sexta-feira, 30 de julho de 2021

Após 3 anos falando em fraude eleitoral, Bolsonaro assume não ter prova e divulga relatos já desmentidos

Após três anos denunciando supostas fraudes nas eleições brasileiras, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou uma live nas redes sociais nesta quinta-feira (29) para apresentar o que ele chama de provas das suas alegações, mas trouxe até as 20h apenas teorias que circulam há anos na internet e que já foram desmentidas anteriormente.

Ao longo de sua fala, Bolsonaro mudou o discurso e admitiu que não pode comprovar se as eleições foram ou não fraudadas.

“Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas. São indícios. Crime se desvenda como vários indícios”, declarou.

Durante a apresentação, que começou às 19h e continuava por volta das 20h, foram veiculados vídeos divulgados na internet que buscam transmitir a mensagem de que é possível fraudar o código fonte para computar o voto de um candidato para o outro.

Os vídeos utilizam uma linguagem bem didática, com desenhos animados, para deixar a mensagem facilmente assimilável.

O TSE, reportagens jornalísticas e checadores já mostraram, diversas vezes, que esses esse tipo de fraude não é possível e que os vídeos que circulam na internet não indicam qualquer tipo de irregularidade ou que alguma urna tenha sido corrompida.
A apresentação ocorreu em transmissão no Palácio da Alvorada na noite desta quinta-feira (29).

Estavam presentes na residência oficial da Presidência os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

O responsável pela exibição dos indícios foi um homem identificado apenas como Eduardo, que, segundo Bolsonaro, é analista de inteligência.

O presidente abriu o evento com um discurso de cerca de 40 minutos, sem abordar especificamente as provas que havia prometido. Tratou de remédios sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19, novamente criticou governadores e prefeitos que promoveram isolamento social e mencionou políticas de seu governo
Bolsonaro também criticou, por diversas vezes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu provável adversário no pleito de 2022. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, o petista venceria Bolsonaro no segundo turno por 58% a 31% das intenções de voto.

O presidente também atacou o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, e defendendo a sua tese do voto impresso –chamado por Bolsonaro de “auditável” e democrático.

“Por que o presidente do TSE quer manter suspeição das eleições? Quem ele é? Por que ele fica interferindo por aí, com que poder? Não quero acusá-lo de nada, mas algo muito esquisito acontece”, disse Bolsonaro.

“Onde quer chegar esse homem que atualmente preside o TSE? Quer a inquietação do povo? Quer que movimentos surjam no futuro que não condizem com a democracia?”
Bolsonaro afirmou ainda, erroneamente, que a contagem dos votos seria feita em uma sala escura no TSE pelo mesmo homem que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente então repetiu a mentira de que a contagem das eleições hoje seria secreta e de que quer uma apuração pública, algo que não faz sentido, pois atualmente o processo de totalização dos votos já pode ser auditado, inclusive com um registro impresso, que é o boletim da urna.

Os boletins de urna são distribuídos aos partidos políticos e afixados nos locais de votação em cada seção eleitoral. A impressão e publicidade dada aos boletins de urna impressos às 17h em cada seção eleitoral garantem a auditoria e impedem fraudes na totalização, pois uma diferença entre os números impressos e os totais podem ser identificados.

A proposta do voto impresso em debate no Congresso e defendida por Bolsonaro não provocaria alterações na contagem dos votos.

Embora tenha prometido provas, em determinado momento da transmissão, o presidente transferiu para a responsabilidade de mostrar fatos concretos a quem defende o sistema.

“Será que esse modo de se fazer eleições é seguro, é blindado? Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo a acusação. Me apresente provas [de que] não é fraudável”, desafiou.

FolhaPress

‘Se eu perder houve fraude’ é discurso de quem não aceita a democracia, diz Barroso

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, voltou a fazer críticas ao voto impresso nesta quinta-feira (29) e disse que o discurso de que “se eu perder, houve fraude, é um discurso de quem não aceita a democracia”.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem feito ameaças contra o processo democrático brasileiro e, sem apresentar nenhuma prova, afirmou que há fraude eleitoral no TSE.

