quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Flávio José faz 71 anos, relembra carreira e fala sobre retorno de shows; ‘não vamos nos avexar’

“Ainda não é a hora” é assim que o cantor Flávio José define a possibilidade de retorno dos shows neste momento da pandemia da Covid-19, na Paraíba. O cantor paraibano completa 71 anos nesta quarta-feira (1º).

“Se avexe não… Pois é. Não vamos nos avexar, não. Porque tudo acontece no tempo de Deus e é só a gente aguardar porque Deus é bom o tempo todo”.

Por causa da pandemia do coronavírus, Flávio está há mais de um ano sem fazer shows com a presença de público. O último foi realizado no dia 4 de janeiro de 2020, de lá pra cá, sem o calor do público e sem o prazer que é ver milhares de pessoas cantando os seus sucessos, o cantor conta que a vida longe dos palcos tem sido difícil.

“É muito difícil e complicado. A gente vem numa dinâmica de ensaio, de viagem, de show e de público e de uma hora pra outra tem uma parada brusca assim. Não é brincadeira, não”, disse.

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Longe dos palcos, Flávio José também fez lives. — Foto: Reprodução/Youtube

‘A humanidade fecha os olhos pra não ver’

No entanto, a maior preocupação de Flávio, agora, não é o retorno imediato dos shows. Na verdade, o artista se preocupa como a flexibilização desenfreada das atividades e o risco de voltar a piorar o cenário da pandemia em todo o país. Um pensamento que vai além do pessoal e prioriza o coletivo.

“O que me preocupa é que estão abrindo as ‘coisas’, juntando não sei quantas mil pessoas em estádios de futebol, já estão relaxando com tudo… As pessoas esquecem que existe uma nova variante, a Delta, que está preocupando muito”, relatou.

Ainda segundo o cantor, apesar de mais de um ano vivendo uma pandemia, “as pessoas estão ‘brincando’” ao achar que já podem aglomerar.

“Eu não quero ser pessimista. Gostaria muito que no São João, próximo ano, já pudéssemos tocar. Mas, eu ainda tenho muita dúvida”, reforçou.

E não é pessimismo temer. Pelo contrário, é ter responsabilidade. Flávio José ainda falou sobre a importância da vacinação contra Covid-19 e o uso de máscaras mesmo após a imunização.

“Eu já tomei as duas doses e uso duas máscaras constantemente, como também evito estar saindo. Mesmo tomando as duas doses, a gente ainda vive em total insegurança”.

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Flávio José fazendo show com Santanna no São João 2019 de Campina Grande, o último que foi realizado — Foto: Iara Alves/G1

O cuidado não anula a saudade, nem a esperança de que o grande encontro entre o forró, Flávio José e os forrozeiros aconteça. Onde esse encontro vai ser? Para Flávio, em qualquer lugar, desde que aconteça.

“Qualquer lugar depois dessa tragédia vai ser muito especial. A saudade é muito grande, então o primeiro lugar depois da pandemia vai ser muito especial”, disse.

Em versos eternizados na voz do monteirense, que canta, entre outros sentimentos, a saudade, essa, que “varreu tantos sonhos, deixou vazio tantos ninhos e colocou mais espinhos que flores”, na vida da maioria das pessoas, desde o início da pandemia, se busca um sentido para continuar acreditando em dias melhores.

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Flávio José começou a tocar ainda criança — Foto: Reprodução;Arquivo Pessoal

‘Eu me criei fazendo versos dedilhados na viola’

A história de Flávio José começou muito cedo e de uma forma muito especial. Ele tinha cinco anos quando ouviu seu ídolo cantar pela primeira vez. Foi onde aconteceu o primeiro grande encontro entre Flávio José e o Forró.

“Tinha cinco anos de idade quando vi Luiz Gonzaga fazendo um show em praça pública. Meus pais contam que, depois daquele show, eu fiquei aperreando eles por uma sanfoninha. Depois ganhei a sanfona e com sete anos consegui tocar a primeira música; aos 10 formei um trio de forró com dois irmãos; e aos 13 anos fui para uma orquestra de Sertânia, cidade vizinha a Monteiro”, contou.

Na orquestra, Flávio ficou até completar 17 anos. Depois disso, formou um novo grupo, desta vez, uma banda baile, que depois ficou conhecida como “Os Tropicais de Monteiro”.

