quinta-feira, 22 de julho de 2021

Polícia Civil prende suspeito de abusar de uma menina de sete anos de idade em Ingá

A Polícia Civil da Paraíba prendeu nessa terça-feira, 20 de julho, no município de Ingá, um homem de 44 anos suspeito de abusar sexualmente de uma menina de sete anos de idade. Ele foi preso em flagrante, horas após ser denunciado à delegacia local.

De acordo com o delegado seccional Danilo Orengo, a equipe policial se deslocou até a residência do suspeito tão logo a denúncia foi registrada, informando o endereço do suposto agressor. 

“Esse suspeito teria abusado dessa menina na noite de ontem, além de ter tido cometido abusos em outras datas, conforme consta na denúncia. Ele não reagiu à prisão, não foi sequer algemado e nega o crime, mas nós ouvimos a mãe da vítima, várias testemunhas e até membros do Conselho Tutelar”, disse o delegado.

O homem é vizinho da menina. Ele será submetido a audiência de custódia, que decidirá se mantém ou não a prisão do suspeito.

ClickPB

YouTube remove vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro

O YouTube removeu vídeos, incluindo transmissões ao vivo, do canal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta quarta-feira (21). Segundo a rede social, os conteúdos foram bloqueados por violar as políticas de informações que proíbem a abordagem sobre a COVID-19 que apresente “sérios riscos de danos significativos”.

Entenda a política de remoção de vídeos do YouTube
A assessoria declarou que os vídeos mencionavam que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir COVID-19, que há uma cura para a doença, e que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus.

A empresa disse ainda que aplica as diretrizes “de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política”.

O YouTube não informou quantos e quais vídeos foram retirados do ar.

Em maio, a plataforma já havia deletado 12 produções do canal do presidente Jair Bolsonaro por violação da mesma regra que proíbe a recomendação de cloroquina e ivermectina contra Covid. Antes disso, outros 5 vídeos também foram removidos.

A exclusão dos conteúdos sobre esse tema começou após uma atualização da política de uso do YouTube feita em abril.

Pelas regras da plataforma, 3 violações da política de uso em 90 dias podem levar um perfil a ser tirado do ar. Mas o canal de Bolsonaro segue no ar.

Na primeira ocasião, o YouTube disse ao G1 que vídeos publicados antes da vigência da nova política não geram punições ao canal.

Questionado sobre a possibilidade do perfil do presidente na rede social sair do ar devido a quantidade de violações, o YouTube não respondeu.

O que diz a política do YouTube

A plataforma informou em abril que serão retirados vídeos que tenham:

conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19;
conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para prevenção da Covid-19;
afirmações de que ivermectina ou hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a Covid-19;
alegações de que há um método de prevenção garantido contra a Covid-19;
afirmações de que determinados remédio ou vacinas são uma cura garantida para a Covid-19.

Além disso, em suas diretrizes, o YouTube diz que “também não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

De acordo com a empresa, a conduta mencionada vale para:

tratamento;
prevenção;
diagnóstico;
transmissão;
diretrizes sobre distanciamento social e autoisolamento;
e a existência da Covid-19.

Íntegra YouTube

“Após análise cuidadosa, removemos vídeos do canal Jair Bolsonaro por violar nossas políticas de informações médicas incorretas sobre a COVID-19. Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que Hidroxicloroquina e/ou Ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir COVID-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus. Essas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais e atualizamos nossas políticas conforme as mudanças nessas orientações. Aplicamos nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política.”

g1

IFPB prorroga inscrições para seleção com mais de 1,5 mil vagas em cursos superiores

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) prorrogou as inscrições para as 1.590 vagas do PSCT 2021.2, até 29 de julho no site do IFPB. As oportunidades são para quem já concluiu ou está concluindo o ensino médio.

As vagas são para os campi de Areia, Cabedelo, Cabedelo Centro, Cajazeiras, Campina Grande, Esperança, Itabaiana, João Pessoa, Mangabeira, Monteiro, Patos, Pedras de Fogo, Picuí, Princesa Isabel, Santa Luzia, Soledade, Sousa e Sumé, sendo que o último como um polo EaD do campus Cabedelo Centro com o curso de técnico em guia de turismo, que também é ofertado em Areia.

