quarta-feira, 2 de junho de 2021

Brasil repete formação, volta a se apresentar bem e conquista mais uma vitória na Liga das Nações

A Rússia gosta de surpreender com jogadoras talentosas. Com Nataliya Goncharova poupada por opção técnica, as russas foram para a quadra com a jovem revelação nacional: Arina Fedorovtseva, de 17 anos. Mas, nesta terça-feira, o Brasil não quis dar chances para ciladas na bolha de Rimini, na Itália. Em mais uma excelente atuação na Liga das Nações, a seleção de José Roberto Guimarães não teve dificuldades para vencer as adversárias por 3 sets a 0. Com a mesma formação do triunfo sobre o Japão, fechou a partida com parciais 25/20, 25/11 e 25/18

Resumo do jogo 

Em um constante processo de evolução rumo às Olimpíadas de Tóquio, a seleção começou a mostrar uma cara. Pela primeira vez nesta Liga das Nações, o técnico José Roberto Guimarães repetiu uma mesma formação. Nesta terça-feira, o Brasil deu mais uma demonstração de muita força no bloqueio – tanto com as centrais, Carol e Carol Gattaz, mas também com Gabi, Tandara e Macris. Foram, no total, 7 pontos no fundamento. Assim como na vitória contra o Japão, o saque ajudou no resultado com 9 pontos e também causou estragos na linha de passe das rivais, assim como a defesa, dificultando a virada de bola do Rússia.

O ataque, que, à exceção da derrota para os Estados Unidos, já vinha funcionando, voltou a encaixar. Fê Garay, Gabi e Tandara, assim como as centrais, deram boas opções a Macris durante todo o jogo. Sheilla e Lorenne, que foram lançadas nas ações de inversão de 5-1 com Dani Lins, também apareceram bem na definição das jogadas.

Próximo jogo

A seleção volta à quadra nesta quarta-feira. O time de Zé Roberto vai encarar a Itália, às 16h, com transmissão do SporTV2. O ge acompanha tudo em tempo real.

Como fica? 

O Brasil, agora, soma quatro vitórias e uma derrota, para os Estados Unidos. São 12 pontos no total, com a terceira posição na tabela de classificação geral. A seleção está atrás apenas das americanas e da Turquia.

Os números 

Carol – 15 pontos, sendo 6 de saque
Tandara – 14 pontos
Fernanda Garay – 12 pontos
Carol Gattaz – 10 pontos

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1° set – Seleção brasileira sobe o paredão 

Foram somente alguns minutos de domínio russo. Com a jovem e alta Fedorovtseva, a Rússia abriu três pontos de vantagem. Mas logo o Brasil encaixou a defesa e fez um primeiro set avassalador. Após um bloqueio de Carol Gattaz, Fê Garay foi para o saque e conseguiu uma ótima sequência. Com 10 a 5 no placar, a experiente Kosheleva foi lançada em quadra. O técnico Sergio Busato seguiu buscando a formação ideal com muitas alterações, mas o bloqueio brasileiro se manteve alinhado. Sheilla e Dani Lins entraram na inversão do 5-1, dando mais volume ao time. Com um ataque na paralela, Carol deu fim à parcial: 25 a 20.

2º set – Incrível sequência de saque de Carol 

Com Nataliya Goncharova poupada por opção da comissão russa, o técnico Sergio Busato foi para o segundo set com suas jogadoras mais experientes: Voronkova e Kosheleva. O Brasil, por sua vez, manteve a sua formação inicial e a mesma pegada da parcial anterior. Abriu 3 a 0, com um sistema defensivo encaixado e um ataque potente. Tandara se apresentou bem no fundo de quadra, deixando as adversárias atordoadas. Carol foi para o saque e conseguiu uma sequência impressionante. Além de quatro aces, seguiu no serviço e dificultou a virada de bola do Rússia. A vantagem era grande, e o técnico Zé Roberto colocou a oposta Lorenne em quadra. Foi dela o ponto que encerrou o set: 25 a 11.

