sábado, 24 de julho de 2021

Bolsonaro revela estar em busca de partido para “chamar de meu”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta sexta-feira (23) que está a procura de um partido que possa controlar e afirmou que o PP é uma possibilidade de filiação.

A sigla é comandada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do centrão convidado para assumir a Casa Civil, principal ministério do Palácio do Planalto.

“Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente, se for disputar a Presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível”, afirmou Bolsonaro em uma entrevista à Rádio Grande FM, de Mato Grosso do Sul, transmitida também por uma das redes sociais do presidente.

“Então, o PP passa a ser uma possibilidade de filiação nossa.”

Bolsonaro se aproximou ainda mais do centrão em um momento de extrema fragilidade, quando se vê ameaçado por mais de cem pedidos de impeachment e pelo avanço da CPI da Covid sobre supostos casos de corrupção envolvendo o governo.

Além disso, o presidente e seu governo vêm assistindo a uma escalada de impopularidade.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje seu principal adversário, ampliou vantagem nas intenções de voto para 2022 e cravou 58% a 31% no 2º turno, segundo pesquisa mais recente do Datafolha.

Para levar Ciro Nogueira para o governo, Bolsonaro teve que deslocar o general Luiz Eduardo Ramos para a Secretaria-Geral e o atual titular da pasta, Onyx Lorenzoni, para o Ministério do Trabalho e da Previdência, que será recriado a partir de um esvaziamento do Ministério da Economia.

Hoje o governo Bolsonaro tem 22 ministérios, 7 a mais do que os 15 prometidos na campanha eleitoral –sob a gestão de Michel Temer (MDB), seu antecessor, eram 29 ministérios.

A administração atual chegou a ter 23 ministérios, mas o Banco Central perdeu este status com a aprovação de sua autonomia.

Um dos objetivos da troca é organizar a base do governo e dar mais visibilidade a ações de Bolsonaro que serão tomadas daqui em diante, como a reformulação do Bolsa Família, considerada peça-chave para a campanha à reeleição do mandatário em 2022.

Antes de ficar fragilizado e se ver obrigado a se unir ao grupo de partidos que têm como uma das principais características o fisiologismo, Bolsonaro e aliados recriminavam o centrão e o toma lá, dá cá.

“Qual é a nossa proposta? É indicar as pessoas certas para os ministérios certos. Por isso, nós não integramos o centrão, tão pouco estamos na esquerda de sempre”, disse o candidato Bolsonaro, em propaganda política antes de assumir a Presidência.

“Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”, cantou na campanha de 2018 o hoje ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno.

Para atender o centrão, o governo faz promessas de liberação de bilhões em emendas parlamentares e agora prepara até a recriação de ministérios, contrariando outro discurso da campanha, o do enxugamento da máquina pública.

Na entrevista desta sexta-feira, a sexta desta semana, numa nova estratégia de comunicação para tentar se recuperar nas pesquisas, Bolsonaro também defendeu o nome de seu advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Mendonça, o “terrivelmente evangélico de Bolsonaro, vem enfrentando resistência no Senado, Casa que precisa sabatiná-lo e aprovar sua indicação para que ele possa ingressar na corte.

“Da minha parte, sempre tem um critério técnico. O André Mendonça preenche em tudo no tocante ao conhecimento da questão jurídica no Brasil”, disse Bolsonaro.

“Agora, eu queria somar a isso a questão de ser evangélico. Falei, antes até da campanha, na pré-campanha, que eu indicaria um terrivelmente evangélico para o Supremo. Eu não estou misturando política, justiça e religião, mas acredito eu, como sou cristão, que o perfil adequado neste momento seria este, além de eu cumprir um compromisso de campanha”, afirmou o presidente.

Eduardo Paes diz que Rio terá Réveillon e Carnaval em 2022

 RIO – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD-RJ), afirmou nesta quinta-feira (22) que, embora hoje a pandemia de covid-19 ainda não esteja sob controle, “tranquilamente” a cidade terá Réveillon e Carnaval no ano que vem. “Eu não tenho mais a menor dúvida, e venho repetindo isso”, disse, em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio, da TV Globo.

