quinta-feira, 15 de julho de 2021

68% dos brasileiros dizem que economia só se recupera em 2022, diz Febraban

Mais de dois terços (68%) dos brasileiros acreditam que a economia do país só começará a se recuperar a partir de 2022, apontou o Radar Febraban, feito pela federação brasileira dos bancos junto ao Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas).

Apesar de o número registrar uma melhora em relação ao observado na pesquisa anterior, feita em março (75%), a sinalização ainda é negativa quando comparada a outras categorias: apenas 13% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira se recuperará ainda este ano (contra 9% em março).

Outros 12% não acreditam de nenhuma maneira que a economia vai se recuperar (eram 9% três meses atrás).

A pesquisa foi feita entre 18 e 25 de junho deste ano, com 3.000 pessoas, por telefone. Ela considera uma amostra representativa da população adulta brasileira — de 18 anos ou mais — e de todas as cinco regiões do país, com cotas de sexo, idade, localidade e controle de instrução e renda.

Ainda segundo o estudo, o pessimismo quanto a recuperação da economia é pior entre as pessoas de 18 e 24 anos, na qual 71% dos entrevistados acreditam que a economia só se recuperará depois de 2021 e 15% dizem que a economia não se recuperará.

A pesquisa também mostra a percepção dos brasileiros em relação ao desemprego, crédito e renda. Segundo o levantamento, apesar da melhoria da percepção em relação ao observado em março, mais da metade (52%) dos entrevistados ainda acredita que o desemprego vai aumentar no país (o percentual era de 70% em março).

Além disso, 73% apostam no crescimento da inflação e do custo de vida (contra 80%) e 72% afirma acreditar no aumento da taxa de juros (contra 76% em março).

Quanto ao crédito, o maior contingente de pessoas (36%) acredita que haverá um aumento no acesso a esses recursos, enquanto 26% afirmam que esse acesso vai diminuir e outros 33% dizem que ficará igual — em março, esses percentuais eram 30%, 35% e 29%, respectivamente.

A maioria dos entrevistados (48%) também afirma que o poder de compra das pessoas deve diminuir ao longo dos próximos seis meses — contra 64% na pesquisa anterior.

Ainda sobre o futuro, cerca de um terço dos brasileiros (32%) deseja investir seus recursos extras na poupança, ou em outro tipo de investimento bancário (34%). Na amostra anterior, esses percentuais eram de 31% e 27%, respectivamente.

Open Banking A pesquisa feita pela Febraban também apontou uma falta de conhecimento sobre o que é o open banking, em implementação desde fevereiro, pela maior parte da população: 57% dos entrevistados afirmaram não saber o que é o projeto.

Segundo o estudo, depois de informados sobre o conceito de open banking, 45% dos entrevistados expressaram uma opinião positiva sobre o sistema, enquanto 20% consideraram negativo e 28% disseram que não é nem positivo nem negativo.

Segundo a pesquisa da Febraban, 30% afirmaram que com certeza não vão aderir ao sistema, enquanto outros 46% afirmaram que ainda não sabem se vão ou não aderir.

FolhaPress

MEC prevê para 2024 alteração do Enem e implementação total do novo ensino médio

O governo Jair Bolsonaro definiu um cronograma que coloca para 2024 implementação total do novo ensino médio e alteração do Enem. O MEC (Ministério da Educação) não anunciou novos investimentos para apoiar as redes de ensino.

A reforma do ensino médio foi estipulada em 2017, no governo Michel Temer (MDB), com a previsão de flexibilizar a grade horária do aluno, mas até agora o MEC não havia estipulado um cronograma de implementação. Uma portaria com essa agenda foi publicada nesta quarta-feira (14) no Diário Oficial da União.

A implementação será escalonada. No ano que vem, redes públicas e escolas particulares deverão aplicar os novos referências no 1º ano do ensino médio; no ano seguinte, no 2º ano, até que em 2024 o novo modelo cubra os três anos da etapa.

O Enem também será atualizado. É previsto para 2024 a aplicação conforme as novas diretrizes – essa data já estava pensada dentro do governo desde o ano passado. Os materiais didáticos seguirão o mesmo planejamento.

