segunda-feira, 24 de maio de 2021

Índia se torna o 3º país a superar 300 mil mortes por Covid

Índia se tornou nesta segunda-feira (24) o terceiro país a superar a marca de 300 mil mortes por Covid-19, depois de Estados Unidos e do Brasil, em meio a uma agressiva segunda onda da pandemia.

Foram 4.454 óbitos nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde indiano, o segundo maior número já registrado pelo país na pandemia (o recorde mundial foi registrado na terça).

O país registrou mais de 57 mil mortes por Covid-19 nas últimas duas semanas, elevando o total de vítimas para mais de 303 mil. Os EUA têm 589 mil óbitos e o Brasil, 449 mil.

A principal causa da tragédia indiana é a complacência do governo, que se recusou a adotar um lockdown nacional, liberou comícios políticos e festivais religiosos e permitiu que uma nova variante, a B.1.617, se espalhasse pela Índia e para todos os continentes 

Explosão de casos e mortes por Covid-19 na Índia: entenda em 5 pontos

Explosão de casos e mortes por Covid-19 na Índia: entenda em 5 pontos

Índia registrou também 222 mil novos casos, o menor patamar diário desde 15 de abril, mas a segunda onda de Covid-19 segue devastando o país há quase dois meses, com hospitais lotados e crematórios que não conseguem atender ao volume de corpos.

São 26,7 milhões infectados desde o início da pandemia, atrás apenas dos EUA (33,1 milhões) e à frente do Brasil (16 milhões) e França (5,9 milhões).

Apesar dos números astronômicos, há fortes indícios de subnotificação — sobretudo de mortes — no país. Especialistas acreditam que os números reais podem ser de cinco a dez vezes maiores.

Familiares de Vijay Raju, que morreu de Covid-19, choram antes de sua cremação na aldeia de Giddenahalli, nos arredores de Bengaluru, na Índia, em 13 de maio — Foto: Samuel Rajkumar/Reuters

Familiares de Vijay Raju, que morreu de Covid-19, choram antes de sua cremação na aldeia de Giddenahalli, nos arredores de Bengaluru, na Índia, em 13 de maio — Foto: Samuel Rajkumar/Reuters

Causas da tragédia

A principal causa da tragédia indiana é a complacência do governo, que chegou a falar em “fase final da pandemia” em março, quando o país chegou a registrar menos de 10 mil infectados e 100 mortes por dia.

O governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tem se recusado a adotar um lockdown nacional, ao contrário de 2020 (quando a primeira onda foi controlada com sucesso), e também liberou a realização de comícios eleitorais e festivais religiosos quando os casos já começavam a subir.

Em meio a aglomerações, ao desrespeito a medidas de distanciamento e ao não uso de máscaras, novas variantes do coronavírus encontraram terreno fértil.

Uma nova cepa do coronavírus, a B.1.617, foi descoberta em outubro de 2020 e levou meses para se proliferar pela Índia, mas agora já foi detectada em dezenas países de todos os continentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No dia 10, a OMS classificou-a como uma variante de “preocupação global” e alertou para um risco de maior transmissibilidade e características que poderiam tornar as vacinas contra a Covid-19 menos eficazes.

OMS classifica variante de Covid B.1.617, que circula na Índia, como uma variante de preocupação global

OMS classifica variante de Covid B.1.617, que circula na Índia, como uma variante de preocupação global

A variante indiana

A variante indiana B.1.617 possui três versões, com pequenas diferenças (B.1.617.1B.1.617.2 B.1.617.3), descobertas entre outubro e dezembro de 2020.

As três apresentam mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por conectar-se aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

Entre as alterações, uma se destaca: a E484Q tem algumas similaridades com a E484K, alteração encontrada nas outras três variantes de preocupação global. São elas: a B.1.1.7 (Reino Unido), a B.1.351 (África do Sul) e a P.1 (Brasil, inicialmente detectada em Manaus).

Até o momento, cientistas ainda não conseguiram estabelecer sobre a variante indiana:

  • A sua real velocidade de transmissão e o quanto ela é mais transmissível
  • Se a variante está relacionada a quadros de Covid-19 mais graves, que exigem internação e intubação
  • O quanto as mudanças genéticas interferem na eficácia das vacinas já disponíveis
VÍDEO: O que se sabe sobre a nova variante indiana, confirmada no Brasil

VÍDEO: O que se sabe sobre a nova variante indiana, confirmada no Brasil

Indícios de maior transmissibilidade

Uma análise da OMS diz que a piora da pandemia na Índia tem uma série de fatores, “incluindo a proporção de casos provocados por variantes com maior transmissibilidade”.