Os candidatos não vão precisar fazer provas de seleção, uma vez que todo o processo seletivo vai ser feito por meio da análise do desempenho escolar em língua portuguesa e matemática cursadas no 1º e 2º ano do ensino médio.

Para as pessoas interessadas no curso técnico em instrumento musical, ofertado nos campi João Pessoa e Monteiro, além dos requisitos de análise de desempenho escolar, também haverá uma avaliação musical de caráter classificatório, que acontece por vídeo a ser submetido pela internet por meio do Youtube, conforme edital específico.

O resultado final está previsto para o dia 17 de agosto.

ClickPB

Cármen Lúcia rejeita ação que tentava obrigar Lira a analisar impeachment de Bolsonaro

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia rejeitou nesta quarta-feira (21) um pedido de integrantes do PT para obrigar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a analisar um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

A ação faz referência especificamente a um pedido de impeachment protocolado por entidades da sociedade civil em maio de 2020. Na decisão, Cármen Lúcia apontou motivos processuais para rejeitar o pedido.

Na avaliação da ministra, o pedido não atende aos requisitos de um mandado de segurança – tipo de ação escolhido pelo deputado Rui Falcão (PT-SP) e pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Cármen Lúcia considerou, ainda, que não há omissão do presidente da Câmara a ser analisada pelo Judiciário.

“Sem comprovação dos requisitos constitucionais e legais para o seu processamento válido não há como dar seguimento regular ao presente mandado de segurança, faltante demonstração de direito subjetivo, líquido e certo dos impetrantes ao comportamento buscado e a ser imposto e de ato omissivo da autoridade apontada como coatora”, escreveu.

Cármen Lúcia ponderou que o Judiciário não pode interferir no Poder Legislativo para determinar que o presidente da Câmara analise denúncias por crime de responsabilidade contra o presidente.

A ministra pontuou que a análise destas denúncias envolvem questões que vão além dos requisitos formais para o processo de impeachment, envolvendo a discussão sobre a “conveniência e oportunidade”.

“O juízo de conveniência e de oportunidade do início do processo de impeachment é reserva da autoridade legislativa, após a demonstração da presença de requisitos formais. Nem pode o Presidente da Câmara dos Deputados iniciar processo de impeachment sem o atendimento dos requisitos formais de petição apresentada (descrição de fato certo com provas indiciárias de crime de responsabilidade, condição de cidadãos dos requerentes, dentre outros legalmente listados), nem pode ser obrigado a dar sequência a pleito apresentado por decisão judicial, pela qual a autoridade judiciária se substitua àquela autoridade legislativa”, ressaltou.

Para a ministra, uma decisão que eventualmente impusesse uma ação ao presidente da Câmara poderia violar a separação entre os Poderes, previsto na Constituição.

“A imposição do imediato processamento da denúncia para apuração de responsabilidade do Presidente da República, pelo Poder Judiciário, macularia o princípio da separação dos poderes, assegurado no art. 2º da Constituição da República”, afirmou.

A relatora lembrou que a jurisprudência do Supremo é consolidada no sentido de que o Judiciário, neste ponto, deve evitar a interferência em outros poderes como forma de garantir a harmonia entre eles.

“E para atendimento deste princípio garantidor da eficiência do sistema de freios e contrapesos é que a jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no sentido de se estabelecer, na matéria, a autocontenção do exercício jurisdicional constitucional. Impede-se, assim, indevida interferência de um Poder de Estado sobre o outro, assegurando-se o equilíbrio daquele sistema constitucionalmente estabelecido”, concluiu.

TV Globo

É preciso analisar conveniência de ter Covaxin e Sputnik V contra a Covid, diz ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (21) que é preciso analisar a “conveniência e oportunidade” em ter doses das vacinas Covaxin e Sputnik V na estratégia de vacinação.

Para ele, o total previsto das duas vacinas traria “pouco benefício” para acelerar a campanha.