Com relação ao Saeb, avaliação federal da educação básica, a portaria indica que até 2024 estejam prontas as matrizes de conteúdos nas quais se baseiam as provas. A data de aplicação do Saeb com o novo modelo, no entanto, não é citada no documento.

Com a reforma do ensino médio, parte da grade dos alunos será organizada a partir da Base Nacional Comum Curricular. O restante será escolhido, se houver oferta, entre cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico.

Essas áreas são chamadas de itinerários formativos. A Base Curricular, que define o que os alunos devem aprender, não detalhou como devem ser os itinerários, cabendo aos estados sua regulamentação.

Até o ano que vem, as redes de ensino e escolas deverão garantir o cumprimento de 1.000 horas anuais de aulas (5 horas diárias), o que já estava previsto na lei da reforma do ensino médio. Atualmente, o mínimo é de 800 horas (4 horas).

Segundo o MEC, o calendário foi combinado com o Consed (que reúne os secretários de Educação dos estados). As redes estaduais concentram a maioria absoluta das matrículas da etapa.

Nos mais de dois anos e meio de gestão Bolsonaro, o MEC tem sido claudicante no apoio às redes de ensino para adaptação do currículos. “A virada de chave para o novo ensino médio ocorrerá em 2022”, disse nesta quarta o secretário de Educação Básica da pasta, Mauro Rabelo, em cerimônia de apresentação do cronograma.

A portaria afirma que a homologação dos referenciais curriculares deve ser finalizada neste ano pelos estados. Segundo levantamento do Consed, de junho, 21 estados já enviaram os documentos para análise dos respectivos Conselhos de Educação locais.
Apenas 11 já haviam finalizado o processo. Somente um, a Bahia, mantinha o processo de construção.

O ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, afirmou nesta quarta que o anúncio é uma ação de continuidade do que foi definido nos governos anterior. Apesar disso, o governo apresentou uma campanha publicitária que deverá ser veiculada.

A publicidade afirma que “o governo federal apresenta por meio do MEC o novo ensino médio”. Em 2017, quando o governo Temer insistiu nessa reforma por meio de uma medida provisória (que reduz o tempo de análise no Congresso, também houve uma forte campanha publicitária, inclusive com a contratação de youtubers para falar bem da iniciativa.

“O governo do presidente Jair Bolsonaro tem uma missão, entre outras coisas, uma delas é terminar o que os outros começaram”, disse. “Esse novo ensino médio me traz esperança”.

Não foram anunciados novos recursos para acelerar os processos. O ministro disse que o MEC investiu R$ 70 milhões para apoiar a adequação dos referências curriculares e formação de profissionais de educação.

O evento seria realizado no Palácio do Planalto com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Com a internação do presidente, o encontro foi transferido para o auditório do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), em Brasília, onde mais de 100 pessoas se aglomeraram sem distanciamento.

Falando sem máscara, Ribeiro iniciou seu pronunciamento com uma oração direcionada para o presidente, criticou abordagens de gênero na educação e insistiu na reabertura das escolas, embora MEC tenha sido ausente no apoio às redes de ensino nesse processo. Não houve abertura para que a imprensa fizesse perguntas.

FolhaPress

Auxílio Emergencial 2021: governo antecipa calendário do pagamento da 4ª parcela

O governo federal decidiu antecipar o calendário de pagamentos da quarta parcela do Auxílio Emergencial. As novas datas foram publicadas nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União.

Os depósitos em poupança social digital terão início a partir deste sábado (17) para quem não é do Bolsa Família e todos os beneficiários receberão o crédito da 4ª parcela até 30 de julho. Já os saques em dinheiro e autorização para transferências serão liberados entre 2 e 18 de agosto.

O calendário original previa os créditos da quarta parcela do auxílio para quem não é do Bolsa Família entre os dias 23 de julho e 22 de agosto, com saques e transferências liberados entre os dias 13 de agosto e 10 de setembro.

Bolsa família
Já para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, nada muda. Os pagamentos começam no dia 19 de julho e seguirão o calendário já estabelecido para o benefício – sempre nos últimos dez dias úteis de cada mês.

Prorrogação de mais 3 parcelas
No início deste mês, o governo federal anunciou a prorrogação do auxílio por mais três meses.

O benefício acabaria em julho e, com a prorrogação, também será pago em agosto, setembro e outubro. O calendário de pagamento das três parcelas extras ainda não foi divulgado.