Foi aí que Flávio seguiu um outro rumo em sua carreira: começou a trabalhar em um banco, em Monteiro. Anos depois, houve uma instabilidade na instituição, que fez com que o monteirense pudesse retomar o seu sonho de ser cantor.

“Talvez houvessem demissões, transferências e aí pensei: vou começar a gravar forró para ver o que acontece” foi o primeiro passo rumo ao sucesso.

A carreira artística começou em 1987, quando o cantor gravou a primeira música. O sucesso, no entanto, veio no início da década de 90.

“Quando olho pra você”, de autoria de Flávio, foi a primeira música “bem” tocada em rádios paraibanas.

O cantor, por alguns anos, conciliou a carreira de funcionário público e cantor. Chegou, inclusive, a ser chamado pelos colegas de trabalho de “o cantor dos 300 km”, pois não podia sair para lugares mais distantes, por causa do banco.

“Principalmente no mês de junho, quando os shows aconteciam no meio da semana, eu almoçava na cantina do banco e após o expediente ia embora com a banda. Depois do show, tomava banho no hotel, vestia a roupa de bancário e ia dormindo na viagem”, contou.

Após a saída do banco, a carreira de músico se tornou a grande propriedade da vida de Flávio. Começaram, então, as viagens em todo o Nordeste e até em outras regiões do país, para divulgar seu trabalho.

‘A lagarta rasteja até o dia em que cria asas’

Desde menino, Flávio ouvia os grandes precursores do forró fazendo história. Luiz Gonzaga, Dominguinhos e o Trio Nordestino foram os seus maiores incentivadores a, também, fazer da música a sua vida.

“Mas, se teve ajuda é quando a gente está começando e convida uma grande estrela para cantar no disco da gente e essa estrela aceita. Esse foi o caso, por exemplo de Elba Ramalho, Dominguinhos e Fagner”, contou.

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Flávio José concentrado durante passagem em que ele faz um solo de sanfona — Foto: Thomás Alves / TV Asa Branca

‘As palavras que saem de mim vêm do meu coração’

A relação de Flávio com os compositores dos sucessos eternizados em sua voz foi sendo firmada com o passar do tempo. No início da carreira, o cantor escrevia suas próprias músicas.

“Comecei escrevendo umas 10 músicas. Naquela época, os maiores sucessos eram de Assissão e tudo que ele fazia era muito rápido. Então, a gente ia na onda dele tentando fazer músicas rápidas também”, disse.

 

Até que, em uma das idas de Flávio a Sertânia, em Pernambuco, um rapaz o ofereceu uma canção. “Eu perguntei: como é que ela é? E ele disse que era um xote. Eu disse: não, rapaz! Xote é muito lento”.

Mal sabia que seriam os xotes que o transformariam em um cantor reconhecido nacionalmente. Flávio acabou sendo convencido pelo rapaz. Ele argumentou lembrando que, das 14 músicas a serem gravadas para o disco do cantor “não teria mal” em colocar um xote. Ainda bem que Flávio concordou.

Nas composições eram contadas histórias de amor, de saudade e de luta. Não tinha como não ser um sucesso.

Em seguida, outro sucesso anunciado: ‘Meu mungunzá’, de Petrúcio Amorim. Mais um xote, surpreendendo a ideia inicial de Flávio, que achou que as pessoas talvez não gostassem.

 

“Eu não preciso de você. O mundo é grande e o destino me espera… Eu só precisei ouvir esse trecho pra dizer: essa eu gravo”.

A relação com outro grande compositor, Accioly Neto, veio em seguida. “Nasceu uma aproximação, uma amizade e dele vieram muitas coisas maravilhosas: ‘Espumas ao Vento’, ‘Me Diz Amor’, ‘A Natureza das Coisas’ e tantas outras”, contou.

“Aquilo que a gente não pode mudar, aprende a conviver”, é o que o artista fala quando se refere aos “modismos”, que são as tendências musicais do momento e que mudam sempre. Não para Flávio, que seguiu fielmente o estilo musical do começo até agora, como deve continuar seguindo.