A declaração ocorreu ao ser questionado sobre se iria cancelar o contrato da Covaxin, alvo de investigação da CPI da Covid por suspeita de irregularidades no contrato, e sobre um pedido de governadores para incluir a Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações.

O ministro justificou a posição alegando restrições colocadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aprovar a importação das doses.

“Foi aprovado a importação e ela foi condicionada a uma série de exigências, como número de doses. Foi aprovado para 1% da população. É necessário que se faça estudos de efetividade, e esses estudos têm custos, que não são pequenos”, disse.

“E é preciso fazer análise de conveniência e oportunidade no momento em que temos mais de 600 milhões de doses de vacinas”, continuou. “Vamos mostrar uma plataforma que mostra que esses números vão trazer muito pouco benefício na aceleração da campanha de vacinação.”

Embora a Saúde não tenha previsão de receber doses da Sputnik V, a importação de doses da vacina tem sido negociada por alguns governadores junto ao fundo russo para ocorrer ainda neste mês, com base nas exigências colocadas pela Anvisa.

Nesta terça (20), o grupo enviou um ofício ao Ministério da Saúde em que pedem que as doses que devem ser trazidas ao Brasil sejam incluídas no Programa Nacional de Imunizações.

Queiroga, porém, descartou a medida neste momento.

“Governadores do Nordeste que têm tratativas com a Sputnik, se for do desejo deles importarem essas vacinas, podem importar, e o ministério apoiará em relação aos estudos, mas para incluir no PNI é necessário ter registro da Anvisa. Até porque um estado incluiu a vacina, outro não quis, e temos que no PNI passar uma mensagem homogênea para a sociedade para gerar confiança”, afirma.

Para o ministro, uma eventual oferta de doses da Sputnik na campanha nacional poderia enfrentar resistência da população.

“Existe hoje o sommelier de vacina, em que as pessoas saem escolhendo [qual tomar]. Imagina essas [vacinas] que vêm num contexto muito restrito, com 21 condicionantes da Anvisa, como vai ficar? Todos esses aspectos têm que ser observados”, questionou.

“Estamos disponíveis para discutir com os governadores que querem testar essas vacinas no país para que tenhamos os resultados de efetividade, que espero que sejam positivos, e se possa pensar em incluir no PNI quando tivermos essas respostas.”

Embora sinalize que as doses das duas vacinas não seriam necessárias, posição semelhante à manifestada por ele na última semana, ele evitou se posicionar de forma taxativa sobre o cancelamento dos contratos.

No fim de junho, a pasta já havia suspenso um contrato firmado com a empresa Precisa Medicamentos, que tem uma parceria com a Bharat Biotech, para obter 20 milhões de doses da Covaxin.

A medida ocorreu em meio ao avanço das investigações sobre a suspeita de irregularidades, iniciadas após um servidor da pasta e chefe da divisão de importação ter relatado ter sofrido “pressão atípica” para agilizar a liberação da vacina.

Desde março, o ministério também tem um contrato para obter 10 milhões de doses da Sputnik V, mas ainda sem previsão de entrega, já que as doses tiveram apenas aval para importação excepcional da Anvisa.

“O que gera atenção do ministério são essas variantes, como a delta. Em relação a essas outras vacinas que não são essenciais ao nosso programa de imunização, vamos resolver caso a caso”, disse.

As declarações ocorreram em coletiva de imprensa chamada pela pasta para anunciar o repasse de até R$ 2,3 bilhões em recursos para ampliação de equipes em unidades básicas de saúde até 2022.

No evento, Queiroga voltou a repetir a meta de vacinar 100% da população com uma dose até setembro e disse esperar que ao menos 50% receba as duas doses até esse prazo.

Questionado sobre a possibilidade de ampliar a vacinação para crianças e adolescentes, ele afirmou que o PNI ainda avalia o tema e fez críticas a estados que já se anteciparam na oferta.

“O importante é que estados e municípios não se adiantem na inclusão de grupos que não foram analisados pelo PNI”, disse.