Mas o relatório também aponta outros ingredientes fundamentais para a crise sanitária no país, “como aglomerações relacionadas a eventos religiosos e políticos e a redução da aderência às medidas preventivas de saúde pública e sociais”, como o uso de máscaras e o distanciamento social.

No Reino Unido, que tem um dos melhores sistemas de vigilância genômica do mundo e lida com uma outra cepa de preocupação global (a B.1.1.7, também conhecida como variante britânica), o número de casos causados pela B.1.617 quase triplicou em uma semana.

Em um mês, a participação relativa da cepa indiana no total de casos que foram sequenciados geneticamente no Reino Unido subiu de 1% para 9%. Em algumas regiões, como Bolton, Blackburn, Bedford e Sefton, a B.1.617 já representa a maioria dos casos analisados e já se tornou dominante.

g1

Brasil tem 449 mil mortes por Covid-19

O Brasil registrou 894 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste domingo (23) 449.185 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.909. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -9% e indica tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

É o 13º dia em que o Brasil tem média móvel de mortes abaixo de 2 mil. De março até o dia 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média acima da marca de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Média móvel de mortes nos últimos 7 dias — Foto: Arte/G1

Média móvel de mortes nos últimos 7 dias — Foto: Arte/G1

  • Segunda (17): 1.918
  • Terça (18): 1.953
  • Quarta (19): 1.944
  • Quinta (20): 1.971
  • Sexta (21): 1.963
  • Sábado (22): 1.920
  • Domingo (23): 1.909

Quatro estados aparecem com tendência de alta nas mortes: PI, AP, PE, RN.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 16.083.573 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 37.072 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 65.479 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +8% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos.

Brasil, 23 de maio

  • Total de mortes: 449.185
  • Registro de mortes em 24 horas: 894
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.909 (variação em 14 dias: -9%)
  • Total de casos confirmados: 16.083.573
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 37.072
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 65.479por dia (variação em 14 dias: +8%)

Estados

  • Em alta (4 estados): PI, AP, PE, RN
  • Em estabilidade (16 estados): SP, CE, AL, AM, MS, BA, MA, PB, RR, ES, RJ, SC, SE, GO, MG, RS
  • Em queda (6 estados e o Distrito Federal): PA, MT, AC, RO, PR, TO

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

O Brasil já tem mais de 62 milhões de doses aplicadas das vacinas contra a Covid, somando a primeira e a segunda doses. São 62.620.759 imunizantes, de acordo com novo balanço do consórcio de veículos de imprensa, consolidados às 20h deste domingo (23).

A primeira dose já foi aplicada em 41.961.572 pessoas, o que corresponde a 19,82% da população do país.

Já a segunda dose já foi aplicada em 20.659.187 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal, o que corresponde a 9,76% da população.

Veja a variação das mortes por estado

Estados com número de óbitos em alta — Foto: Arte/G1

Estados com número de óbitos em alta — Foto: Arte/G1

Estados com número de óbitos em estabilidade — Foto: Arte/G1

Estados com número de óbitos em estabilidade — Foto: Arte/G1

Estados com números de óbitos em queda — Foto: Arte/G1

Estados com números de óbitos em queda — Foto: Arte/G1

Sul

  • PR: -33%
  • RS: -11%
  • SC: -8%

Sudeste

  • ES: -8%
  • MG: -10%
  • RJ: -2%
  • SP: -8%

Centro-Oeste

  • DF: -44%
  • GO: +1%
  • MS: +12%
  • MT: -19%

Norte

  • AC: -52%
  • AM: +1%
  • AP: +40%
  • PA: -26%
  • RO: -18%
  • RR: -11%
  • TO: -22%

Nordeste

  • AL: -7%
  • BA: -9%
  • CE: +2%
  • MA: +5%
  • PB: +10%
  • PE: +21%
  • PI: +29%
  • RN: +24
  • SE: -7%

g1

Mc Kevin, modelo e amigos consumiram mais de R$ 1.500 em quiosque

O cantor Kevin Nascimento Bueno, o MC Kevin, seus amigos Victor Elias Fontenele, Jhonatas Augusto Cruz e Gabriel, e a modelo Bianca Domingues consumiram R$ 1.555,40 no Kiosque Carioca, na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante a tarde de domingo, dia 16. De acordo com o relatório do sistema do estabelecimento, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, apenas de bebida alcoólica, que inclui caipirinha, caipivodka, cerveja, tequila, gim, e de enérgico, o grupo gastou R$ 1.070.