‘Inexoravelmente chega lá’

No coração do nordestino, que espera ansiosamente por esse reencontro, entre um dos artistas que mais bem representa o seu povo e eles, o que resta é não se “avexar”, afinal, a “natureza não tem pressa, segue seu compasso”. Como o próprio cantor recomendou, o momento é de espera e responsabilidade, para que quando esse encontro acontecer, Flávio possa ir de mala e “cuia”, levando seu talento e alegria. Tanto tempo depois de ter tido a vida revirada do avesso, o paraibano segue como quem sabe que com sua arte ele criou muito mais e vai continuar criando uma história assim, cheia de sucesso.

G1PB

Decreto com medidas restritivas de combate à Covid-19 é prorrogado na Paraíba

O governador João Azevêdo prorrogou o decreto com medidas restritivas de combate a Covid-19 na Paraíba. A prorrogação foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (1º).

De acordo com a publicação, o governador prorrogou as medidas adotadas no último decreto liberado no dia 15 de agosto. João Azevêdo prorrogou as medidas até o dia 15 de setembro.

Ainda de acordo com o novo decreto, os municípios poderão adotar medidas mais restritivas de acordo com a realidade local. Novas medidas poderão ser adotadas a qualquer momento em função do cenário epidemiológico do Estado.

decreto Decreto com medidas restritivas de combate à Covid-19 é prorrogado na Paraíba
ClickPB

Veículo da Prefeitura de Monteiro com pacientes que fazem hemodiálise sofre acidente em Arcoverde no Pernambuco

Um veículo da prefeitura Municipal de Monteiro, que transportava pacientes para hemodiálise em Arcoverde, se envolveu em um acidente na BR-232, na manhã desta terça-feira (01) próximo ao município de Arcoverde no Pernambuco.

De acordo com informações, um veículo Toyota que trafegava pela BR-232, colidiu na traseira do veículo SPIN do município. Felizmente foram apenas apenas danos materiais, e todos os ocupantes do veículo estão bem.

OPIPOCO

Jovem é preso com drogas na cidade de Prata

Um jovem de 28 anos foi preso por tráfico de drogas, na segunda-feira (31) no município da Prata no cariri Paraibano.

De acordo com informações, o jovem estava com aproximadamente 08 pedras de crack, um parelho celular e uma quantidade em dinheiro não divulgada.

OPIPOCO

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Cidades do Cariri estão na lista de casos confirmados da variante Delta

A Paraíba confirmou nesta terça-feira (31) 25 casos da variante Delta da Covid-19. O resultado foi divulgado após análise da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Das 27 amostras analisadas, foram registradas 22 amostras com a Delta e mais três mutações da variante indiana.

Um óbito foi confirmado. Trata-se de um homem de 42 anos, sem comorbidades e sem história vacinal, recém chegado do Rio de Janeiro e residente do município de João Pessoa. Os familiares não apresentaram sintomas.

A data de sintomas do primeiro caso Delta confirmado é do dia 15 de julho, sexo masculino, 23 anos, residente no município de Campina Grande, sem histórico de viagem ou contato de caso confirmado para a Delta.

A faixa etária de 30 a 49 anos representam 32% (08 casos) das vinte e cinco (25) amostras sequenciadas, além disso destaca-se a identificação de casos positivos da variante em menores 15 anos, com dois (02) casos confirmados. Em relação ao sexo, doze (12) são do sexo feminino e treze (13) do sexo masculino.

Há também, entre os casos Delta, três casos em idosos com esquema vacinal completo, sendo dois deles com esquemas concluído com o imunizante Coronavac e um AstraZeneca.

Confira a confirmação por município

Campina Grande (09), Alagoa Nova (03), João Pessoa (02), Barra de Santana (02), Queimadas (02), Cabedelo (01), Cruz do Espírito Santo (01), Lagoa Seca (01), Massaranduba (01), Matinhas (01), Salgado de São Félix (01) e Taperoá (01).

Secretário prega cautela

O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, reforçou o apelo para que a população mantenha cuidados.

“Precisamos manter a mesma prevenção, prudência e cautela. Isso já era esperado”,

Segundo Medeiros, as confirmações são de casos registrados no mês de julho. O secretário informou que a Vigilância Sanitária está acompanhando os diagnosticados.

UFPB acompanha confirmação da Delta na Paraíba

De acordo com o Professor João Felipe Bezerra, coordenador do Laboratório de Vigilância Molecular Aplicada (Lavimap), do Centro de Ciências da Saúde (CCS), a identificação da Delta na Paraíba já era esperada, uma vez que ela já está circulando nos estados vizinhos e no restante do país.