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3º set – Set apertado, mas ataque do Brasil resolve 

O Brasil seguiu com a mesma intensidade das parciais anteriores, mas a Rússia conseguiu se ajustar e fez jogo duro no começo do terceiro set. Ainda com as experientes Voronkova e Kosheleva em quadra, as russas foram bem no ataque com a jovem Fedorovtseva e Smirnova. Mesmo atrás do marcador na parcial, elas equilibraram as ações e forçaram a total atenção da seleção brasileira. A equipe de José Roberto Guimarães não vacilou, se manteve atenta o tempo todo. Tandara e Fê Garay foram ótimas opções para Macris no ataque. O saque voltou a funcionar, assim como o bloqueio: 25 a 18.

Globo Esporte

Boletim Informativo Atualizado em 01/06/2021 às 11h

A Secretaria Municipal de Saúde de Zabelê informa o recebimento de 04 (quatro) resultados de RT-PCR. 1 (UM) dos exames apresentou resultado DETECTÁVEL para Covid-19.
Segue perfil epidemiológico da paciente:
Mulher, 40 anos, residente na zona rural, sem comorbidades.
Reforçamos que mantenham o distanciamento social, o uso da máscara e a higienização constante das mãos e superfícies.
Aos primeiros sintomas gripais adote o isolamento social e procure um serviço de saúde.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Prefeito do Congo lamenta morte de Gilson Sanfoneiro

O prefeito do Congo, Dr. Romualdo Quirino, lamentou através das redes sociais a morte do artista Gilson Sanfoneiro.

Gilson era residente no Congo, mas era natural do município de Coxixola. O sanfoneiro faleceu na madrugada desta terça-feira (01) por contaminação da Covid-19.

Confira a publicação de Dr. Romualdo através das redes sociais:

(Redação do Cariri Em Ação)

Mortes por covid-19 são registradas em pacientes de Monteiro e Congo

Na manhã desta terça-feira 01 de junho já iniciou movimentada nas cidades do Cariri, o aumento de casos de covid-19 tem se espalhado de forma continua na região levando o sistema público de saúde para um possível colapso nos leitos de hospitais.

Em Sumé

O Município de Sumé figura em bandeira laranja no Estado da Paraíba e, neste fim de semana, teve seu atendimento na ala covid esgotado, sem condições de transferir os pacientes para Campina Grande e João Pessoa, chegando, inclusive, a registrar um óbito na manhã dessa segunda-feira (31).

“Teremos que usar a força policial e as medidas legais cabíveis para fazer cumprir o decreto estadual, inclusive com aplicação imediata de multa e fechamento do local em caso de reincidência. Se ainda assim não funcionar, decretarei lockdown”. Disse o prefeito da cidade, Éden Duarte.

Sumé já foram confirmados 2.451 casos, no último boletim de 31/05  16 novos, totalizando 86 casos ativos.

Em Monteiro

No ultimo Boletim divulgado em 31/05 a cidade confirmou 41 novos casos, totalizando 409 Casos ativos da doença, sendo que 09 (nove) pacientes internos, sendo, 05 (cinco) pacientes no Hospital de Clínicas, em Campina Grande, 02 (dois) pacientes no Hospital da Unimed, e 02 (dois) pacientes no Hospital Clementino Fraga, todos em João Pessoa.

Já na manhã desta terça-feira 01 de junho o jovem Diêgo Bezerra Lima, natural do município de Monteiro, de apenas 22 anos de idade, não resistiu a gravidade da doença e veio a óbito. Ele é o paciente mais jovem de Monteiro a morrer por Covid-19. Diêgo era filho do empresário Biroca, proprietário de um sacolão no município.

Monteiro já confirmou 3.705 casos positivos para covid.

Em Congo

Em congo já são mais de 330 casos confirmados da doença, de acordo com o novo decreto publicado na manhã de hoje 01 de junho na página da prefeitura diz: “os órgãos públicos com atendimento presencial serão restritos apenas para casos urgentes e inadiáveis, com exceção aos serviços de saúde e infraestrutura, portanto a Prefeitura Municipal de Congo disponibiliza os principais canais de informações caso a população necessite de atendimento”.

