sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Terremoto de magnitude 4.8 atinge cidades do interior do Amazonas e Acre

Um tremor de terra de magnitude 4.8 na escala Richter foi registrado no município de Atalaia do Norte, no interior do Amazonas.

O terremoto ocorreu às 22h14 (de Brasília) de quarta-feira (8) e sua magnitude é considerada mediana para os níveis registrados no Brasil pelas estações da RSBR (Rede Sismográfica Brasileira). O abalo sísmico não causou danos à população, de acordo com a entidade.

O SGB/CPRM (Serviço Geológico do Brasil/Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) confirmou o tremor de terra. “O evento sísmico ocorreu em uma região de baixa densidade populacional. Assim, não temos muitos relatos de que foi sentido na região”, explicou o geofísico Marcos Ferreira, do SGB/CPRM.

Conforme o geofísico, as cidades mais próximas do epicentro são Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, no Acre, já que a área territorial da cidade amazonense é muito grande. De acordo com ele, a profundidade do tremor foi calculada em cerca de 15 quilômetros, considerado relativamente raso.

Marcos Ferreira ressalta que os eventos dessa região costumam ser resultados das atividades da placa Nazca, localizada no lado esquerdo da Placa Sul-Americana, onde fica o Brasil. Apesar disso, os abalos da região costumam ser mais profundos que o registrado ontem, ficando em torno de 500 e 600 km.

“Esse evento pode ser ou não resultado da atividade da placa de Nazca. No entanto, como não há tantos eventos com essa magnitude em profundidades menores na região, pode ser reflexo, ou então um outro mecanismo”, salienta.

A Rede Sismográfica Brasileira afirmou que o último tremor registrado na região do Amazonas ocorreu em 3 de março, em Presidente Figueiredo, com magnitude de 3.9 na escala Richter.

FOLHAPRESS

Bolsonaro diz que ‘não tem nada de mais’ em nota de recuo após receber críticas de aliados

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou a nota publicada na tarde desta quinta-feira (9) na qual recua dos ataques feitos às instituições no feriado de 7 de Setembro.

Bolsonaro confirmou que o texto foi elaborado com a ajuda do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas disse que não há “nada de mais” na publicação.

“Eu telefonei ontem à noite pro Michel Temer, falei com ele hoje de manhã novamente. Ele veio a Brasilia, por dois momentos conversou comigo aqui, pouco mais de uma hora. Ele colaborou com algumas coisas na nota, eu concordei e publicamos. Não tem nada de mais ali”, afirmou durante live transmitida nas redes sociais.

Mais cedo, Bolsonaro divulgou nota afirmando que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

“Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, afirmou o presidente no texto.

A divulgação da nota deixou desnorteada sua base de apoio mais estridente em redes sociais. Influenciadores bolsonaristas criticaram a atitude de Bolsonaro.

“Muitos estão batendo em mim por causa da nota. Não vejo nada de mais aqui, uma nota precisa, objetiva”, completou o presidente.

Bolsonaro disse ainda que quis mostrar com a nota que está “pronto para conversar”, inclusive com Luís Roberto Barroso, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a quem tem atacado nos últimos meses.

“Eu acho que eu dei ali a resposta seguinte: eu estou pronto para conversar, por mais problemas que eu tenha com Arthur Lira, com Rodrigo Pacheco, com ministro Fux, com Barroso lá do TSE… tem que conversar com o Barroso, ainda que hoje ele deu um cacete aí em mim. Tô pronto para conversar com o Barroso, todo mundo quer transparência.”

Bolsonaro passou os últimos dois meses com seguidos ataques ao STF e xingamentos a alguns de seus ministros como estratégia para convocar seus apoiadores para os atos do 7 de Setembro, quando repetiu as agressões e fez uma série de ameaças à corte e a seus integrantes.

Os principais alvos de Bolsonaro sempre foram os ministros Alexandre de Moraes e Barroso. No 7 de Setembro, porém, buscou também emparedar o presidente do STF, ministro Luiz Fux.

“Essas questões [embates com o STF] devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no artigo 5º da Constituição Federal”, disse o presidente no texto assinado por ele.