“Essas amostras são de diversos municípios da Paraíba, de João Pessoa, Campina Grande, Taperoá, Massaranduba, Cruz do Espírito Santo, Matinhas, Barra de Santana, Alagoa Nova, Queimadas, são vários municípios. Na verdade a gente já tem o que se costuma chamar de circulação comunitária da variante; não é um caso que veio importado do Rio, ou do Reino Unido”, explicou.

Com essa confirmação, as recomendações são manter o distanciamento social, o uso de máscaras e todos os cuidados recomendados pelos órgãos de saúde, e o mais importante, avançar com a vacinação. Segundo ele, as vacinas têm eficácia contra a variante Delta. Para o pesquisador, nesse momento de circulação da Delta não é interessante a flexibilização.

“A variante Delta tem uma taxa de transmissibilidade maior, tem uma carga viral maior, então a gente precisa estar atento para conseguir brecar a pandemia de alguma forma”, explicou Prof. João Felipe.

O que é a Variante Delta

A variante Delta do coronavírus, segundo a BBC, está em presente em mais de cem países. A expectativa é que ela se torne a mais dominante no mundo nos próximos meses.

A mutação é altamente contagiosa e chega a causar novos surtos em alguns países, atingindo principalmente pessoas não vacinadas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Delta é hoje responsável por 83% dos casos de covid-19. Com menos da metade da população do país totalmente vacinada, há condições para o vírus Sars-CoV-2 continuar a evoluir e a se espalhar rapidamente.

Maispb

PREPARE O BOLSO: Conta de luz vai aumentar 6,78% com nova bandeira tarifária

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta terça-feira (31) a criação de uma nova bandeira tarifária para fazer frente ao aumento dos custos decorrente do agravamento da crise hídrica. Chamada de “Escassez Hídrica”, a nova bandeira custará R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) e vigora a partir desta quarta-feira (1°) até abril de 2022.

Segundo a agência, a nova bandeira vai gerar uma alta de 6,78% na conta de luz. Cidadãos de baixa renda beneficiados pela tarifa social não serão afetados pelas novas regras da Bandeira Tarifária, sendo mantido o valor atual.

Com a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, as hidrelétricas perderam espaço na oferta, enquanto o governo se viu obrigado a acionar térmicas -fonte mais cara, cujo custo é repassado ao consumidor.

As bandeiras — verde, amarela e vermelha — constam da conta de luz e servem para indicar a necessidade de se reduzir o consumo. Caso contrário, o cliente paga mais.

O novo valor se deve aos custos de importação de energia e acionamento de usinas termelétricas, que já produzem a mais de R$ 2.000 o MWh (megawatt-hora). No período de setembro a novembro, o total desses custos será de R$ 13,2 bilhões, valores que precisam ser repassados para a tarifa.

Com a nova bandeira, o governo evitou reajustar em cerca de 50% a bandeira vermelha nível 2, que passaria de R$ 9,49 para cerca de R$ 14 durante esse período. Sem o reajuste, Jair Bolsonaro evita desgaste em sua popularidade.

Assessores do Palácio do Planalto avaliam que a adoção de um racionamento no momento prejudicaria ainda mais Jair Bolsonaro em sua campanha pela reeleição. O presidente vê sua popularidade despencar diante de medidas contra a pandemia e da degradação do cenário econômico. (Cariri Ligado)

Comportas do açude de Camalaú são abertas para repor volume do reservatório de Boqueirão

As comportas do reservatório de Camalaú foram abertas na segunda-feira (30) com destino ao açude Epitácio Pessoa, ambos localizados no Cariri da Paraíba. A finalidade da ação é repor o volume hídrico do manancial de Boqueirão, conforme informou o diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) de Boqueirão, Evandro Pereira.

Com vazão de 4 mil litros de água por segundo, as comportas ficam abertas por 60 dias, mas esse prazo pode ser estendido. A previsão é de um repasse de pelo menos 20 milhões de metros cúbicos para Boqueirão nesse período.

Atualmente, o açude de Camalaú está carregado com 43.312.703 de metros cúbicos de água, cerca de 90% de sua capacidade total, de acordo com dados atualizados pela Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa).