Ainda na manhã desta terça-feira, 01/06, foi confirmada a morte do sanfoneiro e artista da cidade Gilson, em decorrência de complicações causadas pela covid.

A prefeitura de Congo divulgou um vídeo para conscientizar a população a cerca do vírus; assista abaixo: 

CLICK AQUI

Portal do Cariri

Em cumprimento ao novo decreto, Vigilância Sanitária e Polícia Militar intensificam fiscalização em Monteiro

O novo decreto, que está vigorando desde o dia 28 de maio, com medidas mais restritivas em decorrência ao avanço no número de casos de covid-19 no município de Monteiro tem prazo até o dia 06 de junho e a Vigilância em Saúde com o apoio da Polícia Militar vêm realizando uma fiscalização mais rígida, fazendo assim se cumprir o que diz o decreto nº 1.225.

Desde a última sexta-feira, dia 28, todos os comércios estão sendo orientados a obedecer aos horários de funcionamento e todas as medidas impostas pela Secretaria de Saúde do município durante a vigência do decreto, assim como a população em geral a não gerar aglomerações e evitando qualquer atividade que possa facilitar o contágio. 


A Vigilância em Saúde e a Polícia Militar alertam que ao descumprir a medidas do decreto, o comerciante terá o seu estabelecimento lacrado, podendo sofrer multa e com a reincidência chegar até a ter o alvará de funcionamento cancelado. Da mesma forma, os populares que insistirem em descumprir as medidas serão encaminhados à justiça e podem ser punidos de acordo com a lei.

A diretora da Vigilância em Saúde, Silvana Maria, voltou a alertar a população e em especial os empresários e comerciantes sobre a importância de cumprir as determinações do decreto, mantendo os estabelecimentos fechados para evitar as aglomerações e eventuais multas, podendo também ocasionar até mesmo o fechamento do comércio. Ela reforça ainda o pedido de compreensão por parte da população e a ajuda de todos para combater as irregularidades e evitar a propagação do vírus.

As fiscalizações estão acontecendo todos os dias até o término do decreto e as medidas são necessárias para promover o distanciamento social e conter a disseminação da Covid-19 no município de Monteiro. A Prefeitura de Monteiro destaca que está mantido o toque de recolher das 21h às 5h.

Com desemprego recorde e sem Auxílio, alta do PIB no 1º trimestre só foi sentida por parte da população

A economia brasileira voltou a crescer nos primeiros três meses de 2021: segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE, a alta foi de 1,2% sobre o trimestre anterior. A expansão, no entanto, foi bastante desigual – e seus efeitos não foram disseminados entre a população, deixando de fora especialmente a classe de renda mais baixa.

Apesar da criação de vagas formais ao longo do trimestre, o desemprego seguiu batendo recordes: em março, eram 14,8 milhões de brasileiros sem trabalho. E sem a ajuda do Auxílio Emergencial (que só voltou a ser pago, e em valores reduzidos, em abril deste ano), milhões de brasileiros seguem sem conseguir melhorar seus patamares de consumo – segundo os dados do PIB, o consumo das famílias recuou 0,1% de janeiro a março, após dois trimestres de crescimento.

Com a recuperação desigual, alguns brasileiros já comemoram a saída da crise, enquanto outros conseguem ver a luz no fim desse túnel já no segundo trimestre. Para muitos, no entanto, a retomada ainda parece distante.

Conheça abaixo a história de alguns deles.

Sem emprego e sem auxílio

O pizzaiolo Alexsandro Melo de Oliveira, de 35 anos, viu a situação financeira de sua família se agravar ainda mais entre janeiro e março. Sua jornada de trabalho integral foi restabelecida em janeiro – ele passou oito meses com carga horária reduzida, assim como o salário. Mas sua esposa, Cristiane Gomes, de 39 anos, trabalhadora doméstica desempregada desde o começo da pandemia, ficou sem o auxílio emergencial do governo, suspenso nos três primeiros meses do ano.

“Minha mulher ficar desempregada logo que começou a pandemia me arrebentou muito, porque ficamos só com meu salário de pizzaiolo. Por pouco a gente passou necessidade. Quando ela começou a receber o auxílio do governo, deu uma melhoradinha e ele fez muita falta no começo do ano”, contou.