Nesta noite, Bolsonaro promete fazer uma exposição para apresentar provas de que há “várias inconsistências” nas eleições e nas urnas eletrônicas.

Sem citar o presidente, Barroso afirmou que não há fraudes no processo eleitoral brasileiro desde 1996, quando as urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas.

“Em 2014, o candidato derrotado pediu a auditoria do sistema, foi feita a auditoria e o próprio partido do candidato foi convencido que não houve fraude”, lembrou, se referindo a Aécio Neves (PSDB), que perdeu as eleições daquele ano por uma diferença de cerca de 3,5 milhões de votos para Dilma Rousseff (PT).

Durante inauguração do TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre), Barroso também criticou a PEC (proposta de emenda à Constituição) do voto impresso, que tramita na Câmara dos Deputados. Para o presidente do TSE, a mudança, caso ocorra, “será para pior”.

Segundo ele, a impressão do voto resultará em fraudes, problemas na recontagem e colocará em risco a segurança do sistema e o sigilo do voto.

“O voto impresso não é mecanismo de auditoria do voto eletrônico pela singela razão de que o voto impresso é menos seguro do que o voto eletrônico. Você não cria um objeto de auditoria menos seguro do que o objeto que está sendo auditado”, disse.

O presidente do TSE tem sido alvo de ataques por se posicionar contra a proposta. Durante conversa com apoiadores no início deste mês, Bolsonaro chegou a chamá-lo de “idiota” e “imbecil”.

No discurso desta quinta, Barroso argumentou que “uma causa que precise de ódio, de mentira, de desinformação, de agressividade, de grosseria, não pode ser uma causa boa”.

Em outro momento, ele defendeu a democracia e disse não ser dono da verdade, mas ressaltou que “a mentira deliberada tem dono e essa precisa ser adequadamente denunciada”.

FolhaPress

Polícia procura último foragido suspeito de participar da morte de cabo da PM no Sertão da Paraíba

O último suspeito de participação na morte do cabo da Polícia Militar continua foragido. De acordo com o coronel Campos, que coordenou a operação, as diligências continuam para localizar o homem e ajudar nas investigações para elucidar a motivação do crime que tirou a vida do cabo Manoel Messias Paulino, de 44 anos, morto quando estava em um bar bebendo com amigos, na cidade de Malta, no Sertão da Paraíba.

Os presos, duas mulheres e outros dois homens, foram apresentados na Delegacia de Polícia, em Patos, nesta quinta-feira (29). Na operação para prender os acusados, o autor dos disparos que mataram a vítima chegou a atirar contra as equipes da PM e acabou morrendo no confronto. Duas armas foram apreendidas.

O suspeito que morreu tem 28 anos e respondia a três processos criminais. Além dele, foram localizadas duas mulheres e outros dois homens, que tiveram participação direta no crime, cujo motivo ainda será investigado. 

A operação que deu resposta ao crime foi realizada na própria cidade de Malta e contou com o empenho de equipes de várias unidades operacionais do Sertão da Paraíba, que receberam informações e imagens que auxiliaram na identificação e localização de todos os envolvidos.

ClickPB

Cássio Cunha Lima: “A única coisa que não sairei nessas eleições é candidato a governador”

O ex-senador Cássio Cunha Lima foi bastante instigado pela imprensa durante a coletiva do PSDB realizada nesta quinta-feira (29), se ele iria disputar, mais uma vez, o Senado da República nas eleições de 2022.

Ele respondeu que a única certeza que tinha é que não sairia candidato a governador porque o seu candidato é Romero Rodrigues (PSD).