© Wilton Junior/Estadão O Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes

Paes prevê que a vacinação contra a covid-19 vai terminar em outubro. “Se você termina ali para 15 de agosto a (aplicação da) primeira dose, (como) já está anunciado (pela prefeitura), você está terminando em outubro (a aplicação da segunda dose)”, calculou o prefeito. Ele estima que, com a população maior de 18 anos vacinada, os eventos mais importantes do calendário turístico da cidade poderão ser realizados.

Sobre o carnaval, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) anunciou nesta semana que iniciará em agosto a venda de ingressos para o desfile de 2022 – os camarotes serão os primeiros espaços a serem oferecidos, e ainda não há data prevista para a comercialização de ingressos para arquibancadas.

“Eu quero anunciar uma data para dizer ‘olha, vai acabar essa tragédia que é a pandemia, a gente vai voltar a viver com normalidade’”, disse o prefeito, que afirmou seguir as orientações do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. “Eu não entendo nada de vírus, quem me comanda é o Daniel Soranz e o time técnico da prefeitura”. Paes disse ainda que na próxima segunda-feira (26) pretende anunciar previsão relativa ao “horizonte” em que a pandemia estará controlada no município do Rio.

O prefeito repetiu que, por enquanto, segue necessário usar máscara, manter o distanciamento e tomar a vacina.

Atos contra Bolsonaro pretendem testar o “vigor das ruas”

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

JOELMIR TAVARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os protestos com alcance nacional e internacional contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) marcados para este sábado (24) serão uma espécie de teste para a disposição dos manifestantes, após uma sequência de três grandes atos nos últimos 56 dias -o mais recente no dia 3 deste mês.

Capitaneadas por movimentos sociais, partidos e centrais sindicais, as mobilizações avançaram para além da esquerda, sobretudo em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, e se viram diante de questões como a violência de militantes do PCO contra membros do PSDB na avenida Paulista no ato anterior.

O retorno às ruas, três semanas depois de uma data extra convocada para pegar carona na temperatura das primeiras denúncias de corrupção na compra de vacinas pelo governo federal, ocorre em um momento de ceticismo sobre o impeachment, representado nos atos pela bandeira “fora, Bolsonaro”.

Além das reiteradas declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) indicando resistência a dar andamento a um dos mais de cem pedidos de deposição já protocolados, a anunciada nomeação para a Casa Civil do senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do centrão, agrava o quadro.

Ao amarrar o apoio do bloco de partidos a seu governo, Bolsonaro age para sepultar também o risco de um eventual processo contra ele ter votos suficientes para passar no Congresso. A soma de fatores ampliou no meio político a descrença sobre a chance de o impeachment prosperar.

Líderes das marchas, contudo, minimizam o cenário desfavorável e dizem que um dos objetivos é expressar o descontentamento generalizado com o governo. Avaliam que é importante, por exemplo, demonstrar apoio à CPI da Covid no Senado, que apura falhas do presidente na pandemia.

O pedido de mais vacinas contra a Covid-19, outro eixo que unifica as organizações envolvidas na convocação, também pode acabar perdendo apelo com a evolução, ainda que lenta, da imunização no país –60,1% da população adulta já tomou ao menos uma dose.

Nesse caso, a resposta que os realizadores costumam repetir é a de que as passeatas cumprem o papel de relembrar o descaso do governo na obtenção das doses, evidenciado pelas revelações da CPI, e a necessidade de punição para eventuais responsáveis pelas quase 550 mil mortes.

Até esta sexta-feira (23), a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, fórum que responde pela organização, tinha a previsão da realização de 488 atos neste sábado, sendo 445 atos em 432 cidades no Brasil e 43 atos no exterior, em 39 cidades de 17 países.

Os números são superiores aos de 3 de julho, quando foram registrados, segundo a campanha, 387 atos no Brasil e em outros países. Na época, o alcance menor -ou estável, como alguns definiram- foi atribuído ao prazo curto para o chamamento, de apenas uma semana.

O intervalo de lá para cá foi marcado por atividades de mobilização, como panfletaços e mutirões em locais públicos. Com a preparação e a divulgação em redes sociais, a expectativa é a de pelo menos manter os níveis de participação. A oposição já foi às ruas em 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho.

Para Raimundo Bonfim, coordenador da CMP (Central de Movimentos Populares) e um dos líderes da organização, “há uma insatisfação muito grande com o governo” que impulsiona as manifestações, ao lado da escalada autoritária do presidente, com ameaças às eleições de 2022.