O Ministério da Cidadania afirma que, até o momento, 39,3 milhões de famílias foram contempladas pelo Auxílio Emergencial em 2021, e que “ainda trabalha no processamento de cadastros”, a partir das informações disponíveis nas bases de dados governamentais.

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/.

G1

Polícia Civil da Paraíba instaura inquérito para investigar Antônia Fontenelle por racismo

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância Religiosa – DECHRADI, após determinação da 1ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (1ª DSPC), vai instaurar inquérito policial para investigar um possível crime de racismo praticado por Antônia Fontenelle.

Segundo o delegado seccional Pedro Ivo, da 1ª DSPC, Antônia Fontenelle fez declarações em redes sociais que caracterizam manifestações preconceituosas generalizadas, direcionadas a todos os paraibanos.

“Isso evidencia, a priori, o crime de racismo, tipificado no art. 20 da Lei nº 7716/1989, cuja pena é de reclusão de um a três anos e multa, e a ação penal é pública incondicionada. Por essa razão, determinei a instauração de inquérito policial, para o completo esclarecimento dos fatos”, disse o Delegado.

Em suas redes sociais, a youtuber disse que “Esses paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que pode tudo. Amanhã vou contactar as autoridades do Ceará pra entender por que esse cretino não foi preso”. 

Após receber várias críticas, Antônia tentou justificar as declarações dizendo que o termo “paraibada” era utilizado como força de expressão.

“Paraíba eu me refiro a quem faz paraibada. Pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for, se fizer paraibada. É uma força de expressão, eu falei se paraíba faz paraibada”.

Com a instauração do Inquérito, serão realizadas diligências investigativas, procedimentos periciais e o interrogatório da indicada autora do fato, com o consequente envio do procedimento para o Judiciário.

ClickPB

Câmara aprova projeto que proíbe despejos até fim de 2021

A Câmara concluiu na noite desta quarta-feira (14) o projeto de lei que proíbe o despejo ou a desocupação de imóveis até o fim de 2021. Os parlamentares aprovaram, por 313 votos a 131, uma emenda do Senado que exclui os imóveis rurais da proibição.  O texto segue para sanção presidencial.

O projeto de lei suspende os atos praticados desde 20 de março de 2020, exceto aqueles já concluídos. No caso de ocupações, a regra vale para aquelas ocorridas antes de 31 de março de 2021 e não vale para as ações concluídas na data de publicação da futura lei.

Segundo o projeto, as medidas como ordens de despejo ou liminares proferidas antes do período de calamidade pública decretado no ano passado não poderão ser efetivadas até 31 de dezembro de 2021.

As audiências de mediação entre as partes, com a participação do Ministério Público e da Defensoria Pública, nos processos de despejo, remoção forçada e reintegração de posse só poderão ser realizadas pelo Judiciário após o fim destes prazos. (Cariri em Ação)

Câmara aprova medidas de proteção para crianças vítimas de violência

A Câmara aprovou, nesta quarta-feira (14), um projeto de lei em que constam uma proposta que cria mecanismos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente. Entre as medidas protetivas previstas no texto estão o afastamento do agressor; assistência às vítimas em centros de atendimento ou espaços de acolhimento e o aumento de penas. Texto segue para análise do Senado.

A relatora do projeto, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), disse que a proposta cria uma engenharia de combate à violência doméstica e familiar semelhante à Lei Maria da Penha (11.340/06), mas adaptada às crianças e adolescentes. Ela afirmou que a aprovação da proposta é uma resposta a situações que chocaram o país, como a morte do menino Henry Borel, no Rio de Janeiro.

Agência Brasil

Senado vota projetos referentes à legislação eleitoral

O Senado votou, durante a sessão de hoje (14) apenas projetos referentes à legislação eleitoral. 

Os projetos aprovados preveem mais incentivo à participação feminina na política, trazem de volta a propaganda política em rádio e televisão e alteram a distribuição de vagas em eleições proporcionais.

Sobras eleitorais

Um dos projetos votados, o Projeto de Lei (PL) 783/2021, propõe que os partidos que não obtiveram quociente eleitoral não participem da distribuição das sobras eleitorais em eleições proporcionais. “Sobras eleitorais” são as vagas para câmaras municipais, assembleias estaduais e Câmara dos Deputados não preenchidas pela regra do quociente eleitoral. O projeto, de autoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), segue para a Câmara.

