Pollyanna, voltou com toda sua efervescência.

Viva a Padroeira Imaculada Conceição! (Tribuna do Moxotó)