FolhaPress

Justiça da Paraíba aplica nova lei que protege consumidores superendividados

A legislação oferece mais proteção às pessoas que perderam o controle de suas dívidas e que não conseguem mais cumprir com seus compromissos financeiros. O Tribunal de Justiça da Paraíba já aplica a lei desde o dia 2 de julho, Lei nº 14.181/2021, que altera o Código do Consumidor e estabelece uma série de medidas para evitar o chamado superendividamento. 

A partir de agora, quem estiver em situação de endividamento incontrolável, ao invés de procurar uma financeira para contrair uma nova dívida, o cidadão ou a cidadã tem a opção de acionar o Tribunal de Justiça do seu estado, para negociar sua dívida diretamente com o eventual credor. 

Na oportunidade, por meio de um Juízo negociador, o devedor pode negociar seus débitos em um único plano de pagamento, em condições que não comprometam sua sobrevivência pessoal e/ou familiar. Ou seja, a conciliação, que hoje é usada na Justiça para resolver uma dívida de cada vez, vai permitir acordos entre um devedor e seus vários credores.

O juiz Antônio Carneiro, que é um dos diretores adjuntos do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça da Paraíba, disse que os tribunais de todo o País vão acompanhar a Lei nº 14.181/2021. 

O magistrado destacou que essa é mais uma possibilidade de facilitar a vida das pessoas que estão em situação de superendividamento. Se a parte apresentar um plano de pagamento dentro das diretrizes da própria lei, com honestidade, transparência e mostrando a inviabilidade da adimplência pelas vias normais, mesmo que a parte credora tenha objeções, o juiz pode homologar o plano de pagamento apresentado.

“Se for consenso, melhor ainda. Esse instrumento federal veio incorporar a legislação codificada, ao Código de Defesa dos Direitos do Consumidor. O Tribunal de Justiça da Paraíba já vinha adotando essa medida, dentro do Programa ProEndividados. Com a nova lei, ganhamos mais força e robustez”, comentou o magistrado, que também é juiz titular da 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de João Pessoa.

A nova lei define o superendividamento como a “impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo sem comprometer seu mínimo existencial”. De acordo com levantamento mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no mês de junho o percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 69,7%. Este é o maior valor atingido desde 2010.

ClickPB

China tem primeiro registro de morte devido a vírus raro de macaco

A China registrou a primeira morte de humano devido a um vírus raro já identificado em macacos. Um homem contraiu uma doença infecciosa rara de primatas, conhecida como vírus do macaco B e também como Herpes B. A vítima é um veterinário de 53 anos de Pequim. As informações são de autoridades de saúde chinesas, divulgadas pelo jornal The Washington Post.

De acordo com o Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, o homem trabalhava em um instituto de pesquisa especializado em reprodução de primatas e dissecou dois macacos mortos em março. Um mês depois, ele sentiu náuseas, vômitos, febre e morreu em 27 de maio. As amostras de sangue e saliva foram enviadas para o centro em abril, quando os pesquisadores encontraram evidências do vírus do macaco B.

O vírus do macaco B ou herpes B é prevalente entre os macacos, mas extremamente raro – e muitas vezes mortal – quando se espalha para os humanos. 

Em humanos, ataca o sistema nervoso central e causa inflamação no cérebro, levando à perda de consciência, disse Kentaro Iwata, especialista em doenças infecciosas da Universidade Kobe, no Japão, ao jornal americano. Se não for tratada, há uma taxa de mortalidade de cerca de 80%.

IstoÉ

Tribunal de Justiça rejeita recurso de Ricardo Coutinho para derrubar sequestro de bens na Operação Calvário

Os desembargadores do Tribunal de Justiça da Paraíba rejeitaram, por unanimidade,  o recurso apresentado pela defesa de Ricardo Coutinho para derrubar o sequestro de bens dele na Operação Calvário. O julgamento do recurso aconteceu na noite desta quarta-feira (21), conforme acompanhou o ClickPB.

Ricardo Coutinho argumentou, em sua defesa, que o patrimônio sequestrado foi adquirido de forma lícita, que o bloqueio estaria lhe causando prejuízos e que os valores são necessários para seu sustento e de sua família.