O documento mostra ainda o comprovante de pagamento da conta, que foi quitada no cartão de débito às 18h02, 11 minutos antes de bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento serem acionados para socorrer o funkeiro, que caira da suíte 502 de um hotel em frente. Houve consumo ainda de isca de peixe com batata frita, camarão sem casca com aipim, contra-filé, coco, refrigerantes e sorvete com brownie.

Os homens estavam sentados na mesa 22, próxima à areia da praia. Em depoimento prestado ao delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), que apura o caso, eles contaram que viram Bianca, que estava na mesa 35 – onde foram consumidas sete caipivodkas com frutas – a abordaram e logo depois a convidaram para juntar-se a eles.

Segundo a nota, o grupo também comprou um isqueiro, no valor de R$ 7. Na delegacia, eles admitiram que fumaram maconha no local. No termo de declaração prestado por Jhonatas, o jovem mencionou que eles “beberam diversos drinks e fumaram alguns baseados” e que os cigarros “foram trazidos de São Paulo” e que cada um comprou “a sua” droga.

Em nota publicada no Instagram, o Kiosque Carioca prestou solidariedade a familiares, amigos e fãs de MC Kevin e informou que o funkeiro passou o dia no local, jogando futmesa, cantando com um grupo de pagode e sendo cortês com com os funcionários e simpático com o público. Às 17h21, o artista deixou a praia acompanhado de um dos seus seguranças. “Não nos interessa a vida pessoal dos nossos clientes. Nosso estabelecimento é um local democrático, livre de qualquer tipo de preconceito”, diz o comunicado.

O inquérito aponta que, pouco depois de 17h, Victor deixou a praia acompanhado de Bianca, em direção ao hotel. Minutos depois, Kevin foi na mesma direção. Os três haviam combinado de ter relações sexuais e pagar R$ 2 mil para a modelo. Jhonatas teria tentado participar do programa, mas teria sido vetado. Ao levar a moça para a varanda, com receio de ser flagrado pela mulher, a advogada Deolane Bezerra, que estava hospedada no quarto 1305, o funkeiro tentou passar para o andar de baixo, pela sacada, mas se desequilibrou de uma altura de 18 metros.

Kevin chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) apresentou que o corpo do rapaz sofreu 13 fraturas, do nariz, maxilar, mandíbula e costelas, além de hemorragia na cabeça, perfuração no pulmão e rompimento do fígado. A causa da morte é descrita como traumatismo crânio encefálico.

O Globo

Motorista tem mal súbito e morre após colidir caminhão, na BR-230, na Paraíba

O motorista de um caminhão teve um mal súbito, na noite deste domingo (23), e morreu enquanto dirigia o veículo, na BR-230, em João Pessoa. De acordo com testemunhas, ele iria entregar a carga no interior do estado.

O caminhão colidiu com a loja de conveniência de um posto de combustíveis. O motorista teria abastecido o veículo e, quanto estava saindo, passou mal e colidiu com a loja.

A vítima morava em Aroeiras, na Paraíba, e no momento do acidente estava trabalhando. Até a manhã desta segunda-feira (24) o caminhão ainda não havia sido retirado do local.

Veja concursos e seleções com editais publicados na PB de 23 a 30 de maio

Um total de 328 vagas é oferecido em quatro editais de concursos e seleções publicados na Paraíba, nesta semana de 23 a 30 de maio.