“O tema da defesa da democracia se torna cada dia mais urgente”, diz Bonfim, reafirmando seu empenho na saída de Bolsonaro.

“O ato é importante para pressionar todos os setores políticos e sociais.”

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), uma das centrais sindicais que apoiam a mobilização, afirma que “é uma corrente por um Brasil melhor, o que inclui o pedido de impeachment”.

Mas pontua: “Eu, como cidadão, não vejo como avançar com o Lira na presidência da Câmara”.

Presidente municipal do PSDB em São Paulo, Fernando Alfredo manteve a participação do diretório paulistano nas manifestações (que não é referendada pelas executivas estadual e nacional), sob a justificativa de que é preciso “unir forças contra o mal que assola o país”.

“Enquanto Bolsonaro estiver no Planalto, estaremos nas ruas de forma incansável, para que as mais de 500 mil famílias enlutadas se sintam consoladas; para que o povo não precise ir à porta de açougues pedir ossos para alimentar sua família; para que haja emprego e educação digna”, disse em nota nesta sexta.

Alfredo também buscou dissociar de questões eleitorais o envolvimento do diretório no ato. Em reunião dos organizadores com autoridades para discutir os detalhes da ação deste sábado na Paulista, o PSDB afirmou que estará na avenida por causa das bandeiras, não em busca de embates.

Segundo o relatório oficial do encontro, o representante do PCO, Rafael Dantas, disse que a sigla “se compromete a não dirigir nenhum tipo de ato violento ou de agressão contra o PSDB, mas não tem como assumir qualquer responsabilidade sobre atos cometidos por indivíduos nas manifestações”.

Pessoas de esquerda que tentaram conter as agressões no dia 3 também acabaram atingidas, conforme relatos. O núcleo central dos protestos só se pronunciou formalmente nove dias depois.

Em nota, disse que seus atos são pacíficos e repudiou “quaisquer provocações ou ações violentas”.

O PSDB estará no caminhão do chamado Bloco Democrático, ao lado de partidos como PDT, PSB, Cidadania, PV, Solidariedade e Rede, além de movimentos identificados com o centro, como o Acredito, o Agora! e o Livres. Grupos de esquerda também integram essa articulação.

Originalmente, as marchas foram puxadas por legendas como PT, PSOL, PC do B e UP, ao lado das frentes de movimentos sociais Povo sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos.

CUT (Central Única dos Trabalhadores) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) também participam.

A campanha Fora Bolsonaro diz concordar com a presença de setores ao centro e à direita refratários a Bolsonaro, com a ressalva de que outras pautas que apareçam em cartazes e falas, como a crítica à agenda de privatizações, não serão abandonadas, mesmo que evoquem divergências.

O principal foco de resistência está no PCO, que vê na participação de grupos de fora da esquerda um risco de apropriação e distorção da mobilização. Porta-vozes da legenda lembram que o PSDB não assinou pedidos de impeachment e tem sido ambíguo em relação a Bolsonaro.

Os episódios de vandalismo registrados nas edições mais recentes em São Paulo, e que alguns integrantes da cúpula atribuem à ação de infiltrados que teriam o objetivo de desqualificar o levante e municiar as reações bolsonaristas, também são combatidos.

Para tentar evitar novos casos de depredação, a caminhada neste sábado sairá mais cedo da avenida Paulista, de forma que a descida pela rua da Consolação ocorra durante o dia e a dispersão, na altura da praça Roosevelt, acabe mais cedo. Pelo cronograma, a passeata começará às 16h30.

O ato deste fim de semana é o primeiro desde que o MBL (Movimento Brasil Livre) e o VPR (Vem Pra Rua) anunciaram para 12 de setembro uma manifestação nacional contra Bolsonaro, apoiada por forças da direita não bolsonarista, sobretudo dos partidos Novo e PSL.

Sem disposição para aderir às marchas capitaneadas pela esquerda, os dois movimentos, que no passado promoveram passeatas pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e em apoio à Operação Lava Jato, divulgaram no dia 8 de julho que, com o avanço da vacinação, retornarão às ruas.

Militantes do MBL irão à manifestação deste sábado com faixas e panfletos chamando para o ato de setembro.