Antes da divulgação do texto, Bolsonaro conversou por telefone com Moraes, conforme antecipou o jornal Folha de S.Paulo. A ligação foi mediada por Temer, responsável pela indicação de Moraes ao STF quando estava na Presidência da República.

Temer desembarcou em Brasília pela manhã e voltou para São Paulo no final da tarde. O responsável por intermediar a conversa foi o AGU (Advogado-geral da União), Bruno Bianco. Também participaram do encontro os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo).

FolhaPress

Sem apoio de caminhoneiros, greve fracassa

Em 2018, a pauta era clara e direta: redução no preço do óleo diesel, criação de um marco regulatório para caminhoneiros e isenção de pedágio de eixos suspensos, entre outros itens que pressionavam o governo Michel Temer. Agora, a agenda se concentra no impeachment dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, na defesa do voto impresso e do governo Bolsonaro e no barateamento do preço do combustível. Esse, o único item da agenda que afeta a categoria. Há três anos o movimento grevista parava o país entre os dias 18 de maio e 1º de junho, provocando crise de abastecimento e outros graves reflexos na economia.

Lideranças ligadas ao setor ouvidas pelo Congresso em Foco não veem qualquer semelhança entre a paralisação de 2018 e a ensaiada agora por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, frustrada em boa parte do país com a liberação de barreiras pela Polícia Rodoviária Federal e a não adesão da maioria dos transportes de carga.

“Os que estão à frente disso daí não são caminhoneiros. Ninguém sabe quem é esse Zé Trovão”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José Araújo Silva, mais conhecido como China, em relação ao autodeclarado líder do movimento, Marcos Antonio Pereira Gomes. Zé Trovão, como é chamado, deve ser preso ainda nesta quinta-feira no México, onde se encontra foragido após ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

China diz que os mais de 50 caminhões atualmente estacionados em protesto na Esplanada dos Ministérios não são conduzidos por profissionais autônomos, mas por empregados do agronegócio, os verdadeiros patrocinadores do movimento, segundo ele.

Um dos líderes da greve de 2018 no Rio Grande do Sul, o deputado Nereu Crispim (PSL-RS) também considera que os caminhoneiros estão sendo usados como “bucha de canhão” por setores do agronegócio e por um “movimento criminoso e antidemocrático”. Para ele, a greve convocada por militantes bolsonaristas fracassou: “Foi movimento político e não movimento da categoria”.

“Esses que estão parando as estradas ou estão parados em Brasília não são caminhoneiros. Os caminhoneiros estão na estrada trabalhando. Entre os caminhoneiros tem gente de direita, centro e esquerda. A nossa pauta é apartidária: é preço de combustível, de frete e pedágio, ponto de parada e melhoria das estradas”, afirma Crispim, presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros, formada por 272 deputados e 22 senadores.

Policiais rodoviários ouvidos na condição de anonimato pelo Congresso em Foco também estranharam o envolvimento de empresários nos protestos nas barreiras estaduais. “Os chamados se espalharam pelos grupos de Whatsapp. Tem muita gente ligada a associações comerciais e empresários dando suporte nas barreiras. Muitos caminhoneiros não querem participar do movimento”, diz um desses servidores.

Outro policial conta que, mesmo assim, o clima na Polícia Rodoviária Federal é de preocupação. “Há receio de a coisa sair do controle. Temos de garantir o direito de ir e vir das pessoas e a segurança de quem protesta e de quem não quer participar dos atos”, ressalta. “O movimento nasceu com foco bolsonarista. Mas, para fugir do controle, é daqui para ali. É que pegou fogo muito rápido”, acrescenta.

Um dos motivos da preocupação, segundo essa fonte, é a falta de liderança do movimento. Característica comum à categoria dos caminhoneiros, representada por dezenas de entidades. “A categoria vai acabar porque não se representa. Esses que estão lá nos protestos estão sendo usados”, avalia China. Em 2018, também não havia uma liderança nacional capitaneando a greve. Desta vez, porém, nem aqueles que tomaram a frente naquele ano endossaram as paralisações. Pelo contrário, Wallace Landim, o Chorão, e Wanderlei Alves, o Dedeco, criticaram o movimento.