Já o Epitácio Pessoa tem 175.677.527 metros cúbicos de sua capacidade, aproximadamente 37,66% de sua capacidade, também conforme a Aesa.

O açude Epitácio Pessoa iniciou o ano com pouco mais 50% de sua capacidade. Em junho do ano passado, quando estava com 70,9% do total da sua capacidade, teve as comportas abertas para ajudar a perenizar o Rio Paraíba e levar água para outros reservatórios, como o açude Acauã.

A comportas de Boqueirão também vão permanecer abertas, com uma previsão de repasse de 10 milhões de metros cúbicos de água para o manancial de Acauã.

Sangrias e crise hídrica em Boqueirão

O açude de Boqueirão, há cerca de quatro anos, em abril de 2017, havia chegado a 3% do volume total, um dos índices mais baixos da história.

O manancial sangrou pela última vez em 2011 e já registrou, pelo menos, 18 sangrias. Elas foram notificadas nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986, 1989, 1999, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011. (Cariri Ligado)

Alexandre de Moraes mantém prisão preventiva de Roberto Jefferson

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve, nesta terça-feira (31), a prisão preventiva do ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson.

Na decisão, o magistrado afirmou que apesar da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República, há risco para investigação e ordem pública.

Além disso, Moraes argumentou que não ficou provado que Roberto Jefferson teria estado de saúde delicado.

A prisão de Roberto Jefferson 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou no dia 13 de agosto a prisão preventiva do presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ex-deputado federal Roberto Jefferson, no âmbito do inquérito que investiga a existência de organização criminosa com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito.

De acordo com o relator, a Polícia Federal, que pediu a custódia, alegou que o ex-deputado tem se manifestado, reiteradamente, por meio de postagens em redes sociais e em entrevistas concedidas, atacando integrantes de instituições públicas, desacreditando o processo eleitoral brasileiro, reforçando o discurso de polarização e de ódio; e gerando animosidade na sociedade brasileira, promovendo o descrédito dos poderes da República.

Núcleo político

De acordo com o relator, os elementos trazidos pela PF demonstram uma possível organização criminosa, da qual Roberto Jefferson faz parte do núcleo político, que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o STF e o Congresso Nacional, “utilizando-se de uma rede virtual de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilhar mensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o Estado de Direito no Brasil”.

Discurso de ódio

O ministro Alexandre de Moraes apontou ainda que o presidente do PTB, no Twitter, exibe armas, faz discursos de ódio, homofóbicos e incentiva a violência. Citou também que, recentemente, o político publicou um vídeo com o “nítido objetivo de tumultuar, dificultar, frustrar ou impedir o processo eleitoral, com ataques institucionais ao Tribunal Superior Eleitoral e ao seu ministro-presidente”.

O relator destaca que a Constituição Federal não permite a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático (artigos 5º, inciso XLIV, e 34, incisos III e IV) nem a realização de manifestações nas redes sociais visando ao rompimento do Estado de Direito, com a extinção das cláusulas pétreas constitucionais, como a separação de poderes (artigo 60, parágrafo 4º), com a consequente instalação do arbítrio.

Para o ministro Alexandre de Moraes, estão presentes os requisitos para a prisão preventiva, pois há prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do ex-deputado.

Ele determinou ainda o bloqueio das contas de Roberto Jefferson no Twitter, “necessário para a interrupção dos discursos criminosos de ódio e contrário às Instituições Democráticas e às eleições”. (Cariri Ligado)

iPhone 13 fará chamadas mesmo sem sinal de celular, diz analista

À medida que a ansiedade pelo lançamento da nova geração de iPhone parece estar chegando ao fim (previsto para o fim de setembro), boatos e especulações circulam ao redor do mundo, buscando antever as novidades do novo dispositivo da Apple. 

Desta vez, a coisa foi mais que um boato, mas uma nota para o investidor: os novos aparelhos da suposta série iPhone 13 poderão fazer chamadas mesmo fora da cobertura 4G ou 5G.

Segundo a informação, redigida pelo respeitado analista Ming-Chi Kuo, especializado em tecnologia da Apple, os novos modelos de smartphone da empresa poderão chegar com a tecnologia LEO (low Earth orbit), ou seja, o modo de comunicação via satélite na órbita baixa da Terra. Talvez o exemplo mais conhecido de satélites LEO seja a constelação da Starlink, o serviço de internet de Elon Musk.