Na sua argumentação, o advogado Eduardo Cavalcante elencou que não há provas de que Ricardo Coutinho estivesse se desfazendo de seu patrimônio, que o valor de R$ 134 milhões é astronômico e que o STF já destacou a impossibilidade de sequestro de bens para eventuais danos morais à fazenda pública.

O desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator do recurso, apontou durante o seu voto que não procedem os argumentos do ex-governador. “Os argumentos elegidos pelo recorrente não procedem”, declarou.

Ricardo Coutinho é investigado na Operação Calvário por desvios de recursos da Saúde e Educação do Governo da Paraíba. Ele foi alvo de mais uma denúncia na Operação Calvário, neste mês, dessa vez por esquema de servidores ‘codificados’.

Em agosto de 2020, o desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da Operação Calvário, determinou o sequestro de bens no valor de R$ 134,200 milhões de 35 investigados pela Operação Calvário, incluindo o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho.

Com a decisão, estão bloqueados os ativos financeiros dos réus até o valor de R$ 134,200 milhões. Caso o valor dos ativos não seja suficiente, ficam bloqueados os veículos e imóveis que estejam em nome dos réus até que o valor mínimo seja atingido. Embarcações e aeronaves também podem ser bloqueadas caso os réus as possuam.

ClickPB

Motorista da vice-governadora de Pernambuco é morto a tiros no Recife

Um policial militar que trabalhava como motorista da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), foi morto a tiros, na Zona Norte do Recife. O crime ocorreu por volta das 14h30 de hoje, na rua Tabocas, no Sítio dos Pintos. Um suspeito foi preso, segundo a PM. As informações são do G1 Pernambuco.

De acordo com a assessoria de imprensa da vice-governadora, o terceiro sargento Adelcio Miguel Ângelo Júnior estava de folga no momento do crime. A Polícia Militar informou que uma operação foi montada para prender outros dois envolvidos no crime.

Ainda segundo a polícia, o suspeito confessou o crime e foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, para prestar depoimento. No momento do crime, a vítima usava uma farda de uma loja de videogames.

Peritos criminais do Grupo Especializado de Perícias em Homicídios foram acionados ao local do crime. Testemunhas informaram ao G1 que, após ser baleado, o homem ainda correu para pedir ajuda, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. De acordo com elas, o policial estava armado, mas não reagiu.

Ainda segundo testemunhas, ele teria ido ao local para realizar a venda de um videogame que havia sido negociado por um site de compras e vendas. Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o policial foi vítima de um possível latrocínio, conforme as primeiras investigações.

"O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa instaurou inquérito e está reunindo elementos, informações e provas de modo a esclarecer os fatos com maior brevidade e punir os responsáveis", disse.

Ainda na nota, a Polícia Civil informou que Ângelo tinha 14 anos de trabalho na Polícia Militar de Pernambuco e que, há 4 anos, estava à disposição da Casa Militar. Ele deixou a esposa e dois filhos.

"A Polícia Militar, assim como a Casa Militar, estão prestando assistência aos familiares. Essa é uma perda irreparável para a corporação, para a segurança pública, companheiros de trabalho, amigos e parentes", disse.

Por meio de nota, a vice-governadora Luciana Santos prestou solidariedade aos familiares do sargento. "Sua esposa, seus filhos e toda a família têm toda minha solidariedade". Ainda de acordo com a nota, todos na vice-governadoria ficaram consternados com a notícia da morte de Ângelo.

"Durante todo o tempo de convivência, demonstrou ser uma pessoa de paz. Sempre muito tranquilo e de atitudes gentis, conquistou o respeito e o afeto de todos que trabalhavam com ele, tanto entre os civis, como entre os colegas da Casa Militar", disse. (Agreste em Alerta)

Tabira registra mais um homicídio em 48 horas e totaliza nove mortes

 Com esse homicídio o município contabiliza a nona morte violenta em 2021

Foto: Reprodução/ WhatsApp

O homicídio foi registrado nesta terça-feira (20), em Tabira, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Militar, os dois assassinos chegaram em uma moto e se aproximaram da vítima, Marcos Paulo Pinto de Medeiros Duarte, de idade não informada, e atiraram contra ele. Marcos não resistiu e morreu no local.