Concurso da prefeitura de Desterro

  • Vagas: 88
  • Níveis: fundamental, médio, técnico e superior
  • Salários: R$ 1.100 a R$ 5 mil
  • Prazo de inscrição: até 31 de maio
  • Local de inscrição: site da organizadora
  • Taxas de inscrição: R$ 62,30 (fundamental), R$ 77,30 (médio e técnico) e R$ 92,30 (superior)
  • Provas: 27 de junho
  • Edital do concurso da prefeitura de Desterro

Concurso da prefeitura de Coremas

Concurso da prefeitura de Cabedelo

Seleção de professores da UFCG

g1

Hospital de Clínicas de Campina Grande atinge 100% de ocupação de UTI e enfermaria Covid

O Hospital de Clínicas de Campina Grande está com 100% de ocupação na UTI e na enfermaria, e restando apenas quatro vagas na Unidade de Decisão Clínica (UDC), que é semi-intensiva e funciona como uma espécie de triagem para os pacientes que chegam ao local. A unidade hospitalar é referência em Covid-19 e no momento é a que está em situação mais crítica.

A informação foi repassada neste domingo (23) por Geraldo Medeiros, secretário de Estado da Saúde do Governo da Paraíba. Ele informou que o hospital tem atualmente 40 leitos de enfermaria e 60 leitos de UTI, todos ocupados. Existem ainda 10 leitos na UDC, com seis deles ocupados.

Campina Grande vem registrando um aumento no número de casos positivos e de internações nos últimos dias, o que vem preocupando as autoridades públicas.

Geraldo explicou, inclusive, que por causa do sufocamento dos hospitais de referência para Covid-19, algumas medidas precisaram ser feitas. O Hospital de Trauma de Campina Grande, por exemplo, que não costuma receber pacientes do tipo, passou a receber em caráter emergencial.

Lá, havia apenas cinco leitos de UTI e 20 de enfermaria para esse fim, apenas como retaguarda. Mas o número de leitos de UTI foi ampliado para oito justamente por causa dessa demanda crescente.

Nesse sábado (22), o Hospital de Clínicas já estava com a UTI lotada. Mas ainda havia vagas na enfermaria, o que não é mais o caso. Ainda de acordo com dados de sábvado (22), o Hospital Universitário Alcides Carneiro estava com 100% da UTI ocupada. Já a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto Branco, o Hospital João XXIII e a Clínica Santa Carla estavam com as enfermarias lotadas.

g1

Feminicídios são 100% dos crimes violentos contra mulheres em abril de 2021, na Paraíba

Todos os crimes violentos letais e intencionais cometidos contra mulheres no mês de abril de 2021 foram registrados como feminicídios. Cinco casos de assassinatos contra mulheres e relacionados à condição de gênero foram contabilizados pela Polícia Civil, na Paraíba, no mês de abril. Os números são da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds), solicitados pelo G1 via Lei de Acesso à Informação.

O número de abril puxou uma ascenção nos casos de feminicídios este ano na Paraíba. Foi o mês com o maior número de assassinatos por questões de gênero envolvendo mulheres, ficando a frente de março, com três feminicidíos, janeiro com dois e fevereiro com um feminicídio registrado. Durante todo o ano de 2021, 11 feminicídios aconteceram na Paraíba.

Em relação a abril de 2020, houve o aumento de um caso, em números absolutos. A Paraíba registrou quatro feminicídios no mês de abril de 2020. No ano passado, foram dez feminicídios nos quatro primeiros meses do ano.

No entanto, ainda em abril de 2020, sete mulheres foram assassinadas, sendo três delas por homicídio doloso. Isso representa número muito superior em relação aos assassinatos de 2021, tendo em vista que não houve nenhum homicídio doloso neste ano.

No ano inteiro de 2020, o número de feminicídios representou 38% do total de mulheres assassinadas na Paraíba. O número de feminicídios atingiu 36 casos. Além disso, os dados também mostram que duas mulheres morreram por latrocínio, quando acontece o roubo seguido de morte. No total, 93 mortes violentas de mulheres foram registradas em 2020.

Em relação a 2019, o percentual diminuiu em 2020. Ao longo daquele ano, o número de feminicídios representou 52% da quantidade de mulheres assassinadas. De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística, foram registradas 73 mortes de mulheres. O número de 38 feminicídios é superior ao de homicídios dolosos de mulheres, que não têm relação com o gênero. Além disso, os dados também mostram que duas mulheres morreram por latrocínio e outra por lesão corporal seguida de morte.