Kuo foi além: segundo ele, a comunicação via LEO equipará futuramente também o próximo headset Apple AR, o Apple Car e acessórios da Internet das Coisas com a marca da maçã. No caso do iPhone 13, o acesso ao satélite se dará através de uma versão customizada do chip de conexão Qualcomm X60.

Como a tecnologia LEO funcionará no iPhone 13?

Kuo explicou que, para que a conectividade LEO chegue aos usuários de iPhone, as operadoras de rede terão que trabalhar em parceria com a Globalstar, uma empresa de comunicações via satélite de Luisiana, nos EUA. Isso significa que, para fornecer aos usuários essa capacidade de se conectar via satélite, basta que qualquer operadora de telecomunicações utilize o serviço da companhia.

Por enquanto, ainda não ficou claro se as comunicações via satélite ficariam restritas aos serviços da Apple, como o iMessage e o FaceTime, ou se a empresa poderia operar com um servidor proxy para fazer a intermediação do tráfego. Também não foi informada a questão das tarifas pela utilização dos recursos do satélite, como o GPS.

ClickPB

Governo resgata mais uma família e conclui retirada de brasileiros do Afeganistão

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (30) que concluiu a retirada dos dois brasileiros que pediam ajuda para deixar o Afeganistão com suas famílias. Segundo o Itamaraty, eles estão em segurança e em boas condições de saúde.

A Folha de S. Paulo já havia relatado a saída do primeiro brasileiro na última semana, que deixou o país junto de cinco familiares afegãos na sexta-feira (27) e desembarcou na Espanha.

O segundo brasileiro, retirado do pais nesta segunda junto de seis familiares, viajou para o Paquistão no domingo (29), segundo o governo Bolsonaro. A operação foi conduzida pela Embaixada do Brasil em Islamabad, em coordenação com o governo paquistanês. O Brasil não tem representação diplomática em Cabul, capital do Afeganistão.

Há outros brasileiros em território afegão, mas que optaram por permanecer no local.

O Ministério de Relações Exteriores disse que monitora a situação deles. “[O Itamaraty] Está também atento aos pedidos de afegãos com visto de residência no Brasil, dentro das possibilidade de apoio a estrangeiros”, diz nota do ministério.
Terminaria na terça-feira (31) o prazo para a retirada de ocidentais do país asiático com o fim das operações de evacuação no aeroporto da capital afegã. Mas os Estados Unidos anunciaram nesta segunda, um dia antes do prazo, que concluíram as operações, após 20 anos de ocupação militar no país asiático, na guerra mais longa de sua história.

No último dia 19, a Folha de S. Paulo revelou que o Brasil buscava vaga em voos humanitários para conseguir resgatar brasileiros que pediram ajuda para deixar o país após a tomada do poder pelo Talibã.

O Brasil também facilitou o processo de pedido de refúgio para afegãos que queiram vir ao país fugindo do grupo fundamentalista e estuda conceder visto humanitário, a exemplo do que fez com sírios que fogem da guerra civil.

Hoje são poucos os refugiados afegãos em território brasileiro: 162 já reconhecidos e 49 com processos em andamento, segundo dados atualizados do Ministério da Justiça.
Milhares de afegãos que temem o novo regime do grupo fundamentalista se amontoaram no aeroporto de Cabul nos últimos dias em busca de sair do país – em episódios que resultaram em centenas de mortos e feridos.

FolhaPress

Paraíba confirma de uma vez só 25 casos da variante indiana Delta

Um relatório da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) com o resultado das amostras enviadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB) detectaram a presença da variante Delta na Paraíba. Essas amostras, de acordo com o secretário Geraldo Medeiros, são referentes ao mês de julho, conforme informações obtidas pelo portal, e divulgadas nesta terça-feira (31).

Das 27 amostras que passaram pelo protocolo de inferência (Naveca), 25 confirmaram o diagnóstico para variante Delta, sendo que dessas 22 amostras com variante Delta e mais 3 mutações da variante Delta. De acordo com o secretário, o momento é manter o distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.