O quociente eleitoral é o resultado de um cálculo feito dividindo o número de votos válidos pelo número de vagas disponíveis. O PL sugere que apenas o partido que tiver o número de candidatos eleitos igual ou maior que o quociente eleitoral tenha direito a preencher essas vagas. O argumento do relator do projeto, senador Wanderlan Cardoso (PSD-GO), é que o Supremo Tribunal Federal (STF) já tinha entendimento semelhante.

“O STF já decidiu ser constitucional a proibição de participação nas sobras pelos partidos que não houvessem obtido o quociente eleitoral, por entender que, no que se refere à eficácia quantitativa do sufrágio em um sistema proporcional destinado ao preenchimento das cadeiras do Poder Legislativo, o princípio da igualdade do voto não é absoluto”.

O projeto não teve apoio de todos os senadores. Para parlamentares como Espiridião Amin (PP-SC) e Álvaro Dias (Podemos-PR), o texto deveria ter mais tempo para apreciação e ser alvo de mais debates. Para Amin, a análise de vários projetos de natureza eleitoral no mesmo dia é uma votação “a varejo”. Para Álvaro Dias, a proposta fortalece os partidos maiores, ao mesmo tempo em que enfraquece os menores.

Candidatura feminina

O Senado também aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina a reserva de até 5% do Fundo Partidário para aplicar em programas de difusão da participação política das mulheres. O texto também estabelece que cada partido deve reservar o mínimo de 30% do fundo de financiamento de campanha e da parcela do fundo partidário destinada a campanhas eleitorais que deve ser aplicado em candidaturas femininas nas eleições proporcionais.

A PEC também foi da autoria de Fávaro. Para ele, o texto combate a ocorrência de fraude nas eleições, que se dá por meio de candidaturas laranjas, registradas para se atingir o mínimo legal de candidaturas femininas. Nesse caso, o dinheiro não é aplicado para as mulheres, e sim em outros candidatos ou até mesmo para outros fins, infringindo a lei.

“A exigência de preenchimento forçado apenas serve para a inserção de candidaturas inexpressivas, retirando a possibilidade de um destaque maior para aquelas mulheres que realmente possuem interesse em participar da vida política nacional”, disse Fávaro. A PEC segue para a Câmara.

Cota feminina no Legislativo

O projeto de Ângelo Coronel (PSD-BA) também trata da participação feminina na política. A proposta determina uma cota de 15% das cadeiras para mulheres em câmaras de vereadores, assembleias legislativas e na Câmara dos Deputados. O texto segue para análise da Câmara.

Caso não seja eleito o número mínimo de mulheres, os eleitos do gênero masculino que forem menos votados darão lugar às candidatas suplentes mais bem posicionadas em número de votos em seus partidos, desde que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% do quociente eleitoral.

Para Fávaro, senador que reuniu relatorias dos projetos referentes a temas eleitorais, o uso de cotas é constitucionalmente legítimo. Segundo ele, não é possível esperar que a sociedade mude naturalmente sua cultura que, hoje, não traz equilíbrio entre os gêneros.

“As cotas de gênero na política visam a acelerar o processo que levará a um maior equilíbrio político entre homens e mulheres e se baseiam na crença de que o equilíbrio entre os sexos não pode ser alcançado naturalmente, isto é, deixando que a evolução da sociedade mude os padrões”.

Propaganda eleitoral

Outro projeto aprovado prevê a volta da propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão, em âmbitos nacional e estadual. Segundo os autores do projeto, senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Wellington Fagundes (PL-MT), os partidos políticos carecem de instrumentos para a divulgação de seus eventos e congressos, bem como de seus posicionamentos em relação a temas relevantes para a comunidade. A propaganda política em rede de rádio e televisão foi revogada em 2017, mas ainda foi aplicada em 2018.

Uma das diferenças no retorno da propaganda político-partidária está no tempo. O projeto de lei propõe apenas inserções de trinta segundos, invés de inserções e blocos maiores, como ocorria anteriormente. Além disso, os custos da propaganda serão pagos pelos partidos, com aumento dos recursos repassados pela União ao Fundo Partidário. Antes, a propaganda política era chamada de gratuita, mas as emissoras eram compensadas com renúncia fiscal concedida pela União.