Eleito deputado federal após se apresentar como porta-voz dos grevistas há três anos, André Janones (Avante-MG) criticou o discurso de Bolsonaro, que se aproveitou da greve passada para ganhar votos e não cumpriu compromissos com caminhoneiros. “Em 2018 fizemos a greve para derrubar o governo devido ao preço do combustível, hoje, a greve é para defender! Quem foi que mudou de lado?”

O próprio presidente Jair Bolsonaro irritou parte dos manifestantes ao pedir que liberassem as estradas, com receio de uma piora ainda mais acentuada na economia. O áudio gravado pelo presidente foi recebido como “fake news” por seus apoiadores. Foi preciso o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas Gomes, vir a público para atestar a veracidade das declarações. Bolsonaro foi chamado de “frouxo” por manifestantes nos grupos de Whatsapp.

Para o deputado Nereu Crispim, que diz votar com o governo quase sempre mas divergir da pauta antidemocrática do presidente da República, afirma que a sociedade pode ficar tranquila porque não haverá adesão dos caminhoneiros a aventuras golpistas.

“Essas pessoas estão dentro dos grupos de Whatsapp, mas nem caminhoneiros são. Em quatro anos como deputado, Sérgio Reis nunca subiu na tribuna para defender caminhoneiro. Tomou a frente criminosa para usar caminhoneiro em movimento antidemocrático. A frente parlamentar, em conjunto com entidades do setor, diz que não apoia esse movimento, iniciado para afrontar o Supremo Tribunal Federal e o Congresso. Esse Zé Trovão nunca foi caminhoneiro. Nunca tínhamos ouvido falar dele como líder”, destaca o deputado gaúcho.

A Polícia Rodoviária Federal afirmou ter liberado 33 pontos de bloqueio criados por caminhoneiros bolsonaristas nas vias de diferentes estados nesta quinta-feira (9). Em nota, a corporação disse, ainda, que a ação teve início durante a madrugada.

“A PRF encontra-se em todos os locais identificados e permanece trabalhando pela garantia do livre fluxo nas rodovias federais, viabilizando o escoamento da produção assim como o direito de ir e vir dos motoristas e usuários”, diz a Polícia Rodoviária.

Para conter eventuais excessos e liberar estradas, a PRF dispõe de 11 mil policiais. Desses, 8 mil atuaram de maneira simultânea na greve de 2018, com apoio da Polícia Federal e das polícias militares. De acordo com a PRF, o movimento nas estradas não teve articulação de entidades setoriais ou de transporte rodoviário de cargas, mas ocorreu de forma heterogênea por alguns grupos. Às 11h desta quinta, a paralisação dos caminhoneiros atingia as rodovias de ao menos 14 estados brasileiros, conforme boletim da instituição. Os atos tiveram maior adesão no Sul e no Centro-Oeste do país, regiões nas quais Bolsonaro teve maior votação em 2018.

UOL

Homem é espancado em tentativa de assalto em Monteiro.

Um homem de 41 anos, foi vítima de uma tentativa de assalto na noite desta quinta-feira (09) em uma residência localizada por trás da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) no município de Monteiro no Cariri.

De acordo com informações, dois homens, encapuzados, invadiram uma residência, quando a vítima adentrava com sua moto. A vítima sofreu diversas agressões na cabeça, e em seguida conseguiu escapar dos bandidos saindo correndo para rua e foi socorrido por um vizinho para Hospital Regional de Monteiro. O homem não soube informar se os criminosos tinham levado alguma quantia em dinheiro.

A vitima passou por exames no Hospital de Monteiro, e em seguida foi transferido para Campina Grande, para realização de novos exames.

O caso foi registrado na 14° Delegacia Seccional Polícia Civil de Monteiro, onde será investigado.