Um dos materiais mira eleitores arrependidos de Bolsonaro e lista o que o grupo considera traições, como a aliança com o centrão, os ataques à democracia e a inoperância na pandemia.

Quase todas as cidades da Paraíba estão em bandeira amarela no ‘Novo Normal’

 Apenas quatro cidades da Paraíba estão com bandeira laranja na avaliação do Plano Novo Normal do governo

Foto: Reprodução

Apenas quatro cidades da Paraíba estão com bandeira laranja na avaliação do Plano Novo Normal do Governo do Estado, divulgada neste sábado (24), com início da vigência na segunda-feira (26). Antes, eram cinco as cidades nessa classificação. As outras 219 cidades do estado estão com bandeira amarela.

Cacimba de Areia, Santa Inês, Santa Teresinha e São José dos Cordeiros continuam em bandeira laranja. São José do Bonfim evoluiu para a bandeira amarela.

A classificação leva em consideração a queda nas internações por Covid-19 na Paraíba e a redução no número de mortes diárias. A melhora no quadro ocorre devido às medidas contra o coronavírus adotadas em decretos e à vacinação. (Blog do Didi)

Paraibano estreia com vitória no vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio

O paraibano Álvaro Filho e o parceiro Alisson começaram com vitória o torneio de vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio (Japão). Eles derrotaram os argentinos Julián Azaad e Nicolas Capogrosso por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/17), na noite desta sexta-feira (23) no Parque Shiokaze.

A dupla verde e amarela volta a entrar em quadra na próxima terça-feira (27), a partir das 0h (horário de Brasília), contra os norte-americanos Nick Lucena e Phil Dalhausser.

A outra dupla masculina, Bruno Schmidt e Evandro, estreia no próximo sábado (24), a partir das 23h, contra os chilenos Marco Grimalt e Esteban Grimalt.

As 24 duplas participantes do torneio foram divididas em seis grupos, nos quais as duas equipes que terminarem melhores colocadas avançam para as oitavas de final. Os dois melhores terceiros também passam de fase. Ainda acontecerá uma repescagem com os quatro piores terceiros da fase de grupos que garantirá mais duas vagas à próxima fase. Os outros quatro terceiros colocados disputarão duas partidas, e os vencedores irão avançar à próxima fase. A partir daí, a competição segue em formato de mata-mata.

ClickPB

Grupo suspeito de envolvimento no assassinato de três mulheres é preso na Paraíba

Um grupo ligado ao tráfico de drogas e que teria envolvimento no assassinato de três mulheres ocorrido na última semana, em Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba foi preso na noite desta sexta-feira (23). Segundo a polícia, as sete pessoas foram detidas no bairro Jardim Veneza. Eles também têm ligação com o tráfico de drogas.

Duas das vítimas foram mortas na terça-feira (20) e o corpo da terceira, que estava desaparecida desde o dia 19, foi encontrado na tarde desta quinta (22).

No local onde os homens foram encontrados também haviam cinco armas de fogo, tabletes de substância semelhante à maconha, 170 pinos com cocaína, cerca de 250 munições, dinheiro, e outros objetos usados em crimes, como facas e roupas camufladas. O material foi apreendido e apresentado juntamente com o grupo na Central de Flagrantes.

Antes da apreensão, a polícia havia encontrado uma casa abandonada que servia como esconderijo para o grupo, em Pitimbu, no Litoral Norte da Paraíba, onde pelo menos três assassinatos que ocorreram esta semana teriam envolvimento dos presos.

Entre os crimes ocorridos está a morte de uma jovem de 19 anos, cujo corpo foi encontrado pelo próprio pai, com marcas de corte. A motivação do crime segue em investigação.

Pelo menos dois integrantes do grupo têm mandados de prisão em aberto. Ao todo, nove armas de fogo foram retiradas de circulação.

Clickpb

Efraim Filho participa da visita de João Azevêdo ao Cariri e revela confiança na disputa pelo Senado Federal: “Nós temos apoios consolidados nos quatro cantos da Paraíba”

O deputado federal Efraim Filho, acompanhou o governador João Azevêdo em visita pelo Cariri da Paraíba. Em conversa com o Cariri Em Ação o deputado fez um balanço das ações do seu mandato pela região.

“Nosso mandato tem serviços prestados por toda região do Cariri, a exemplo do município de Ouro Velho ao qual já destinamos mais de 07 milhões de reais em emendas para o município,” disse.