“Os mesmos meios de proteção que nós havíamos aconselhado. A atitude de prudência e cautela, manter os mesmos meios de proteção e monitoramento do incremento de casos que possam ocorrer com a circulação da variante Delta. O que nós esperamos é que não haja um incremento proporcional de hospitalizações e óbitos.”, frisou.

Ao ClickPB, o secretário comentou que algumas das amostras enviadas à Ficoruz são do mês de julho , o que significa que desde o mês citado, a variante Delta circula na Paraíba.

ClickPB

Governo da Paraíba sanciona Lei Lucas Santos de combate ao Cyberbullying

O governador da Paraíba, João Azevêdo, sancionou na edição desta terça-feira (31), do Diário Oficial, o Programa Estadual de Combate ao Cyberbullying, Lucas Santos. A lei consiste em ações educativas direcionadas ao público escolar, com ênfase nos estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública estadual e privada.

Para os fins desta Lei, entende-se por cyberbullying a prática reiterada e habitual de atos de violência de modo intencional, exercida por indivíduo ou grupo de indivíduos contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir, causar dor ou sofrimento, angústia ou humilhação à vítima, efetivada por meio da rede mundial de computadores – internet – envolvendo redes sociais, sites ou qualquer outro meio digital.

As Secretarias Estaduais da Educação e da Ciência e Tecnologia, da Juventude, Esporte e Lazer, do Desenvolvimento Humano e da Saúde possuem a responsabilidade de realizar as atividades referidas no art. 1º desta Lei, com a possibilidade de estabelecer convênio ou parcerias com instituições governamentais e não governamentais.

O Programa tem como objetivo combater junto ao público escolar a realização do cyberbullying e desta forma colaborar para o conhecimento da comunidade escolar sobre o significado de cyberbullying, as suas formas de expressão, efeitos para as vítimas e responsabilização para quem a realiza; fomentar a reflexão dos estudantes sobre a prática; conscientizar a comunidade escolar sobre os meios de auxílio às pessoas que sofrem com essa prática e das ações que podem ser implementadas; reforçar a necessidade de respeito aos direitos humanos e à individualidade de
todas as pessoas, combatendo-se toda forma de discriminação negativa.

É assegurado às vítimas de cyberbullying acesso prioritário aos serviços públicos de assistência médica, social, psicológica e jurídica, que poderão ser oferecidos por meio de parcerias e convênios.

As instituições públicas e privadas que mantêm páginas em sítios eletrônicos ou redes sociais têm a obrigação de manter a sua utilização conforme a Lei 12.965, de 23 de abril de 2014, e demais legislações aplicáveis.

No caso de registro de comentários ou qualquer outro meio de cyberbullying nas páginas mencionadas no caput deste artigo, a instituição possui o dever de registrar a prática, para fins de comprovação, e em seguida, promover a retirada das ofensas das páginas eletrônicas, comunicando-a imediatamente aos órgãos públicos competentes para adoção das providências cabíveis.

O descumprimento do disposto nesta Lei sujeitará o estabelecimento multa, a ser fixada entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00, considerando as características da instituição e as circunstâncias da infração; em caso de reincidência, o valor da penalidade de multa será aplicado em dobro.

Os valores limites de fi xação da penalidade de multa prevista neste artigo serão atualizados, anualmente, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, ou índice previsto em legislação federal que venha a substituí-lo.

Aplica-se a multa prevista no § 2º do art. 5º desta Lei a pessoa física que for identificada praticando cyberbullying, observada as normas de capacidade jurídica previstas na Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).

Fica instituído, no âmbito do Estado da Paraíba, o “Dia Lucas Santos”, destinado à conscientização, prevenção e ao combate à prática do cyberbullying, a ser celebrado no dia 03 de agosto de cada ano, fazendo parte do calendário oficial do Estado.

Aplicam-se subsidiariamente às disposições previstas nesta Lei e para o seu fiel cumprimento as normas da Lei Federal nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Lei do Marco Civil da Internet), e da Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

O Poder Executivo poderá regulamentar as disposições desta Lei para a sua fiel execução. As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, com a possibilidade de suplementação, se necessário. (Cariri Ligado)

Entidades do agronegócio publicam carta em defesa da democracia no Brasil

Representantes do agronegócio publicaram nesta segunda-feira (30) uma nota em defesa da democracia no Brasil.