Voltar a receber o salário integral não permitiu ao pizzaiolo retomar o padrão de vida que a família tinha antes da pandemia. Os cortes mais severos ocorreram na moradia e alimentação.

Alexsandro e a mulher, a enteada de 18 anos e o filho do casal, de 2 anos, moram no Rio das Pedras, uma comunidade na Zona Oeste do Rio. A queda brusca da renda com a pandemia obrigou a família a procurar um imóvel menor na vizinhança para reduzir os gastos.

“A gente pagava R$ 900 de aluguel e ficou inviável, daí nos mudamos para outra casa bem menor, o que foi muito ruim pra gente por causa do espaço, mas que nos economizou R$ 400 e esse dinheiro faz muita diferença pra gente”, disse.

A alimentação da família também foi impactada diretamente. “Carne a gente não voltou a consumir até hoje”, contou. Para aumentar a economia, também cancelaram a internet e a TV a cabo, serviços que ainda não puderam voltar a consumir. Isso obrigou a enteada, estudante do Ensino Médio, a passar a semana na casa da avó para poder acompanhar as aulas virtuais.

Pizzaiolo Alexsandro Oliveira viu situação da família piorar no primeiro trimestre de 2021; família precisou cortar gastos com moradia e alimentação — Foto: Arquivo Pessoal

Pizzaiolo Alexsandro Oliveira viu situação da família piorar no primeiro trimestre de 2021; família precisou cortar gastos com moradia e alimentação — Foto: Arquivo Pessoal

‘Muita gente em situação ainda pior’

Apesar de todas as restrições, Alexsandro destacou que a condição de sua família está longe de ser a pior na comunidade onde vive.

“É tanta gente que está muito pior que a gente, que não tem nem o que comer, que eu só tenho a agradecer. Inclusive, eu passei a dar valor a cada restinho de comida no prato que antes ia para o lixo. Pão duro que a gente jogava fora, agora a gente faz torrada e come no café”, enfatizou.

Sensibilizado com o relato de uma amiga que estava sem alimentos em casa, ele mobilizou amigos e fez uma vaquinha, que rendeu uma compra de R$ 400 para ela. Ao compartilhar isso com a turma do futebol, o grupo também se sensibilizou e passou a reverter a taxa individual dos jogos de domingo na compra de alimentos não perecíveis, que viram cestas básicas ao final do mês.

“A gente sai de casa em casa no Rio das Pedras para ver quem é que está precisando mais. Entregamos dez cestas em dois meses. É pouquinha coisa, a gente fala que é aquele trabalho de formiguinha, mas é muito prazeroso entregar uma cesta e ver o sorriso daquela família que estava sem nada para comer”, disse.

Ele enfatizou que foi a dificuldade dentro de casa que o fez perceber a necessidade do outro. “Nunca tinha feito isso na minha vida [ajudar outras famílias]. Senti uma sensação tão boa em poder ajudar que eu nem sei explicar”, enfatizou.

Orçamento estabilizado

O educador físico Alexandre dos Santos, de 44 anos, faz parte da parcela da população que se beneficiou do crescimento da atividade econômica no 1º trimestre. Sua jornada na academia onde dá aulas, na Zona Sul do Rio, foi restabelecida integralmente em janeiro e, gradativamente nos dois meses seguinte, ele voltou a ter clientes de personal trainer e de massoterapia, o que lhe permitiu estabilizar novamente seu orçamento.

“Eu recuperei o que perdi em termos de renda. Fiquei quatro meses do ano passado com salário reduzido e perdi meus clientes particulares, o que me obrigou a mexer nas minhas economias. Essa reserva que eu gastei, até agora (final de maio), eu não ainda recuperei”, contou.

Educador físico Alexandre Santos recuperou renda perdida na pandemia com a volta de clientes particulares no 1º trimestre do ano — Foto: Arquivo Pessoal

Educador físico Alexandre Santos recuperou renda perdida na pandemia com a volta de clientes particulares no 1º trimestre do ano — Foto: Arquivo Pessoal

Santos destacou que o movimento na academia voltou a crescer “porque as pessoas foram perdendo o medo [de contágio da Covid]”. Já a volta dos clientes particulares se deve, também, à melhoria de renda, já que muitos cortaram os treinos personalizados e as massagens devido à necessidade de corte de gastos.