Efraim demonstrou confiança na disputa pelo Senado Federal nas eleições de 2022: “Nós temos apoios consolidados nos quatro cantos da Paraíba, e não tenho dúvidas que nossa pré-candidatura é pra valer,” afirmou o parlamentar.

(Redação do Cariri Em Ação)

Lei de cotas para pessoas com deficiência completa 30 anos

A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência completa hoje (24) três décadas. Criada para assegurar a inclusão no mercado de trabalho, a lei garante hoje o emprego de 500 mil pessoas com deficiência em todo o país. 

O direito está previsto no artigo 93 da Lei 8.213/91, que definiu os benefícios da Previdência Social. O dispositivo determinou que empresas com mais de 100 empregados devem destinar vagas para beneficiários reabilitados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pessoas com deficiência.

A reserva legal para firmas com até 200 empregados é de 2%; de 201 a 500 (3%); 501 a 1.000 (4%); mais de 1.001 (5%). A multa para o descumprimento pode chegar a mais de R$ 200 mil.

Marco importante           
Para o representante do Instituto Jô Clemente – organização da sociedade civil que apoia a inclusão social de pessoas com deficiência intelectual – Flávio Gonzalez, a lei é um marco e deve ter sua continuidade garantida. Segundo ele, é “vergonhoso”  que hoje, 30 anos depois, algumas empresas ainda descumpram a legislação.

“O primeiro desafio é sustentarmos essa lei, carregarmos ela para o futuro. Os ataques à lei de cotas são inúmeros. A partir do momento que se iniciou o processo de fiscalização, vários atores do Poder Público tentaram fazer mudanças, flexibilizações, porque é uma lei que incomoda setores, grupos que não querem, por uma questão de discriminação”, afirmou durante seminário realizado pela Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência, com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Também presente ao evento, o representante do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região Carlos Aparício Clemente destacou a importância da fiscalização e o papel das entidades no cumprimento da lei. Clemente citou que atualmente 85% das vagas previstas para pessoas com deficiência no setor estão preenchidas, mas o índice já chegou a 100%.

“A gerência do trabalho não tem fiscais para fiscalizar a Lei de Cotas desde 2015. Quem contrata, contrata por responsabilidade social. Quem não contrata, não é fiscalizado”, comentou.

A advogada Caroline Melloni, representante do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), destacou que a inclusão de pessoas com deficiência na indústria da construção já foi um problema. Segundo Caroline, devido ao grau elevado de risco, as empresas afirmavam que não era possível inserir pessoas com deficiência nos canteiros de obras.

“No início, quando as empresas procuraram o Sinicesp por conta da questão da inclusão e da Lei de Cotas, elas vinham falando que não era possível colocar pessoas com deficiência em um canteiro de obras, que era totalmente inviável. Hoje, depois de muito tempo e muitos estudos, verificamos que é totalmente possível a inclusão”, disse.

O auditor-fiscal do Trabalho Rafael Faria Giguer contou que já foi barrado em entrevistas de emprego por ser deficiente visual e destacou que, sem a lei, não há trabalho para deficientes no Brasil.

“Elas [empresas] chegam com a desculpa debaixo do braço de que não há pessoas, com a desculpa de que não querem trabalhar e com a desculpa de que não conseguem trabalhar. De repente, chegam na minha sala e quem está auditando é uma pessoa com deficiência visual, usando um computador. Metade daqueles argumentos que eles vêm trazer para a fiscalização caem por água abaixo”, relatou.

Já a diretora da Santa Causa Boas Ideias e Projetos (entidade que auxilia na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho), Aline Morais, disse que o desafio é esclarecer que a inclusão é um tema de toda a sociedade e as cotas são necessárias para que as pessoas tenham trabalho.

“As pessoas não gostam de ouvir falar de cotas, porque parece que você está beneficiando um grupo em detrimento de outro. A gente tem que olhar para a cota como uma política de ação afirmativa, que ela vem para trazer uma equiparação social. A gente trabalha a política de cota com o intuito de que no futuro a gente não precise mais dela. A ideia da cota é que ela deixe de existir, mas, hoje, ela é necessária.”, argumentou.