“Romero vai trazer a Paraíba para o século vinte um. A Paraíba tem hoje desafios enormes no emprego, segurança pública e de desigualdade que está sendo gerada na educação pública, que vai ficar mais desigual com o reflexo nos próximos rumos. O que será feito pós pandemia e os governantes não têm respostas. Romero vem para trazer essas respostas”, disse.

Contudo, Cássio disse que fica muito lisonjeado com a lembrança do seu nome para o Senado com as enquetes e pesquisas realizadas e que está pronto para colaborar da forma que for preciso dentro desse novo instante da sua vida e dos compromissos de trabalho que fixou e que devem ser pesados e ponderados. 

“A partir do momento em que nós estamos proclamando o nosso apoio incondicional a pré-candidatura de Romero Rodrigues para o governo do Estado, eu devo dizer que ele coordenará esse assunto, as gestões políticas, as articulações com as outras forças partidárias, com o povo paraibano para que ele possa fazer essa construção. Estamos dando um passo para que as oposições da Paraíba possam se unificar cada vez mais e trazer propostas e ideais. Não se trata de uma disputa de personalidades, mas para tratar de um futuro melhor para a Paraíba”, completou.

CARIRI EM AÇÃO

Com Paraíba Online

MPE ultima parecer da ação que pede cassação de três deputados na Paraíba

Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral que apura a suspeita de fraude à cota de gênero na eleição de 2018 avança na tramitação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. O procurador Regional Eleitoral, Rodolfo Alves, está na fase final do parecer e deve fechá-lo nos próximos dez dias.

A demora nas alegações finais do MPF, cujo prazo expirou em 27 de abril deste ano, deve-se ao grande número de depoimentos de testemunhas em apreciação todos gravados pelo sistema remoto, com o advento da pandemia. Rodolfo Alves analisou um a um.

Uma falha técnica na gravação dos depoimentos dificultou e atrasou o trabalho. Alves, porém, trabalha para a conclusão do parecer a ser remetido à relatoria do processo no TRE. Em seguida, os autos ficam conclusos para julgamento na corte eleitoral paraibana.

Conduzido inicialmente pela juíza Michelline Jatobá, o processo movido em oito de janeiro de 2019 pela “Coligação Força da Esperança” pede a impugnação de 68 candidatos, entre eles três eleitos (Doutor Érico, João Bosco Carneiro Júnior e Chió).

Em síntese, a Coligação levanta suspeitas de falsidade em candidaturas femininas apenas para completar a cota mínima de 30% de gênero na eleição. No ano de 2020, marcado pela pandemia,  a Justiça Eleitoral dedicou para a audiência com testemunhas. Após diversas audiências, as partes apresentaram as manifestações finais no processo.

Desde o dia oito de abril de 2021, o processo está no Ministério Público Eleitoral aguardando parecer. Teoricamente, o MPE tinha prazo de cinco dias para se expressar nos autos. O que ainda não aconteceu três meses depois.

Com MaisPB

Empresário monteirense que passou 202 dias internado com covid-19 se recupera bem em tratamento domiciliar

O empresário monteirense, Edson Queiroz é casado, pai de três filhos e avô. Um homem de 60 anos ativo e de bem com a vida, orgulhoso da filha, que acabava de se formar em Medicina e começava a atuar em hospitais para tratar pacientes infectados com o coronavírus. Era nesse momento especial da vida que se encontrava José Edson Nunes Queiroz antes de contrair a covid-19. O clima de tranquilidade na família teve uma pausa, mas, depois de 202 dias internado no Hospital Alberto Urquiza Wanderley (UNIMED), em João Pessoa, ele conseguiu finalmente voltar para casa.

José Edson deu entrada no Hospital da UNIMED em João Pessoa no dia 22 de dezembro de 2020. A alta só ocorreu no último dia 11 de julho. A maior parte deste tempo, ele ficou em uma UTI, sedado e desafiando o conhecimento dos médicos. Enquanto lutava pela vida, os familiares e amigos acompanhavam diariamente as notícias. Foram dias de angústia, expectativa, mas de muita fé e esperança.