Feminicídio é o assassinato contra uma mulher cometido devido ao fato de ela ser mulher ou em decorrência da violência doméstica. Foi inserido no Código Penal como uma qualificação do crime de homicídio em 2015 e é considerado crime hediondo.Feminicídios na Paraíba em 2021Primeiro trimestre apresentou seis casosJaneiroFevereiroMarçoAbril0123456Fonte: SEDS

Feminicídios na Paraíba

  • 5 mulheres foram mortas em abril de 2021, sendo todos os casos como feminicídios
  • Número de feminicídios representa 100% dos crimes violentos letais intencionais

Mulheres assassinadas na Paraíba em 2021 Mês de março lidera o número de mortes;

Janeiro: 6

Fevereiro: 5

Março: 8

Abril: 5

g1

Professora paraibana trabalha com projeto de formação para incentivo à leitura: ‘ler é desvendar mundos’

Uma professora trabalha com programas de incentivo à leitura para formação de contadores de histórias, na Paraíba. O curso acontece como um projeto de extensão do Centro Estadual de Arte (Cearte), vinculado ao governo do estado, na Biblioteca do Espaço Cultural José Lins do Rêgo. Manu Coutinho enxerga, na educação, infinitas possibilidades de ascensão social. Este foi o tema do Paraíba Comunidade exibido neste domingo (23).

A iniciativa começou com um sonho de criança, quando Manu foi influenciada pela própria mãe, que sempre priorizou a educação. Ao longo da vida, a professora fazia acompanhamento psicoterapêutico e o método de abordagem era aplicado através de histórias.

“Na época em que fazia terapia, minha terapeuta, Alcira Teotônio, sempre usava histórias que me faziam ter um mergulho diferente nas minhas questões”.

Manu tem graduação em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Mestrado em Sociologia pela Universidade de Sheffield, na Inglaterra. Foi através da formação que ela conseguiu ampliar, com base na sua própria experiência, o desejo de trabalhar formando contadores de histórias.

Durante um trabalho em que ensinava língua inglesa, numa escola da rede privada de João Pessoa, a professora queria encontrar uma forma de usar a língua em sua diversidade com os alunos, que eram crianças de 3 a 7 anos. “Encontrei a solução nos livros maravilhosos que a escola tinha, e era incrível ver a interação que é a compreensão delas”, afirmou.

Manu Coutinho com o filho no braço ao contar histórias para crianças da Paraíba (foto antes da pandemia) — Foto: Manu Coutinho/Arquivo pessoal

Manu Coutinho com o filho no braço ao contar histórias para crianças da Paraíba (foto antes da pandemia) — Foto: Manu Coutinho/Arquivo pessoal

“Acabei levantando a bandeira da Contação de Histórias e da Mediação de Leitura como missão!”

Com os bons resultados, Manu decidiu investir na formação de contadores de histórias. Conforme ela divulgava os trabalhos realizados voluntariamente, os convites e oportunidades começaram aparecer. Além do projeto, a professora pesquisa a respeito, escreve artigos e dá palestras sobre a importância da leitura.

Formação de Contadores de Histórias

De acordo com Manu Coutinho, o curso é aberto ao público, mas se restringe a maiores de 18 anos, que tenham interesse no universo das histórias. No entanto, durante todos os anos em que atua na área, é notável uma procura majoritária de mulheres, professoras de educação infantil e fundamental, bibliotecárias, psicólogas, psicopedagogas e catequistas.

“É maravilhoso ver como tudo o que é apresentado na Formação, os participantes levam para as suas realidades! E como essa Formação dá fôlego para os seus projetos, principalmente os de incentivo à leitura”.

Durante a pandemia, a realização do curso foi suspensa para evitar a propagação da Covid-19. No entanto, um planejamento está sendo realizado para elaborar técnicas de formação remota. “Estamos experimentando formatos de minicursos, que se encaixam melhor nesse período de isolamento. Mas assim que tudo se estabilizar voltaremos a oferecer a formação”, disse.

Manu, que também trabalha com ‘contoexpressão’, está fazendo uma pós-graduação em Artes-Manuais para Terapias. Essa é mais uma iniciativa de expandir as técnicas desenvolvidas no curso. Para ela, não basta contar histórias oralmente, outras formas de ensino e interação precisam estar em sintonia com a fala para que se concretize o ensino-aprendizagem.https://www.instagram.com/p/B8FU-b1pogT/embed/captioned/?cr=1&v=12

“Eu acredito que quem quer trabalhar com educação precisa ser leitor/leitora. Precisa de uma boa bagagem literária, e eu sei que muitas vezes a nossa formação não contempla. Então incentivar as nossas crianças e jovens a ler não é suficiente. É preciso que nós educadores encontremos o prazer pela leitura, para que nos vejam lendo, para que na nossa fala transpareça a paixão pela leitura”, ressaltou.