Investimentos
De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), no primeiro semestre deste ano, foram investidos R$ 6,5 milhões para promover o direito das pessoas com deficiência. Os recursos financiaram principalmente cursos on-line Língua Brasileira de Sinais (Libras) e sobre acessibilidade em espaços públicos.

Os cursos são realizados em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e estão com as inscrições abertas. 

Agência Brasil

Enem 2021 tem 3,1 milhões de inscritos confirmados, menor número desde 2005

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou, na noite de sexta-feira (23), que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 teve 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada, menor número desde 2005.

Mesmo antes da confirmação das inscrições, o exame deste ano já tinha a menor quantidade de inscritos desde 2007.

O total de inscrições confirmadas equivale a 77,5% dos 4 milhões de alunos que haviam se inscrito no exame. Para confirmar a inscrição, era necessário pagar a taxa, de R$ 85, até segunda-feira (19). Sem essa validação, a inscrição não era concluída.

Enem digital                 

Neste ano, 101.100 vagas foram ofertadas para o Enem digital. Apenas 68.891 candidatos, entretanto, pagaram a taxa de inscrição e confirmaram a inscrição – o equivalente a 68% dos inscritos inicialmente.

Neste ano, diferentemente de 2020, as versões impressa e digital serão aplicadas nas mesmas datas (21 e 28 de novembro) e terão perguntas iguais. O Enem digital será exclusivo para quem já concluiu o ensino médio ou está concluindo essa etapa em 2021.

ClickPB

Opera Paraíba retoma cirurgias eletivas e prevê 1.000 intervenções de agosto a outubro

A Secretaria de Estado da Saúde irá realizar mil cirurgias eletivas em toda Paraíba nos próximos três meses. A programação terá início já na primeira semana de agosto para realização dos procedimentos em 12 hospitais de todas as regiões do estado. A ação faz parte do programa Opera Paraíba, que tem a meta de zerar a fila de cirurgias eletivas na Paraíba. 

Atualmente, a Paraíba tem 20 mil pessoas aguardando por uma cirurgia eletiva, inclusive procedimentos oftalmológicos. Entre os meses de agosto e outubro, serão realizadas mil cirurgias dentro do programa entre procedimentos que contemplam as especialidades de otorrinolaringologia, ginecologia, proctologia e cirurgia geral. 

A programação itinerante inicia no mês de agosto contemplando a população dos municípios localizados nas 3ª, 4ª, 5ª, 12ª, 14ª, 15ª regiões de saúde, ou seja, “serão realizados procedimentos nos hospitais regionais de Queimadas, Picuí, Monteiro e Mamanguape”, explica Geraldo Medeiros, secretário de Saúde. Já no mês de setembro, serão os municípios das 1ª, 2ª, 6ª, 8ª, 10ª, 13ª e 16ª regiões, com procedimentos nos hospitais de Mamanguape, Pombal, Taperoá, Sousa e Taperoá. Já no mês de outubro, fechando o ciclo, os residentes nos municípios que compõem as 7ª, 9ª, 11ª regiões, com procedimentos realizados nos hospitais de Piancó, Cajazeiras e Taperoá.

Para que seja possível andar com a fila de operações, 12 hospitais da Rede Estadual integram a força-tarefa. Já a contrapartida dos municípios consiste na realização dos exames pré-operatórios e no transporte até a unidade hospitalar onde será realizado o procedimento cirúrgico. Para garantir a segurança dos profissionais envolvidos, bem como dos pacientes que serão beneficiados com o programa, a SES adota protocolos sanitários vigentes dentro do Plano Novo Normal Paraíba.

Mais de 6 mil paraibanos saíram da fila de espera por cirurgias no estado desde o lançamento do programa Opera Paraíba, em 2019. O programa havia sido suspenso em fevereiro, devido à grade demanda de internação dos pacientes com Covid-19. “Com a situação mais controlada e a queda no número de internações, conseguimos retomar o programa já para a primeira semana de agosto”, explica o secretário de saúde, Geraldo Medeiros. 

ClickPB

Ministério alerta para site falso que coleta informações de servidores

O Ministério da Economia pediu a suspensão de um site falso registrado no exterior que coleta informações de usuários e senhas do Sistema de Gestão de Acesso do Governo Federal (Sigac). O sistema permite que gestores alterem dados do funcionalismo federal.