Nenhuma melhora nos negócios

Para a empresária Maria Alice da Costa Pereira, de 63 anos, o 1º trimestre deste ano não representou nenhuma melhora nos negócios. Dona de um quiosque na orla da Praia do Leme, na Zona Sul do Rio, e de uma pizzaria na Tijuca, ela seguiu amargando apenas prejuízos.

“O turismo não voltou nos primeiros meses do ano e a permanência nas praias continuava restrita. Eu abria o quiosque só com um funcionário para não deixar ele vazio, por conta do risco de invasão. Na pizzaria, a gente apostava no delivery, que não vingou. Tinha dia que a gente não conseguia vender dez pizzas”, contou.

Quiosque na orla da Praia do Leme chegou a ficar 4 meses fechado em 2020; movimento de clientes só retomou no 2º trimestre de 2021 — Foto: Divulgação

Quiosque na orla da Praia do Leme chegou a ficar 4 meses fechado em 2020; movimento de clientes só retomou no 2º trimestre de 2021 — Foto: Divulgação

Maria Alice destacou que desde o começo da pandemia seu foco foi manter o emprego dos funcionários – seis no quiosque e três na pizzaria. A única ajuda que conseguiu foi através do Programa de Preservação do Emprego e Renda, que lhe permitiu suspender os contratos.

“Eu vivi 2020 inteiro com o giro do cheque especial, porque acabei com todas as minhas reservas. Tentei empréstimo pelo Pronampe, mas não consegui de jeito nenhum. E fiquei devendo tudo, todas as contas [de serviços como água e luz]”, relatou.

Alívio só no 2º trimestre

Tanto o pizzaiolo Alexsandro quanto a empresária Maria Alice disseram que só começaram ter alívio financeiro a partir de abril. No caso dele, a melhora veio com a volta da mulher ao mercado de trabalho, enquanto a empresária voltou a ver a demanda crescer nos dois negócios.

“Em abril apareceram duas clientes para a minha mulher e em maio apareceu outra. Se ela não voltasse a trabalhar eu não sei o que faria da minha vida. Tudo ficou caríssimo e meu salário continuou na mesma”, disse Alexandro.

Para ele, o retorno da mulher ao trabalho é um sinal claro de que a economia voltou a melhorar, já que faxina foi um dos serviços mais cortados na pandemia. Dados do IBGE mostraram que, ao longo de 2020, o país perdeu 1,5 milhão de trabalhadores domésticos.

A melhora no movimento da pizzaria de Maria Alice aconteceu depois que ela passou a investir no atendimento presencial.

“Eu conheci o chef de cozinha Lívio Santos, que estava procurando um espaço para transferir sua cozinha e eu aluguei parte da minha para ele. Ele viu potencial para atrair público para comer na pizzaria, me convenceu, e começamos a investir juntos, devagar, tanto no cardápio quanto no espaço, e o resultado já começou a aparecer”, contou.

Antes exclusiva para delivery, Pizzaria Espaço A passou apostar no atendimento presencial a partir do segundo trimestre — Foto: Arquivo Pessoal

Antes exclusiva para delivery, Pizzaria Espaço A passou apostar no atendimento presencial a partir do segundo trimestre — Foto: Arquivo Pessoal

Já o movimento do quiosque só voltou a ganhar fôlego em maio. Com o avanço da vacinação, a orla e a praia voltaram a ter mais gente circulando. Além disso, a empresária diz notar que “as pessoas estão voltando a trabalhar e, por isso, a gastar também”.

Maria Alice enfatizou que “o ano começou mal, com muitas incertezas e com a sensação de que não ia dar conta [de manter mais os dois negócios]”, mas que agora já está otimista.