Círculos de Leitura

Uma das formas de inserir a leitura no cotidiano é por meio dos Círculos de Leitura. Uma roda de conversa é formada e a interação é realizada através do diálogo e trocas de experiências. Na pandemia, o formato desenvolvido pelo projeto da professora Manu, foi adaptado aos encontros virtuais para ampliação do repertório literário.

“Já lemos 1984, de George Orwell, agora estamos lendo Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, e o próximo já está escolhido: Dom Casmurro, de Machado de Assis”, disse Manu.

Muito mais do que encarar a leitura como um simples recurso didático, os círculos de leitura são uma forma de ensinar que o texto vai além até da própria imaginação. “Ler é fruir. Ler é desvendar mundos possíveis. É oferecer formas de organização e contraponto de ideias, emoções, conceitos. É despertar a imaginação, a abstração, o senso crítico”, falou Manu, emocionada sobre os resultados que alcança.

Professora Manu Coutinho entrega certificados para alunas do curso de incentivo à leitura (foto antes da pandemia) — Foto: Manu Coutinho/Arquivo Pessoal

Professora Manu Coutinho entrega certificados para alunas do curso de incentivo à leitura (foto antes da pandemia) — Foto: Manu Coutinho/Arquivo Pessoal

Prática de leitura precisa começar em casa

Em um contexto em que as pessoas estão cada vez mais conectadas a celulares, computadores e smart tvs, as crianças também se inserem nessa realidade. É nesse sentido que a professora Manu Coutinho trabalha e orienta os pais sobre como é possível envolver as crianças no mundo da leitura.

“O exemplo é o melhor ensinamento. As crianças precisam ver os seus responsáveis lendo. O livro precisa estar à disposição da criança, seja em casa ou na escola. Só assim elas se sentirão motivadas a ler”.

O fato é que todas as pessoas estão lendo menos. Por esse motivo, algumas dicas foram selecionadas para que uma boa prática de leitura seja efetivada em casa. Essas dicas também fazem parte do curso que Manu coordena. Não só pelo resultado positivo, a paixão pela leitura se tornou parte da identidade dela.

“Eu quero acreditar que iniciativas como a nossa colaborem para criar um ambiente leitor na nossa cidade”.

Como executar um plano de leitura

  1. Reúna um grupo de pessoas que possam se interessar em aumentar o seu repertório de leitura sobre um tema;
  2. Defina que tema é esse! Talvez vocês queiram ler literatura brasileira, ou estrangeira, ou os dois. Quem sabe explorar autores locais? Ou ler gêneros específicos: biografias, suspense, quadrinhos, poesia etc. Escolha algo que dará prazer de ler ao grupo como um todo;
  3. Escolham o livro. Por sugestão de alguém, ou por listas de recomendação que se encontram facilmente na internet;
  4. Definam a data e hora para o encontro. Há a possibilidade de fazer os encontros à distância até que seja seguro voltar aos presenciais;
  5. A medida que for lendo, tome notas das passagens que forem lhe afetando;
  6. No dia do encontro compartilhem impressões, tentando embasá-las. Façam leitura em voz alta dos trechos que lhes marcaram, democratizem a fala, com escuta atenta e respeitosa;
  7. Escolham a próxima leitura;
  8. Boa viagem!

g1

Em ritmo de campanha, Bolsonaro intensifica agenda de viagens com comícios pelo país

Pressionado pela perda de popularidade em pesquisas recentes de avaliação do seu governo, pelas mudanças no xadrez eleitoral com o retorno à cena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no xadrez eleitoral, e fazendo comentários públicos frequentes sobre as eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro intensificou a agenda de viagens com atos que, além de descumprirem normas sanitárias contra a Covid-19, assemelham-se cada vez mais a comícios eleitorais. Somente em abril, mês mais letal da pandemia no país, foram seis agendas fora de Brasília. Em maio, elas já somam oito. A mais recente, neste domingo, no Rio, em que cruzou diversos bairros da cidade de moto, antes de encerrar com um discurso no Aterro do Flamengo.