OPIPOCO

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Deputados aprovam texto-base do novo Código Eleitoral

A Câmara dos Deputados aprovou, por 378 votos a 80, o texto-base do projeto de lei do novo Código Eleitoral (Projeto de Lei Complementar 112/21), que consolida toda a legislação eleitoral e temas de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um único texto.

Com cerca de 900 artigos, o projeto é resultado do grupo de trabalho de reforma da legislação eleitoral, composto por representantes de diversos partidos.

O texto foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI). Uma das inovações é a autorização da prática de candidaturas coletivas para os cargos de deputado e vereador (eleitos pelo sistema proporcional). Esse tipo de candidatura caracteriza-se pela tomada de decisão coletiva quanto ao posicionamento do eleito nas votações e encaminhamentos legislativos.

O texto trata ainda de vários temas, como inelegibilidade, prestação de contas, pesquisas eleitorais, gastos de campanha, normatizações do TSE, acesso a recursos dos fundos partidário e de campanha, entre outros. O Plenário analisa agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do relatório. (Cariri Ligado)

Sancionada lei que cria Dia Estadual da Cachaça Paraibana

O dia 10 de junho foi instituído como o Dia Estadual da Cachaça Paraibana de acordo com a publicação desta quinta-feira (09), no Diário Oficial do Estado (DOE). A lei foi sancionada pelo governador da Paraíba João Azevêdo (Cidadania).

A lei nº 12.042 é de autoria do deputado estadual Adriano Galdino (PSB). De acordo com a publicação que o ClickPB teve acesso, a data passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado da Paraíba.

A Paraíba foi o estado do Nordeste que mais produziu cachaça e aguardentes em 2019. O levantamento faz parte do estudo “A Cachaça no Brasil – dados de registro de cachaças e aguardentes” que foi divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (Cariri Ligado)

Em conversa com Moraes, Bolsonaro diz que fala contra ministro foi ‘no calor do momento’

Durante o encontro entre Michel Temer e o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (9), o ex-presidente sugeriu uma ligação para Alexandre de Moraes. Bolsonaro topou no ato.

Testemunhas da conversa disseram ao blog que o surpreendente diálogo do mandatário com o ministro do Supremo, contra quem disparou diversos ataques, foi rápido e cordial.

No contato telefônico, Bolsonaro afirmou que estava assinando um documento que citava Moraes e que havia dito coisas sobre ele “no calor do momento”.

Os detalhes desta conversa e os bastidores desta semana conturbada você acompanha no programa Papo de Política desta quinta-feira (9), às 23:30, na Globonews. (Cariri Ligado)

Bolsonaro diz que não teve “intenção de agredir” Poderes

Dois dias após fazer ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro divulgou nota nesta quinta-feira (9) em que afirma que nunca teve “intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

“A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, afirmou o chefe do Poder Executivo, que ainda faz aceno ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha” durante os comícios de terça-feira, 9. A nota foi redigida com auxílio do ex-presidente Michel Temer, que se reuniu com Bolsonaro no Palácio do Planalto.

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Na nota divulgada nesta quinta, Bolsonaro recua dos ataques contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, que foi ministro da Justiça de Temer e indicado pelo emedebista para o Supremo, e o elogia. “Quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”, afirmou.

“Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes”, afirma Bolsonaro. A nota foi divulgada pouco após Bolsonaro se reunir com o ex-presidente Michel Temer, responsável pela indicação de Alexandre à Corte.

Na terça-feira (7), em discursos em Brasília e em São Paulo, Bolsonaro adotou tom golpista ao ameaçar o Supremo, disse que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes, que chamou de “canalha”, voltou a atacar as urnas eletrônicas e afirmou que só deixará a Presidência morto. “Ou o chefe desse Poder (Judiciário) enquadra o seu (ministro) ou esse Poder vai sofrer aquilo que não queremos”, disse. Ele pregou que “presos políticos sejam postos em liberdade”, em referência às detenções de bolsonaristas determinadas por Moraes.

“Ou o chefe desse Poder (Judiciário) enquadra o seu (ministro) ou esse Poder vai sofrer aquilo que não queremos”, disse. Ele pregou que “presos políticos sejam postos em liberdade”, afirmou na terça em referência às detenções de bolsonaristas determinadas por Moraes.