A PM realizou buscas no intuito de capturar os assassinos, porém sem sucesso. A autoria e motivação são desconhecidas. A Polícia Civil investiga o caso. (Mídia em Ação)

Vereador denuncia furto em estação de controle da comporta do Rio São Francisco em Monteiro

O vereador Paulo Sergio, se manifestou utilizando as redes sociais na quarta-feira (21) denunciando que bandidos teriam furtado a estação de controle da comporta do Rio São Francisco em Monteiro.

“Meliantes arrombam porta e furtam fios e pequenos equipamentos da estação que controla a comporta do canal da transposição (nos Lafayetes) em Monteiro”. Paulo Sergio

OPIPOCO

Brasil perde quase 30 mil indústrias desde 2013

O setor industrial brasileiro perdeu 28,6 mil empresas no intervalo de seis anos, indicam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado, divulgado nesta quarta-feira (21), integra a Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2019. O estudo não reflete ainda os impactos da pandemia de coronavírus, que prejudicou a atividade econômica a partir de 2020.

Conforme o levantamento, o Brasil tinha 334,9 mil indústrias em 2013, maior nível da série histórica, com dados desde 2007. O montante passou a encolher a partir de 2014, quando a economia começou a registrar sinais de fragilidade. Houve seis quedas consecutivas até o número de empresas recuar para 306,3 mil em 2019 – dado mais recente à disposição.

A perda de 28,6 mil operações (baixa de 8,5%) vem da comparação entre os resultados de 2019 e 2013.

Synthia Santana, gerente de análise e disseminação de pesquisas estruturais do IBGE, afirma que a redução pode ser atribuída a pelo menos dois fatores.

O primeiro é a recessão que afetou a economia brasileira em 2015 e 2016. À época, a crise abalou a atividade de fábricas diversas.

Além do período de dificuldades, parte dos grupos industriais pode ter optado por concentrar empresas em regiões estratégicas, conforme Synthia. Essa busca por diminuição de custos logísticos tende a resultar em número menor de plantas produtivas.

“Existem fatores conjunturais e estratégicos. Muitas vezes, há uma estratégia de reorganização das empresas para baratear custos. Outro aspecto é o fechamento em razão da crise”, frisa.

O número inferior de operações provoca reflexos no mercado de trabalho. A indústria é considerada um segmento intensivo em mão de obra, podendo gerar salários superiores aos de atividades como serviços e comércio.

Segundo o IBGE, o setor industrial empregava 7,6 milhões de pessoas em 2019. Isso significa que, desde 2013, o contingente ficou 15,6% menor. Em números absolutos, o resultado sinaliza perda de 1,4 milhão de postos de trabalho no período

Em média, a indústria somava 25 trabalhadores por empresa em 2019. À época, o setor pagava, em média, 3,2 salários mínimos para os funcionários.

Em termos absolutos, o ramo de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi aquele que mais fechou fábricas entre 2013 e 2019. No período, o número de empresas do segmento encolheu de 54,6 mil para 37,4 mil. Ou seja, houve perda de 17,2 mil operações.

A segunda principal baixa foi de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos). O setor teve redução de 5,6 mil empresas – de 40,4 mil para 34,8 mil.

Por outro lado, o ramo de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos registrou a maior alta entre 2013 e 2019. O setor teve acréscimo de 7,6 mil empresas, passando de 22,3 mil para 29,9 mil, conforme o IBGE.

O instituto informou ainda que, em 2019, as 306,3 mil empresas industriais geraram R$ 3,6 trilhões de receita líquida de vendas. As unidades pagaram o total de R$ 313,1 bilhões em salários e outras remunerações para os 7,6 milhões de ocupados.

A fabricação de produtos alimentícios se manteve como a principal atividade industrial. Em 2019, representou 20,5% da receita líquida de vendas da indústria. A fatia é 3,3 pontos percentuais maior do que a registrada pela atividade no começo da década, em 2010 (17,2%).

No sentido contrário, o IBGE destaca que a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias viu a participação encolher 3,1 pontos percentuais entre 2010 e 2019 (de 12,3% para 9,2%). Foi a maior variação negativa na participação.