A médica Lara Queiroz, uma das filhas que trabalha no atendimento a pacientes com covid em mais de um hospital, disse que, em relação ao pai, sentia-se de mãos atadas. “O mais difícil de ser profissional de saúde é a sensação de não poder fazer nada a mais, você olhar para seu pai em um tubo e não ter nada para fazer… a não ser orar”, disse.

Sem comunicação – A permanência na UTI foi longa. Dos 202 dias de internação, mais de 120 foram sem comunicação alguma com a família, pois ele estava sedado. “Foi quando perdi a esperança dele sair com vida”, revelou Lara. De acordo com ela, estatisticamente, a cada 25 paciente em diálise e uso de ventilação mecânica, apenas um sai. A médica disse que um conforto era saber que o pai estava bem cuidado. “Sempre foi acompanhado por equipe competente, conseguia discutir o caso com os médicos. Eles me explicavam tudo que iriam fazer”, contou.

A esperança da alta veio após o primeiro ciclo de hemodiálise. Como o corpo dele não conseguia ficar sem a medicação, retornou para a diálise depois de um novo esquema de antibióticos. “Até então, ele estava sem nenhuma comunicação, apenas abria os olhos, sem demonstrar nenhum nível de consciência. O quadro piorou muito e eu e minha madrasta cogitamos os cuidados paliativos. Depois de mais de quatro meses de internação, ele foi para o apartamento, para a família se despedir”, lembrou.

Recuperação – Foi então que as coisas começaram a mudar. No dia 11 de maio, José Edson retornou o nível de consciência e foi melhorando de forma expressiva. Prestes a ter alta, precisou voltar à UTI. Um mês depois, em 11 de julho, para alegria de todos, teve alta e retornou para casa.

No momento, está sem uso de oxigenoterapia, saturando 98% em ar ambiente (parâmetro considerado muito bom), mas ainda busca a recuperação completa. Para isso, faz fisioterapia e fonoaudiologia e conta com uma enfermeira e visita de médicos.

Os familiares destacam a importância do tratamento e dos profissionais que cuidaram de José Edson. “Nós só temos a agradecer à Unimed João Pessoa. Todos os profissionais deram o maior suporte. Pessoas que nem eram do setor iam lá ao apartamento só para ver como meu pai se encontrava. Isso não tem preço”, disse Lara. Ela também agradece a Deus por essa história ter tido um final feliz. “Nosso ‘milagre’ se encontra evoluindo bem. Ele tem noção do tempo e muita força de vontade de voltar a viver”, disse Lara. (Cariri Ligado)

Michel Henrique poderá disputar mandato de deputado estadual pelo PSDB em 2022

O advogado Michel Henrique, filho da deputada federal Edna Henrique (PSDB), que a pouco tempo era presidente do PROS na Paraíba, deverá disputar uma das vagas da Assembleia Legislativa nas eleições de 2022 pelo PSDB.

As especulações surgiram após Michel Henrique participar da entrevista coletiva concedida pelo presidente estadual do PSDB, deputado federal Pedro Cunha Lima no início da tarde desta quinta-feira, 29, em João Pessoa. Michel Henrique representou sua mãe, a deputada federal Edna Henrique que não disputará a reeleição no próximo ano, conforme já revelou para pessoas próximas.

Durante a entrevista, o deputado federal Pedro Cunha Lima, presidente do partido na Paraíba, confirmou o apoio dos tucanos ao nome de Romero Rodrigues (PSD) ao cargo de governador nas eleições do próximo ano.

Michel Henrique é filho do ex-deputado João Henrique (in-memorian) e já confirmou que disputará o cargo de deputado estadual nas próximas eleições.