O ato foi marcado por uma “motociata”, uma carreata puxada por motoqueiros. Grande parte dos motociclistas que acompanharam o presidente era de integrantes de motoclubes, que buzinavam e carregavam bandeiras do Brasil. Há poucos dias, Bolsonaro anunciou a intenção de isentar motociclistas de pedágio nos próximos contratos de concessão de rodovias federais. Além da multidão de apoiadores, a manifestação também gerou reações contrárias ao longo de todo o trajeto, com panelaços e palavras de ordem contra o presidente.

Sem máscara, Bolsonaro fez um discurso de pouco mais de cinco minutos. Ao lado dele no palanque, também sem usar máscara, estava o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que na última semana atuou para blindar Bolsonaro de responsabilidade pelas falhas do país no combate à pandemia na CPI da Covid. As regras militares proíbem a participação de oficiais da ativa em atos políticos.

Os atos que se assemelham a comícios eleitorais também ocorrem na capital federal. No último dia 15, Bolsonaro participou de manifestação que reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, puxada pelo segmento dos produtores rurais. Internamente, o objetivo é realizar eventos que reforcem o aspecto de massa que caracterizou sua campanha de 2018, quando Bolsonaro era recebido por multidões em aeroportos.

Inauguração de obras

Bolsonaro tem ainda radicalizado o discurso nas últimas semanas. No Piauí, o presidente foi acompanhado de seu filho, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), que é visto por auxiliares do pai como um dos responsáveis por incentivá-lo a se afastar de posturas mais moderadas. Em suas agendas, o presidente costuma ameaçar a edição de um decreto que, segundo ele, colocaria as Forças Armadas nas ruas contra as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter a Covid-19, tema que procura usar para acenar à base.

O presidente também vem atacando cada vez mais o ex-presidente Lula. Nas conversas com apoiadores, tem chamado o petista de “ladrão de nove dedos”. No Piauí, voltou a atacar o adversário.

— Falando em política, para ano que vem já tem uma chapa formada: um ladrão candidato a presidente e um vagabundo como vice — disse Bolsonaro, durante cerimônia de entrega de títulos de propriedade em Açailândia (PI), sem citar nomes.

Nas redes sociais, apoiadores do presidente compartilham imagens para atacar os institutos de pesquisa que, nas últimas semanas, têm apresentado o ex-presidente Lula na liderança das intenções de voto. Em quase todas as viagens, assim como nos atos que vem participando em Brasília, o presidente promoveu algum tipo de aglomeração e, em algumas delas, esteve sem máscara. Na última quinta-feira, Bolsonaro revelou que voltou a ter sintomas de Covid-19, mas fez um exame, que não apontou a presença do vírus.

Na estratégia do presidente, as viagens têm duplo objetivo: primeiro, inaugurar obras, muitas delas ao lado do ministro Tarcísio de Freitas, a quem o presidente tem encomendado nas últimas semanas a “missão”, como costuma dizer, de ser candidato ao governo de São Paulo. Além disso, as agendas servem para prestigiar os deputados do Centrão. Após receberem as emendas parlamentares do governo, eles contam com a presença do presidente nos eventos.

Na semana passada, o presidente viajou para Maceió, um aceno a dois de seus aliados, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Fernando Collor (Pros-AL), mas também um recado a um dos principais desafetos de Bolsonaro: o senador Renan Calheiros (MDB-AL). As viagens também serviram para prestigiar alguns dos auxiliares. No ato do Rio no domingo, ao lado de Pazuello, Bolsonaro agradeceu a presença de seus apoiadores e exaltou valores conservadores:

— Temos que agradecer à nossa direita, àqueles que defendem a família, a Pátria e que têm Deus no coração.

A participação do presidente no ato gerou reação de membros da CPI da Covid. O vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou à GloboNews que a comissão vai pedir informações ao governo e à prefeitura do Rio sobre a aglomeração, e defendeu a convocação do governador Cláudio Castro para depor. Em nota, o governo estadual disse que a fiscalização de eventos na pandemia é atribuição da prefeitura. Um decreto municipal mantém proibida a realização de eventos em áreas públicas até o fim do mês. Procurada, a prefeitura não se manifestou.

O Globo