“Eu parcelei tudo o que devia e tomei a decisão de ir até o último fôlego. Estou confiante que com as melhorias na pizzaria a gente vai aumentar ainda mais as vendas. E como o quiosque depende do turismo e do movimento na praia, eu estou apostando que com o avanço da vacinação vai trazer de volta nosso movimento”, disse.

Economistas avaliam que uma melhora no mercado de trabalho só deverá ser mais visível a partir o segundo semestre, condicionada ao avanço da vacinação e a uma recuperação mais firme do setor de serviços – o que mais emprega no país e o mais afetados pelas medidas de restrição para conter o avanço do coronavírus.

g1

PIB do Brasil cresce 1,2% no 1º trimestre e volta ao patamar pré-pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no 1º trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo divulgou nesta terça-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,048 trilhões.

Os números do IBGE confirmaram que a economia brasileira iniciou o ano em expansão, dando sequência à recuperação dos danos causados pela pandemia de Covid-19, embora o ritmo tenha perdido força – a alta foi menor que a registrada nos dois trimestres anteriores. Ainda assim, o resultado foi suficiente para levar o PIB de volta ao patamar do quarto trimestre de 2019 em termos de volume.

Frente ao mesmo trimestre de 2020, o PIB apresentou crescimento de 1% – a primeira alta após uma sequência de quatro quedas.

Variação do PIB trimestre a trimestre desde 2016 — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro

Variação do PIB trimestre a trimestre desde 2016 — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro

O resultado veio acima do esperado. A mediana das projeções de 55 instituições financeiras e consultorias procuradas pelo Valor Data era de alta de 0,7% na comparação com o 4º trimestre, e de 0,5% em relação ao 1º trimestre de 2020.

“Mesmo com a segunda onda da pandemia de Covid-19, o PIB cresceu no primeiro trimestre, já que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impediram o funcionamento das atividades econômicas no país”, avaliou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

PIB cresce 1,2% no 1º trimestre de 2021, segundo o IBGE

PIB cresce 1,2% no 1º trimestre de 2021, segundo o IBGE

PIB volta ao patamar pré-pandemia

“Com o resultado do primeiro trimestre, o PIB voltou ao patamar do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas ainda está 3,1% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, alcançado no primeiro trimestre de 2014”, destacou o IBGE.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, o patamar 3,1% abaixo do pico equivale ao ritmo da economia no final de 2012 e o começo de 2013.

“A gente retornou ao patamar pré-pandemia sem recuperar as perdas de 2015 e 2016. As perdas com a pandemia foram recuperadas nestes três últimos trimestres de crescimento”, explicou Rebeca.

Mesmo com três trimestres seguidos de recuperação, a economia não eliminou, porém, o tombo recorde de 9,2% registrado no 2º trimestre de 2020. No acumulado em 12 meses, o PIB ainda registrou queda de 3,8%, comparado aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Principais destaques do PIB no 1º trimestre

  • Serviços: 0,4%
  • Indústria: 0,7%
  • Agropecuária: 5,7%
  • Consumo das famílias: -0,1%
  • Consumo do governo: -0,8%
  • Investimentos: 4,6%
  • Exportação: 3,7%
  • Importação: 11,6%
  • Construção civil: 2,1%
PIB sob a ótica da oferta — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro/G1

PIB sob a ótica da oferta — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Agropecuária foi destaque entre os setores

Os 3 grandes setores da economia avançaram nos 3 primeiros meses do ano, contra o quarto trimestre de 2020. O maior crescimento foi da agropecuária (5,7%), seguida pela indústria (0,7%) e serviços (0,4%). O agro, no entanto, foi o único setor em que o crescimento não perdeu força frente aos três meses anteriores.

No agronegócio, a alta foi puxada pela melhora na produtividade e no desempenho de alguns produtos, sobretudo, a soja, que tem maior peso na lavoura brasileira e previsão de safra recorde este ano.

Já na atividade industrial, o avanço foi puxado pelas Indústrias Extrativas (3,2%). Também registraram taxas positivas a Construção (2,1%) e a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,9%). Somente a indústria de transformação teve retração (-0,5%).