Leia a íntegra da nota:

Nota Oficial – Presidente Jair Bolsonaro – 09/09/2021

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Publicado em 09/09/2021 16h25

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República federativa do Brasil

Quem é Zé Trovão, o caminhoneiro por trás da paralisação das rodovias

Os dias que antecederam os protestos de 7 de setembro e a atual manifestação dos caminhoneiros pelo país projetaram a figura do youtuber paulista Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, um dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro nesta quinta-feira (9).

Vídeos de Zé Trovão convocando bolsonaristas a irem às manifestações do Dia da Independência e depois a pararem as estradas do país começaram a circular desde o fim de agosto em grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Zé Trovão aparece quase sempre sozinho, com uma bandeira do Brasil e em cenários que não permitem identificar sua localização, afinal está foragido desde que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou sua prisão na última sexta-feira (3).

O inquérito que motivou a prisão investiga ameaças à democracia em atos violentos que estavam sendo organizados para 7 de setembro.

Também por determinação do STF, ele está proibido de se aproximar da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Zé Trovão se popularizou como um suposto líder dos caminhoneiros ao insuflar atos contra os ministros do STF. Segundo uma de suas postagens em redes sociais, os manifestantes só deixariam Brasília após todos os ministros do Supremo serem retirados.

Ele também defendia que os manifestantes entregassem vários pedidos de impeachment dos integrantes do tribunal.

O apoiador do presidente Jair Bolsonaro teria um site, o Portal Brasil Livre, que está fora do ar, mas ficou conhecido com postagens na página do Youtube Zé Trovão, a Voz das Estradas, desativado.

A página no Youtube prometia “notícias reais sobre estradas e política”.

No sábado (4), em outra de suas gravações, o youtuber paulista que morava em Joinville (SC) até fugir da Justiça afirmou que estaria na manifestação do dia 7 na Avenida Paulista, em São Paulo. No vídeo, ele desafiava Alexandre de Moraes a ir buscá-lo.

“Eu vou te fazer um convite, Alexandre de Moraes. Que tal você mesmo vir à Paulista no dia 7 de setembro e me prender? Estarei lá à sua disposição.”

Em outra postagem que começou a circular na noite de ontem, quarta-feira (8), o militante defendeu que a partir das 6h desta quinta-feira “todas as bases brasileiras fechem tudo” e não deixem passar nada além de “ambulâncias, oxigênio e remédios”.

Ele afirma ainda que “nós precisamos resolver o problema do Brasil agora, nesta semana” e convoca a população a ajudar a categoria a fechar as rodovias do país.

Na manhã desta quinta, provavelmente após saber que Bolsonaro e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, são contrários ao fechamento das rodovias, Zé Trovão reaparece em uma gravação cobrando uma ação do presidente da República.

No vídeo, Zé Trovão diz que Bolsonaro está convocando os caminhoneiros desde o início do ano e acrescenta que é hora de o chefe do Executivo fazer “o que deve ser feito”. O militante afirma que esteve nos atos de 1º e 15 de maio e em 1º de agosto.

“Presidente, pelo amor de Deus, estão atacando o nosso povo aí em Brasília, a polícia está usando da força. O senhor é a nossa última salvação, presidente, nós vamos trancar todo o Brasil porque estamos do lado do senhor, pelo amor de Deus, presidente, não deixa o povo ser oprimido. Faz o que deve ser feito porque o senhor tem o povo do seu lado.”

“Fala para os caminhoneiros aí que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a nossa economia e isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo e, em especial aí, os mais pobres. Então, dá um toque aí nos caras, se for possível, e vamos liberar, tá ok? Para a gente seguir com a normalidade”, disse Bolsonaro na mensagem.

Após a divulgação do apelo de Bolsonaro aos caminhoneiros, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, divulgou um vídeo, às 22h30, atestando a veracidade do áudio do presidente e reforçando o pedido para liberarem as vias.