VITRINE DO CARIRI

RÁDIO BOTECO (RECIFE/PE) DIVULGA POETA JOSESSANDRO ANDRADE

Dentro das Celebrações dos 50 anos ( a Ser completados em 22 de outubro de 2021) ,A Rádio Boteco ( Webradio digital do Recife PE) divulga a Poesia de Josessandro Andrade e a musicalidade do artista Don Santana, no Quadro Aperitivo Poético.

Acesse O Link e ouça. Vale a pena conferir Arte de qualidade. Vamos Curtir. A Rádio Boteco é um Projeto do Produtor cultural Cajá Freire e dos Jornalistas Firmo Neto e Fabiana Lima.

https://www.instagram.com/p/CR6w2pwLJ2P/?utm_medium=copy_link

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Zabelê: Vereadores e lideranças de oposição participam de debate amanhã (30/07), as 11:00 hs, no programa ponto de debate com Edvaldo Reis, pela 93.9 FM e com transmissão ao vivo pelas redes sociais.


UNICIR adere ao programa que concede bolsas de estudo para alunos que concluíram o Ensino Médio em Sumé

A UNICIR (FACULDADE DO CARIRI PARAIBANO) como contrapartida ao Projeto de Lei Nº 627, de 18 de janeiro 2021, aprovada pela Câmara de Municipal de Sumé-PB e sancionada pela Prefeitura Municipal de Sumé-PB, adere ao programa, o Programa Educação Superior para Todos — PRESDU.

Trata-se de um programa que concede bolsas de estudo para alunos que concluíram o Ensino Médio em Sumé, em escola pública ou particular com bolsa integral, e que residam no município há pelo menos um ano.

As bolsas representam uma das contrapartidas oferecidas pela Faculdade em função da isenção fiscal garantida pelo município.

Vale ressaltar que o PRESDU não é financiamento, ou seja, os contemplados não precisarão pagar ao Governo Municipal ao final do curso.

Exclusivamente esse ano, entre os pré-requisitos, o candidato à bolsa tem que ter tido nota mínima de 450 pontos no ENEM 2020 (conforme edital publicado a cada semestre), com nota de redação acima de zero.

Essa parceria pioneira entre a Prefeitura, Câmara de Vereadores e a Unicir tem como foco oferecer aos estudantes sumeenses a oportunidade de continuar estudando, viabilizando a ascensão ao ensino superior de qualidade.

Leia o regulamento e edital em:

https://unicir.edu.br/presdu <<<

UNICIR – Faculdade do Cariri Paraibano. (Cariri em Ação)

Covaxin: Pazuello depõe à Polícia Federal em inquérito que apura se Bolsonaro cometeu prevaricação

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello chegou à Polícia Federal em Brasília por volta das 9h45 desta quinta-feira (29) para prestar depoimento no inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de prevaricação no caso Covaxin.

O crime de prevaricação consiste em um agente público atrasar ou deixar de agir de acordo com as obrigações do cargo para “satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

Em depoimento à CPI da Covid, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, disseram ter informado a Bolsonaro as suspeitas de irregularidades envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin.

Primeiro, Bolsonaro confirmou o encontro, mas disse não ter sido informado sobre as suspeitas. Depois, passou a dizer que acionou Pazuello quando ouviu o relato dos irmãos Miranda.

O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O caso é conduzido pelo Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq) da PF porque Bolsonaro tem foro privilegiado. O prazo inicial para conclusão das investigações é de 90 dias, mas pode ser prorrogado.

As negociações envolvendo a Covaxin são investigadas pela CPI da Covid, pela PF, pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O imunizante foi o mais caro negociado pelo governo. O contrato, em meio à polêmica das negociações, foi suspenso.

Outros depoimentos

Além de Pazuello, os irmãos Miranda também foram ouvidos pela PF no inquérito da prevaricação. Na última terça (27), o deputado prestou depoimento por quatro horas.

Ao deixar a sede da PF em Brasília, Luis Miranda disse que falou aos policiais federais na condição de testemunha. E que entregou o próprio celular e outros equipamentos eletrônicos às autoridades, para auxiliar nas investigações.