Nos serviços – setor mais prejudicado pela pandemia – houve resultados positivos em Transporte, armazenagem e correio (3,6%), Intermediação financeira e seguros (1,7%), Informação e comunicação (1,4%), Comércio (1,2%), Atividades imobiliárias (1,0%) e Outros serviços (0,1%). A única queda foi na Administração, saúde e educação pública (-0,6%).

Miriam Leitão comenta os números do PIB do Brasil no 1º trimestre

Miriam Leitão comenta os números do PIB do Brasil no 1º trimestre

Consumo das famílias recua com inflação e menos auxílio

Pela ótica da despesa, o consumo das famílias (-0,1%) e o consumo do governo (-0,8%) tiveram queda em relação ao trimestre imediatamente anterior.

“A gente tem visto o governo com problemas orçamentários, não tem tido concursos e tem tido muita aposentadoria, e isso tudo afeta o consumo do governo”, destacou a pesquisadora do IBGE.

O recuo no consumo das famílias – principal motor do PIB nos últimos anos – refletiu a redução do Auxílio Emergencial, o aumento da inflação e o desemprego em patamar recorde. Na comparação com o 1º trimestre do ano passado, queda foi de 1,7%.

“O aumento da inflação pesou, principalmente, no consumo de alimentos ao longo desse período. O mercado de trabalho desaquecido também. Houve ainda redução significativa nos pagamentos dos programas do governo às famílias, como o auxílio emergencial”, destacou Rebeca Palis.

Questionada sobre o que impediu recuperação do consumo das famílias, Rebeca apontou “os efeitos [da pandemia] no mercado de trabalho, a interrupção temporária dos programas do governo e a inflação, está muito relacionada à alimentação”, que impactam diretamente a parcela mais pobre da população.

“A gente sabe que as famílias de renda mais baixa consomem mais bens que serviços, enquanto as de maior renda consomem mais serviços. Os serviços mais consumidos pela população de baixa renda são do governo”, enfatizou.

PIB sob a ótica da demanda — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro/G1

PIB sob a ótica da demanda — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Taxa de investimento e de poupança crescem

Já os investimentos tiveram alta de 4,6% na comparação com o 4º trimestre.

A taxa de investimento avançou para 19,4% do PIB no 1º trimestre, contra 15,9% no mesmo período de 2020 e de 16,4% no consolidado de 2020.

Segundo a gerente da pesquisa, as principais influências para a alta da taxa de investimento foram “o Repetro, a alta da produção interna de bens de capital, aumento de desenvolvimento de softwares, que vem ganhando peso, além do melhor desempenho da construção civil em relação ao 4º trimestre”.

A taxa de poupança também aumentou, atingindo 20,6%, ante 13,4% no 1º trimestre do ano passado.

“Até pela restrição, pelo isolamento social e o medo do consumo dos serviços presenciais, houve um aumento da poupança, que beneficiou também o sistema financeiro, tanto pelo aumento do crédito quanto pelos depósitos”, destacou Rebeca.

Exportações e importações

No setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram crescimento de 3,7%, enquanto as importações cresceram 11,6% em relação ao quarto trimestre.

Entre as exportações de bens, os setores que mais contribuíram para a alta foram: extração de minerais metálicos, produtos alimentícios e veículos automotores. Já na pauta de importações, destacaram-se os produtos farmoquímicos para a produção de vacinas, máquinas e aparelhos elétricos, e produtos de metal.

PIB brasileiro nos primeiros trimestres — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro/G1

PIB brasileiro nos primeiros trimestres — Foto: Elcio Horiuchi e Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Perspectivas para o ano

Apesar da incerteza ainda elevada e das preocupações relacionadas à pandemia e ao ritmo da vacinação no país, indicadores econômicos têm surpreendido positivamente nos últimos meses.

Na última semana, o mercado financeiro subiu a estimativa para o avanço da economia no consolidado no ano para 3,96%. A estimativa oficial do Ministério da Economia aponta para expansão de 3,5% do PIB em 2021, mas o ministro Paulo Guedes diz que o Brasil pode crescer em torno de 4,5% a 5%.