Nas contas do relator do projeto, Carlos Portinho (PL-RJ), seriam gastos cerca de R$ 228 milhões nos anos eleitorais e R$ 527 milhões nos anos não eleitorais. O texto segue para a Câmara.

Agência Brasil

Presidente do TRE-PB diz que é inviável voto impresso para Eleições 2022: “tá muito em cima já”

O presidente do Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB), Joás de Brito, disse nesta quarta-feira (14) que não há tempo hábil para viabilizar o voto impresso, caso o desejo de Jair Bolsonaro seja atendido e mudanças na lei possibilitem o voto auditável.

Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, conforme apurou o ClickPB, Joás destacou que “se for aprovado dentro do princípio, já que somos presos ao que manda a legislação, nós teremos que cumprir, correr e nos adaptar. Vai haver uma série de dificuldades e tá muito em cima já”.

Joás de Brito destacou também que ocorreram outras duas tentativas de voltar o voto impresso, em 1998 e 2002, mas na época viu-se que não era adequado. Ele também pontuou que essa mudança tem um custo elevado, de cerca de R$ 2 bilhões. Além disso é necessário tempo para preparar o sistema eleitoral.

“Essa problemática que tem de se pensar com cautela. Uma situação que tem de ser analisada. Temos notícias de que há dificuldade de adquirir equipamentos para isso. Não se pode comprar diretamente, tem que ser com licitação. É uma eleição muito grande, com voto para presidente, senador, deputados estaduais e federais. E, além disso, as urnas devem estar acopladas, funcionar em conjunto com a urna eletrônica, uma situação que tem de se pensar pela complexidade e tempo”, resumiu.

Eleições na Paraíba

Com relação ao pleito no estado, o presidente do TRE-PB destacou que o Tribunal fará uma campanha de conscientização para combater as fake news, “que não traz nenhuma vantagem para a democracia”, e que as eleições serão no dia 1º de outubro, podendo mudar de acordo com a pandemia.

ClickPB

Arrecadação de impostos do Estado da Paraíba sobe mais de 30% em junho

A arrecadação própria do Estado da Paraíba (ICMS, IPVA e ITCD) apresentou expansão de 30,12% em junho deste ano sobre igual mês do ano passado. Em valores absolutos, houve recolhimento de R$ 622,6 milhões dos três impostos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB) por meio da 22ª  edição do Boletim Sefaz mensal.

Mensalmente, o Estado repassa 25% do recolhimento do ICMS às prefeituras paraibanas, enquanto com o IPVA o destino é de 50%. No acumulado do primeiro semestre deste ano, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) registrou uma variação real de 19,02% sobre igual período de 2020, quando deflacionado pelo indicador IPCA-15. A receita própria dos três impostos de janeiro a junho deste ano apresentou incremento de R$ 756,6 milhões.

Em valores absolutos, o ICMS liderou o incremento da receita própria em R$ 681,6 milhões, seguido mais distante pelo IPVA (R$ 59,9 milhões) e, em terceiro, pelo ITCD, com R$ 15,1 milhões. Assim como foi no mês de maio, houve taxa elevada de crescimento em junho em dois dos três tributos estaduais (ICMS e ITCD). Isso se deve a uma base fraca de arrecadação no mês de junho do ano passado, devido aos efeitos econômicos da pandemia.

O ‘Boletim Sefaz-PB’, que é uma ação conjunta de diversas gerências da Secretaria da Fazenda, é uma publicação mensal. O informativo, em sua elaboração, tem contribuições da Gerência Operacional de Informações Econômico-Fiscais (GOIEF), da Gerência Executiva de Arrecadação e de Informações Fiscais (GEAIF), da Gerência de Planejamento (GPLAN), da Gerência de Tecnologia e Informação (GTI), da Escola de Administração Tributária (ESAT) e da Assessoria de Imprensa da SEFAZ-PB. (Cariri Ligado)

Wellington Roberto e Bruno Roberto se reúnem com ministro Paulo Guedes para tratar da Reforma Tributária

Bruno e Wellington Roberto estiveram reunidos com o Ministro Paulo Guedes, a reunião contou com a presença do relator da CBS na Câmara Federal, Deputado Luiz Carlos Motta (PL- SP), indicado pelo Presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), bem como o relator da PEC 110 no Senado Federal, Senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Na pauta a elaboração de uma reforma tributária que realmente alcance objetivos de simplificação tributária e justiça fiscal, com inclusão social e desenvolvimento econômico.