FOLHAPRESS

Após ser acusada de ciberataques por Washington, China acusa EUA de ciberataque

Um dia após ser acusada pelos Estados Unidos e países aliados de estarem por trás de uma campanha global de ciberataques e espionagem digital, a China usou do mesmo recurso para atacar os rivais.

A versão chinesa do Global Times (ou Huanqiu, em mandarim), jornal ligado ao Diário do Povo, veículo oficial do Partido Comunista Chinês, publicou na terça (20) que os Estados Unidos estão por trás de ataques hacker contra fábricas, universidades e instituições chinesas.

Sem indicar a fonte da informação e com poucos detalhes dos casos, o veículo chinês listou três episódios em que criminosos americanos teriam tirado páginas do ar e usado técnicas para descobrir senhas, entre outros ataques.

Descoberto em agosto de 2020, o primeiro ataque teria mirado 119 alvos, principalmente em universidades das províncias de Cantão e Pequim, segundo o Global Times.

A maior invasão foi descoberta em outubro do mesmo ano, quando outro grupo teria atacado 2.426 servidores, mirando o Partido Comunista, instituições governamentais, uma metalúrgica, uma indústria automobilística e universidades, diz o jornal.

Já o terceiro grupo, identificado também em outubro do ano passado, segundo o veículo, atacou 993 servidores em universidades das províncias de Cantão, Shanxi e Ganxi.

As acusações chinesas aconteceram um dia após EUA, Austrália, Japão, Nova Zelândia, Canadá, União Europeia e Otan (aliança militar ocidental), em um raro movimento amplo e coordenado contra Pequim, acusarem o governo Xi Jinping de patrocinar espionagem digital.

Segundo esses países, a China está por trás de ataques contra a Microsoft, além de outros alvos na África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Indonésia e Malásia, entre outros, com o objetivo de roubar segredos industriais e informações confidenciais sobre aviação, defesa, educação, governo, biomedicina e produção naval.

A versão internacional do Global Times não republicou o texto que traz as três acusações de ataques hacker, mas o corpo diplomático chinês não poupou esforços para reverter a narrativa no Ocidente.

O porta-voz da missão chinesa na União Europeia, por exemplo, afirmou que a China é firme defensora da segurança digital e que reprime ataques que partem de seu território. “As alegações da União Europeia e da Otan não são baseadas em fatos e evidências, mas em especulações e acusações infundadas”, disse.

Classificando as acusações como “hipocrisia”, a missão chinesa disse que “há anos certo país do Ocidente abusa de suas vantagens técnicas para espionar, massiva e indiscriminadamente, mesmo países aliados, ao mesmo tempo, se coloca como guardião da segurança digital.”

O órgão afirmou que a China é “a maior vítima de ataques cibernéticos”, e que em 2020 mais de 5 milhões de servidores na China foram controlados foram vítimas de cerca de 52 mil ataques hackers, com três países da Otan na origem desses crimes, disse, sem citar quais são. “Isso afeta gravemente a segurança nacional, o desenvolvimento econômico e social e as vidas do povo chinês”, disse, afirmando que “politizar e estigmatizar não ajudam a resolver os problemas da segurança digital, só enfraquecem a cooperação e a confiança mútuas.”

Essa troca de acusações acontece em meio às revelações feitas por veículos de imprensa que governos de todo o mundo estariam usando um software de espionagem contra jornalistas, opositores e ativistas. A lista de possíveis alvos inclui ainda chefes de Estado, como os presidentes Emmanuel Macron (França) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), além do rei do Marrocos, Mohammed 6º, e o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

Os nomes apareceram em uma lista de mais de 50 mil números de telefones que teriam sido alvos do programa Pegasus, desenvolvido pela empresa NSO Group, com sede em Israel. O software permite a extração de dados de celulares, espionagem de conversas privadas e até ativação da câmera e do microfone do aparelho sem que o usuário se dê conta. A companhia é investigada pelo FBI, a polícia federal americana, pelo menos desde 2017, sob suspeita de roubo de dados.

FOLHAPRESS