Miranda disse ter relatado aos policiais que o irmão – o servidor Luis Ricardo Miranda, que relatou “pressões atípicas” na compra da Covaxin – pediu ajuda de um delegado da superintendência da PF em Brasília para saber como agir após ser pressionado por superiores.

Em depoimentos à CPI e ao Ministério Público, Luis Ricardo Miranda já havia relatado a existência dessas pressões dentro do Ministério da Saúde para agilizar a aprovação da vacina do laboratório indiano Bharat Biotech. Foram essas as denúncias que, de acordo com os irmãos Miranda, Bolsonaro ouviu da dupla em março.

O nome do delegado que teria sido consultado por Luis Ricardo não foi divulgado.

Também em depoimento à PF, na última semana, o servidor do Ministério da Saúde afirmou que trocou de celular e, por isso, não poderia entregar às autoridades o aparelho com os registros da suposta pressão.

ClickPB

Poupança: acordo coletivo na Paraíba com prejudicados nos planos Collor, Bresser e Verão resulta em R$ 4 milhões em pagamentos

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) realizou, nesta quarta-feira (28), uma audiência de conciliação envolvendo 1.535 usuários de contas de Poupança, prejudicados com os reajustes indevidos em planos econômicos de governos anteriores (Bresser, Collor I, Collor II e Verão), e a Caixa Econômica Federal, considerada a parte ré no processo. As partes aceitaram proposta de acordo realizada no âmbito do Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e o pagamento resultará na injeção de R$ 4.769.342,27 na economia. 

A coordenadora do Cejusc, juíza federal Adriana Carneiro da Cunha, destacou que “a iniciativa foi fruto de diálogo interinstitucional e representa um importante avanço no fortalecimento do papel do Cejusc como facilitador no tratamento adequado da litigância de massa pela via da resolução consensual”. 

A maior parte das 1.535 pessoas envolvidas nessa ação de cidadania são idosas, que agora poderão receber os recursos represados por décadas. O acordo foi promovido pelas conciliadoras Priscila Vidal Costa de Freitas, Elizabeth Gomes da Silva e Wanessa Kelly de Albuquerque Vanderlei, todas do Cejusc/JFPB, com a participação dos advogados Estevan Nogueira Pegoraro, Melina Maria Vilela Ferreira e Taísa Rodrigues Esteves, e do procurador da Caixa Econômica Federal, Magdiel Jeus Gomes Araújo. 

De acordo com o supervisor do Cejusc, Marconi Araújo, como as partes autoras eram de um mesmo escritório de advocacia, foi possível fazer o acordo para todos em uma única audiência realizada por meio de chamada de vídeo de WhatsApp, através do Concilia Net. “O projeto é uma iniciativa simples, a partir do uso da tecnologia, que vem facilitando muito a atuação do Cejusc, por ampliar as possibilidades de realização de audiências. Agora, o Concilia Net permitiu esse acordo coletivo, permitindo uma vultosa liberação de recursos”, destacou. 

Os processos, que em sua maioria estavam na Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da JFPB, serão homologados pelos respectivos magistrados das 1ª, 2ª e 3ª relatorias e, em seguida, serão devolvidos às Varas Federais de origem para o fiel comprimento, sendo grande parte das 7ª (João Pessoa), 9ª (Campina Grande) e 15ª (Sousa) Varas Federais. 

Primeiro caso de sucesso no Brasil

Esse Acordo Coletivo com poupadores, ocorrido no âmbito do Cejusc da JFPB, é considerado o primeiro caso de sucesso de conciliação extrajudicial de massa do Brasil, após homologação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, da possibilidade de celebração de acordos em bloco em mesa de adesão direta com o banco e os advogados que representem em juízo os interesses de mais de 10 poupadores, nos casos envolvendo os planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991). Essa homologação ocorreu depois de solicitação feita pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Banco Central (BACEN), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e a Frente Brasileira Pelos Poupadores (FEBRAPO). 