O login único do Sigac também permite o acesso ao Sigepe. Nesse sistema, os servidores federais do Poder Executivo (ativos e inativos), funcionários de estatais e pensionistas obtêm informações sobre contracheques e férias, baixam comprovantes do Imposto de Renda e atualizam ou alteram dados cadastrais.

O alerta foi publicado pela Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia. O endereço falso é o “sigacgestor.com”. O site verdadeiro do Sigac (https://sso.gestaodeacesso.planejamento.gov.br/) está em fase de transição para o novo sistema SouGov.br.

A secretaria do Ministério da Economia orienta os servidores federais a digitar o CPF e a senha do Sigac somente em páginas que tenham o domínio gov.br ou em aplicativos baixados da loja virtual oficial do governo. Caso alguém tenha inserido os dados no site falso, o órgão pede a troca imediata da senha do Portal Gov.br e dos sistemas Sigac/Sigepe.

Em caso de dúvidas, os servidores públicos devem entrar em contato com a Unidade de Gestão de Pessoas do seu órgão ou com a Central de Atendimento Sipec, no telefone 0800-978-9009. A central também pode ser acessada pela internet.

Agência Brasil

ONS prevê cenário energético “sensível” até novembro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou as previsões para o atendimento de energia ao Brasil até novembro e verificou que o cenário energético do país permanecerá “sensível”, com acionamento de usinas termelétricas, que encarecem a conta de luz.

A ONS também prevê a possibilidade de importação de energia, em um cenário de “esgotamento de praticamente todos os recursos” quando o assunto é requisitos de potência, como nível de reservatórios e vazão. Contudo, mesmo no cenário mais desfavorável, a ONS garante o abastecimento de energia.

Foram traçados dois cenários. No primeiro deles, há acionamento do parque termelétrico, mas de forma conservadora. Já no segundo cenário, mais crítico do ponto de vista energético, as térmicas seriam mais acionadas e seria considerada a importação de energia de países vizinhos para preservação da potência.

O estudo considerou um aumento crescente das atividades de comércio e serviços daqui para frente, o que traz consigo uma maior demanda de energia. Nesse contexto, a tendência é haver uma redução nos níveis de armazenamento no final do período de seca. Mesmo assim, a ONS entende não haver risco de desabastecimento no Brasil

“Embora o estudo indique que até o fim de 2021 a situação permanecerá sensível, o Operador está acompanhando os desdobramentos das ações já em curso e atuando dentro de suas atribuições para aumentar a oferta das fontes de energia e garantir que não haja a suspensão do suprimento elétrico”, afirmou, em nota.

“Vale ainda destacar que o setor elétrico brasileiro é robusto e seguro, mas que diante da pior escassez hídrica enfrentada atualmente, foi necessário adotar medidas excepcionais para economizar água em todos os reservatórios, e com isso gerenciar de forma estratégica esse recurso”, completou.

Agência Brasil

Jeová Campos se licencia e abre vaga para Trocolli Júnior

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) vai precisar tirar uma licença médica da Assembleia Legislativa da Paraíba, inicialmente de 30 dias, para fazer uma reavaliação da ‘enteroplastia proporcional e valvulada’, cirurgia feita em Recife (PE) há seis anos. Quem assume é o suplente Trocolli Júnior (Podemos). Segundo apuração do blog da jornalista Sony Lacerda, ele repetiu que, em 2022, não disputará cargo eletivo.

De acordo com a assessoria do parlamentar, nos últimos meses ele vem sentido um desconforto abdominal, que precisa ser investigado. Para tanto, o parlamentar protocolou, nesta sexta-feira (23), o pedido de licença médica na ALPB.

“Em entendimento com meu médico, o Dr. Luiz Gonzaga, ele me orientou a tirar a licença para fazer a reavaliação e os exames de forma contínua, sem prejuízo de tempo, o que eu não conseguiria se continuasse exercendo as minhas atividades legislativas, que embora remotas precisam de continuidade, regularidade  e frequência”, justificou o parlamentar.

Jeová informou que, inicialmente, a licença será de 30 dias. “Embora meu médico tenha me tranquilizado que não deva ser nada grave, eu preciso ter um olhar voltado para minha saúde, até porque no próximo ano, que é um ano eleitoral, mesmo não disputando mais um mandato, quero estar presente na luta democrática, principalmente nos palanques”, finalizou Jeová. (Cariri Ligado)