Na nota, as entidades tornam pública a preocupação com os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social do país. “Cumprimos o dever de nos juntar a muitas outras vozes responsáveis, em chamamento a que nossas lideranças se mostrem à altura do Brasil”, diz o texto.

Ainda nesta segunda, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) suspendeu a divulgação de um manifesto onde faria críticas à crise institucional entre os poderes Executivo e Judiciário.

A nota das entidades do agro diz que “a Constituição de 1988 definiu o Estado Democrático de Direito no âmbito do qual escolhemos viver e construir o Brasil com que sonhamos”. Cita mais de três décadas de liberdade e pluralismo, com alternância de poder em eleições legítimas e frequentes.

De acordo com o manifesto, as amplas cadeias produtivas e setores econômicos precisam de estabilidade, segurança jurídica, de harmonia para poder trabalhar, de liberdade para empreender, gerar e compartilhar riqueza, para contratar e comercializar, no Brasil e no exterior.

As entidades afirmam que “é o estado democrático de direito que assegura a liberdade empreendedora essencial numa economia capitalista”.

O documento alerta que, como uma das maiores economias do planeta, um dos países mais importantes do mundo, sob qualquer aspecto, “o Brasil não pode se apresentar à comunidade das nações como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais”.

As entidades dizem ainda que “o Brasil é muito maior e melhor do que a imagem que temos projetado ao mundo” e que isso está custando caro e levará tempo para reverter.

Assinam o texto a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira dos Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Associação Brasileira dos Industriais de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), CropLife Brasil, Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

Leia a íntegra da nota:

“As entidades associativas abaixo assinadas tornam pública sua preocupação com os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social em nosso país. Somos responsáveis pela geração de milhões de empregos, por forte participação na balança comercial e como base arrecadatória expressiva de tributos públicos. Assim, em nome de nossos setores, cumprimos o dever de nos juntar a muitas outras vozes responsáveis, em chamamento a que nossas lideranças se mostrem à altura do Brasil e de sua história agora prestes a celebrar o bicentenário da Independência.

A Constituição de 1988 definiu o Estado Democrático de Direito no âmbito do qual escolhemos viver e construir o Brasil com que sonhamos. Mais de três décadas de trajetória democrática, não sem percalços ou frustrações, porém também repleta de conquistas e avanços dos quais podemos nos orgulhar. Mais de três décadas de liberdade e pluralismo, com alternância de poder em eleições legítimas e frequentes.

O desenvolvimento econômico e social do Brasil, para ser efetivo e sustentável, requer paz e tranquilidade, condições indispensáveis para seguir avançando na caminhada civilizatória de uma nacionalidade fraterna e solidária, que reconhece a maioria sem ignorar as minorias, que acolhe e fomenta a diversidade, que viceja no confronto respeitoso entre ideias que se antepõem, sem qualquer tipo de violência entre pessoas ou grupos. Acima de tudo, uma sociedade que não mais tolere a miséria e a desigualdade que tanto nos envergonham.

As amplas cadeias produtivas e setores econômicos que representamos precisam de estabilidade, de segurança jurídica, de harmonia, enfim, para poder trabalhar. Em uma palavra, é de liberdade que precisamos — para empreender, gerar e compartilhar riqueza, para contratar e comercializar, no Brasil e no exterior. É o Estado Democrático de Direito que nos assegura essa liberdade empreendedora essencial numa economia capitalista, o que é o inverso de aventuras radicais, greves e paralisações ilegais, de qualquer politização ou partidarização nociva que, Ionge de resolver nossos problemas, certamente os agravará.

Somos uma das maiores economias do planeta, um dos países mais importantes do mundo, sob qualquer aspecto, e não nos podemos apresentar à comunidade das Nações como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais. O Brasil é muito maior e melhor do que a imagem que temos projetado ao mundo. Isto está nos custando caro e levará tempo para reverter.

A moderna agroindústria brasileira tem história de sucesso reconhecida mundo afora, como resultado da inovação e da sustentabilidade que nos tornaram potência agroambiental global. Somos força do progresso, do avanço, da estabilidade indispensável e não de crises evitáveis. Seguiremos contribuindo para a construção de um futuro de prosperidade e dinamismo para o Brasil, como temos feito ao longo dos últimos anos. O Brasil pode contar com nosso trabalho sério e comprovadamente frutífero.”

G1