Fonte: R7

Avião com quase 300 kg de cocaína que saiu da Bolívia cai em MT e piloto é preso

Um avião que saiu da Bolívia transportando quase 300 kg de drogas caiu em Brasnorte, na região norte de Mato Grosso, na noite dessa terça-feira (7). O piloto tentou fugir, mas foi localizado e preso ainda durante a noite.

De acordo com a Polícia Federal, foram encontrados 296 kg de cocaína e 1 kg de maconha dentro da aeronave. Além das drogas, o avião foi apreendido.

Segundo a polícia, o veículo não tinha plano de voo e entrou no espaço aéreo do Brasil pela fronteira com a Bolívia, mas foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Em seguida, o piloto tentou fazer um pouso forçado em um campo aberto do município, mas acabou perdendo o controle e caiu.

A PF disse que o suspeito tentou fugir, mas foi encontrado tempo depois e preso. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

Todo o material apreendido foi encaminhado para a base da PF em Cuiabá.

A polícia informou que as buscas continuar para tentar localizar outros integrantes de uma suposta organização criminosa envolvida no tráfico de drogas entre Brasil/Bolívia.

G1 MT

Foi em Monteiro - Paraíba - 07/09/2021

Caminhoneiros protestam em rodovias de ao menos 14 estados

Caminhoneiros realizaram paralisações em trechos de rodovias em ao menos 14 estados nesta quarta-feira (8), um dia após os atos de raiz golpista convocados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sem apoio formal de entidades da categoria, os motoristas são alinhados politicamente ao governo ou ligados ao agronegócio.

No fim da tarde, por volta das 17h30, haviam sido registrados pontos de concentração na Bahia, no Espírito Santo, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, de acordo com o Ministério da Infraestrutura.

Também houve bloqueios no Rio de Janeiro e em Roraima, onde um grupo de caminhoneiros autônomos interrompeu o tráfego na BR-174, estrada que é a única ligação do estado com o resto do país. Caminhoneiros interditaram as duas vias por volta de 16h, na altura do quilômetro 482.

A Polícia Rodoviária Federal de Roraima informou à reportagem que está no local para monitorar a manifestação. Segundo o jornal Folha de Boa Vista, os caminhoneiros afirmam que o bloqueio é em apoio ao presidente Bolsonaro e contra o aumento nos preços dos combustíveis, e que irão manter a estrada fechada enquanto “o povo” quiser.

O ministério, em boletim divulgado às 20h30, ampliou para 14 o número de estados com bloqueios, mas não citou em quais deles houve paradas.

“Nas últimas horas, dois pontos com bloqueio total foram registrados no Rio Grande do Sul e estão sendo desmobilizados pela PRF [Polícia Rodoviária Federal]”, informou a pasta.

Em Santa Catarina, a PRF comunicou no fim da tarde desta quarta bloqueio em 22 pontos, atingindo praticamente todas as regiões do estado. A situação já começou a afetar a distribuição de combustíveis.

Até as 17h, cerca de 30 postos da região norte de Santa Catarina, onde fica Joinville, a cidade mais populosa do estado, relataram falta de gasolina e diesel nas bombas, segundo levantamento do Sindipetro-SC (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina).

A região é abastecida por distribuidoras em Guaramirim e Itajaí, cidades com pontos de paralisação de caminhoneiros, e os postos estavam sem receber combustíveis desde a manhã desta quarta.

Pontos da BR-163, principal rodovia para escoamento de grãos do Centro-Oeste, também concentravam caminhoneiros no fim do dia, o que deixou em alerta empresas ligadas à exportação.

A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) disse à Reuters que os protestos não afetaram o escoamento. A administração portuária de Paranaguá (PR) afirmou que não havia sinais de caminhoneiros atrapalhando o fluxo de cargas para o porto durante a tarde. O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) disse que acompanha os “bloqueios pontuais”.

Paranaguá foi uma das cidades do Paraná com registro de bloqueios, que também ocorreram em Maringá e em Paranavaí, nas regiões norte e nordeste do estado.

No Rio de Janeiro houve atos em Campos dos Goytacazes, no km 75 da BR-101, e em Seropédica, onde os manifestantes pediam para a polícia para manter o protesto até esta quinta-feira (9).