Após a divulgação dos números oficiais do IBGE, analistas revisaram novamente para cima as projeções para o PIB de 2021. O Banco Modalmais, por exemplo, elevou a sua projeção de crescimento da economia no ano para 4,6%. Já a GO Associados passou a estimar avanço de 0,2% no 2º trimestre e revisou de 4% para 5,5% a expectativa para o expansão do PIB no consolidado do ano.

Apesar da surpresa positiva do resultado do 1º trimestre, permanece a avaliação de que o saldo deste segundo ano de pandemia ainda deverá ser uma espécie de “0 a 0”, uma vez que o avanço do PIB de 2021 será muito mais uma devolução do tombo histórico do ano passado.

“Considerando as incertezas sobretudo em relação à vacinação [contra a Covid], ainda é cedo para analisar como será o ritmo da economia ao longo do ano”, apontou Rebeca.

Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a economia brasileira caiu 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, o que tirou o Brasil da lista das 10 maiores economias do mundo.

Evolução do PIB do Brasil — Foto: Economia G1

Evolução do PIB do Brasil — Foto: Economia G1

G1

Tovar faz apelo para deputados derrubarem veto a projeto que garante acompanhantes para pacientes autistas com covid-19

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) fez um apelo, nesta terça-feira (1), aos colegas parlamentares para que derrubem o veto do Governo do Estado ao projeto de Lei 2209/2020, de sua autoria, que garante a permanência de acompanhantes a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em unidades de saúde nas redes pública e privada quando diagnosticados com covid-19.
 
“É imprescindível que haja acompanhamento por um membro familiar do paciente, que consiga lhes transmitir calma e tranquilidade, fator fundamental para a continuidade e sucesso do tratamento. Na impossibilidade de acompanhamento por familiar ou responsável, a sugestão é que profissional habilitado possa exercer esse papel”, destacou Tovar.
 
De acordo com o projeto, o acompanhante deverá, no ato de admissão do paciente, se comprometer com a utilização de equipamentos de proteção individual, que visam evitar a transmissão de doenças infectocontagiosas. O acompanhamento deverá, preferencialmente, ser realizado pelo familiar ou responsável do paciente, e na sua impossibilidade, por pessoa capacitada para lidar com o autista.
 
Tovar explica que a Unidade de Saúde deve se responsabilizar por providenciar as condições adequadas para permanência do acompanhante que deve ter entrada devidamente registrada pela Unidade de Saúde, sendo obrigatório o uso de crachá ou outro meio de identificação específico. O acompanhante deverá ainda firmar termo de responsabilidade que o informe das penalidades decorrentes de comportamento que venha a obstruir ou dificultar procedimentos considerados adequados ou necessários pela equipe médica.
 
O projeto foi aceito pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) que recomendou a derrubada do veto. Os membros da Comissão entenderam que o direito ao acompanhante se faz necessário, já que o paciente com TEA tem o desafio em lidar com habilidades sociais, principalmente no que se refere à comunicação.
 
Assessoria de Imprensa

Brasil recebe mais de 33 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 neste mês de junho

O Brasil deve receber mais de 33 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 neste mês de junho. O cronograma com todas as entregas previstas foi enviado ao ClickPB pelo secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros.

De acordo com o calendário divulgado pelo secretário, serão distribuídas para todo o país neste mês, 12.001.860 doses de vacinas da Pfizer e 21.830.330 doses de vacinas da Astrazeneca/Fiocruz.

Ainda não foi divulgado o cronograma de entrega da Coronavac, do Instituto Butantan.

Confira abaixo as datas e quantidades de cada vacina:

Pfizer em jun/2021
•30/5 -> 936.000
•02/6 -> 936.000
•03/6 -> 527.670
•06/6 -> 2.399.670
•13/6 -> 2.400.840
•20/6 -> 2.400.840
•27/6 -> 2.400.840
——————————
Total -> 12.001.860

Fiocruz
•28/5 -> 5.930.330
•04/6 -> 5.100.000
•11/6  -> 2.800.000
•18/6 -> 4.500.000
•25/6 -> 5.500.000
•02/7 -> 3.000.000
——————————
Total -> 21.830.330

Obs. Esses números Fiocruz poderão sofrer pequenas alterações.

ClickPB