Plano Collor I

Até então, o Plano Collor I não fazia parte do acordo validado pelo STF. Agora, esse acordo institucional firmado nacionalmente e que recebeu adesão integral do Cejusc/JFPB, através da realização de sessões conciliatórias locais, atende também à perspectiva de liberação e de convencimento da própria Caixa da importância de que seja também feito o reajuste das contas poupança relativas ao período atinente ao plano econômico Collor I. “Podemos dizer que os direitos ficaram mais abrangentes, beneficiando ainda mais os poupadores da época que ingressaram com as ações judiciais e que estavam aguardando a decisão do STF, pois, agora, permite-se a ocorrência de acordo prévio através de audiências de conciliação junto às respectivas Varas Federais”, finalizou Marconi Araújo. (Cariri em Ação)

Paciente que ficou 202 dias internado com complicações da covid-19 recebe alta do Hospital da Unimed em João Pessoa

Empresário, casado, pai de três filhos, avô. Um homem de 60 anos ativo e de bem com a vida, orgulhoso da filha, que acabava de se formar em Medicina e começava a atuar em hospitais para tratar pacientes infectados com o coronavírus. Era nesse momento especial da vida que se encontrava José Edson Nunes Queiroz antes de contrair a covid-19. O clima de tranquilidade na família teve uma pausa, mas, depois de 202 dias internado no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa, ele conseguiu finalmente voltar para casa. 

José Edson deu entrada no Hospital da Unimed no dia 22 de dezembro de 2020. A alta só ocorreu no último dia 11 de julho. A maior parte deste tempo, ele ficou em uma UTI, sedado e desafiando o conhecimento dos médicos. Enquanto lutava pela vida, os familiares e amigos acompanhavam diariamente as notícias. Foram dias de angústia, expectativa, mas de muita fé e esperança. 

A médica Lara Queiroz, uma das filhas que trabalha no atendimento a pacientes com covid em mais de um hospital, disse que, em relação ao pai, sentia-se de mãos atadas. “O mais difícil de ser profissional de saúde é a sensação de não poder fazer nada a mais, você olhar para seu pai em um tubo e não ter nada para fazer… a não ser orar”, disse.

Sem comunicação

A permanência na UTI foi longa. Dos 202 dias de internação, mais de 120 foram sem comunicação alguma com a família, pois ele estava sedado. “Foi quando perdi a esperança dele sair com vida”, revelou Lara. De acordo com ela, estatisticamente, a cada 25 paciente em diálise e uso de ventilação mecânica, apenas um sai. A médica disse que um conforto era saber que o pai estava bem cuidado. “Sempre foi acompanhado por equipe competente, conseguia discutir o caso com os médicos. Eles me explicavam tudo que iriam fazer”, contou.

A esperança da alta veio após o primeiro ciclo de hemodiálise. Como o corpo dele não conseguia ficar sem a medicação, retornou para a diálise depois de um novo esquema de antibióticos. “Até então, ele estava sem nenhuma comunicação, apenas abria os olhos, sem demonstrar nenhum nível de consciência. O quadro piorou muito e eu e minha madrasta cogitamos os cuidados paliativos. Depois de mais de quatro meses de internação, ele foi para o apartamento, para a família se despedir”, lembrou.

Recuperação

Foi então que as coisas começaram a mudar. No dia 11 de maio, José Edson retornou o nível de consciência e foi melhorando de forma expressiva. Prestes a ter alta, precisou voltar à UTI. Um mês depois, em 11 de julho, para alegria de todos, teve alta e retornou para casa.

No momento, está sem uso de oxigenoterapia, saturando 98% em ar ambiente (parâmetro considerado muito bom), mas ainda busca a recuperação completa. Para isso, faz fisioterapia e fonoaudiologia e conta com uma enfermeira e visita de médicos.

ClickPB