Segundo a polícia, eles ocupavam uma faixa de 1,5 km de uma via lateral à BR-465.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, os protestos “não se limitam às demandas ligadas à categoria”. As principais pautas dos caminhoneiros hoje são preço do combustível e piso mínimo do frete. “Não há coordenação de qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas”, afirmou a pasta. Entidades de caminhoneiros corroboram essa posição.

“Não tem pauta caminhoneira na mobilização, é movimento ideológico”, diz Joelmis Correia, do Movimento GBN (Galera da Boleia da Normatização Pró-Caminhoneiro). Segundo ele, há “neutralidade da categoria”, para que cada motorista decida se quer protestar em apoio ao governo ou não.

“Não há muito o que comemorar.”

Na véspera dos atos bolsonaristas, o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, que está foragido, publicou um vídeo nas redes sociais convocando manifestantes ao protesto em Brasília. Segundo motoristas ouvidos pela reportagem, ele tem alto poder de mobilização na categoria.

Trovão defendeu o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e desafiou o ministro Alexandre de Moraes a prendê-lo.

Moraes decretou a prisão do caminhoneiro na sexta-feira (3). Ele é acusado de promover a incitação de atos violentos contra o Congresso Nacional e o STF.

Além do apoio ao governo, ruralistas tem três ações diretas de inconstitucionalidade no STF que ainda não foram julgadas pela corte. Elas questionam a política nacional de piso mínimo, implementada por meio de lei durante o governo Michel Temer (MDB), após a greve de 2018.

Desde antes de 7 de Setembro, a categoria já demonstrava divisão nos grupos de WhatsApp. As lideranças de movimentos organizados afirmaram que não iriam convocar caminhoneiros, como a Abrava e o CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas).

Mesmo assim, muitos motoristas ligados a transportadoras ou apenas apoiadores de Bolsonaro decidiram aderir. Caminhoneiros ligados ao agronegócio permaneciam em Brasília até a noite desta quarta.

No dia 3 de setembro, o CNTRC enviou ofício ao STF declarando “repúdio aos atos antidemocráticos, sobre as manifestações de ódio oriundas das publicações nas plataformas digitais que se agravaram com a organização para o dia 7”.

Em nota, a PRF afirmou que a tendência de fim da mobilização é à 0h de quinta (9).

“Ao todo, já foram debeladas 117 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias durante as últimas horas”, disse a PRF em nota que foi reproduzida pelo Ministério de Infraestrutura. (Cariri em Ação)

Caminhoneiros programam paralisações na Paraíba: “tudo aumenta menos o preço do frete”

“Ninguém tá levantando bandeira de político nenhum. Nós queremos que haja respeito com os trabalhadores. Toda semana, tudo aumenta. O óleo aumenta, gás, até para colocar o caminhão no posto agora tem diária para o caminhoneiro pagar, e o frete só diminui, deixando a gente sem lucro nenhum. Qual trabalhador consegue viver assim?”, criticou uma das lideranças de caminhoneiros na Paraíba, Albério Lima, em entrevista ao ClickPB, nesta quarta-feira (8).

Segundo ele, as paralisações que acontecem em todo o país protestam contra a carestia dos combustíveis. Segundo informações de delegacias regionais da PRF, os bloqueios acontecem na Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Paraná e Santa Catarina. 

“Queremos que haja um basta no aumento insano nos preços dos combustíveis e também que cumpram a lei do piso do frete, pois, em muitos casos, ainda não estão cumprindo”, disse. 

A previsão é que ainda nesta quarta-feira (8) sejam encaminhados os ofícios com a informação de bloqueio das estradas para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Caso se concretize, o indicativo de paralisação é o segundo registrado esse ano na Paraíba. 

“Exercemos o nosso direito de paralisar e protestar contra o que está acontecendo no país. Não podemos continuar permitindo essa falta de freio nos preços. Isso destrói com a nossa profissão. Transportamos o país nas costas. Temos que estar unidos”, relatou. 

ClickPB