“As reformas estruturais para tornar o Brasil mais competitivo e produtivo são essenciais, dentre elas a reforma tributária, agora competentemente conduzidas por relatores afinados com as ideias de simplificação e justiça fiscal, respeitando a capacidade contributiva e incluindo todos os brasileiros na retomada do desenvolvimento” afirmou Bruno Roberto

“É importante esclarecermos que no contexto geral não haverá aumento de carga tributária, é preciso evoluirmos no sentido de diminuir o contencioso tributário, dar segurança jurídica, atrair novos investimentos que serão a locomotiva da retomada da economia e consequente geração de novos postos de trabalho. O Ministro revelou confiança na agenda, afirmando que agora há efetivamente compromisso do Congresso com as reformas que o Brasil precisa” revelou Wellington Roberto.

No ensejo ainda foi discutido a formatação do Programa Renda Brasil, que deverá ampliar a cobertura social aos mais pobres, garantindo dignidade e esperança a parcela significativa da população que foi afetada pelos efeitos negativos da pandemia. (Cariri Ligado)

Todas as forças de segurança da Paraíba terão subsídio incorporado, assegura secretário

O secretário de Segurança da Paraíba, Jean Nunes, disse ao Conversa Política que a incorporação do subsídio das polícias civis, a partir de janeiro de 2022, também será implantada para as demais forças de segurança e salvamento do estado. No pacote estão também os policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários da Paraíba.

O subsídio é uma parcela única da remuneração das categorias, importante para o servidor de carreira que recebe remuneração nesta modalidade, assegurando a integralidade da remuneração da ativa, após o ingresso na inatividade (aposentadoria).

O estudo para a implementação do subsídio salarial das carreiras das Polícias Civil, Militar e Penal e do Corpo de Bombeiros Militar foi autorizado pelo governador João Azevêdo no dia 1º de março. A comissão formada ficará responsável pelos estudos, minuta da lei e implantação do benefício.

De lá para cá, segundo Jean Nunes, foram realizadas diversas reuniões com associações e sindicatos das categorias para discutir o assunto. Ainda não há, no entanto, fixação do percentual que será aplicado nesse processo. “Isso será definido mais adiante”, explicou Jean Nunes. (Cariri Ligado)

Caminhão com carga de arroz é roubado na BR-232, em Arcoverde

 O roubo foi registrado nesta terça-feira (13), próximo à Serra do Mimoso, na BR-232, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.


De acordo com a Polícia Militar, os quatro criminosos mascarados e armados estavam em um veículo Fiat Doblò — prata, abordaram o motorista que seguia na rodovia subindo a serra, após abordagem os meliantes fizeram ameaças e só liberaram horas depois.

Veículo foi encontrado em Pesqueira

Durante o patrulhamento a vítima informou que conseguiu através do GPS verificar a localização do caminhão, e solicitou apoio policial para ir até o local.

No local o caminhão estava com as chaves na ignição, mas toda a carga já havia sido roubada. A Polícia Civil segue investigando o caso. (Mídia em Ação)

Franceses protestam contra passaporte sanitário em várias cidades

 O presidente Emmanuel Macron disse que as pessoas que se negarem a tomar as vacinas experimentais ficarão impedidas de entrar em restaurantes, cafés, shoppings centers, hospitais, aviões e trens



Milhares de franceses foram às ruas das cidades de Paris, Nantes e Marseille, nesta quarta-feira (14 de julho).

Eles protestam contra a proposta do presidente Emmanuel Macron de restringir a entrada de cidadãos não vacinados a diversos espaços públicos e privados.

Macron anunciou na última semana que pessoas que se negassem a se submeter às vacinas experimentais contra covid-19, ficarão impedidas de viajar, além de entrar em restaurantes, cafés, shoppings e até hospitais. (Mídia em Ação)