Um homem natural de Sertânia, no Sertão de Pernambuco, morto durante uma operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em São Paulo, possuía um extenso histórico criminal e utilizava uma identidade diferente da registrada anteriormente pelas autoridades.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Elenilson Francisco da Silva, conhecido como “Galego”, acumulava uma ficha de antecedentes criminais com 12 páginas. Entre os registros estavam ocorrências relacionadas a homicídios, roubos, porte ilegal de arma de fogo, sequestro e participação em motim dentro de presídio.
Galego está entre as sete pessoas mortas, até o momento, durante as ações da Rota em busca dos suspeitos envolvidos no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na nuca no último dia 27. O policial permanece internado em estado grave, porém estável.
De acordo com fontes ligadas à investigação, Galego não teria participado diretamente do ataque contra o tenente. A suspeita é de que ele tenha apenas oferecido abrigo a Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, apontado como o principal suspeito de efetuar os disparos, e à companheira dele, Cláudia Ferreira Ramos, durante a fuga. Golias continua foragido.
As investigações também apontam que Galego passou anos utilizando uma nova identidade. Inicialmente, ele era identificado como Elenilson Francisco da Silva, nascido em 1º de abril de 1979, em Sertânia (PE), com registros policiais vinculados a um RG classificado como criminal.
Posteriormente, passou a utilizar o nome Elenilson Misael da Silva. Embora tenha mantido a mesma data e cidade de nascimento, a nova documentação apresentava alterações na filiação, além de novos números de RG e CPF. Na nova identidade, o nome do pai deixou de constar, enquanto o sobrenome “Misael” foi acrescentado ao nome da mãe.
Ainda conforme a apuração, a certidão de nascimento utilizada para a emissão da nova documentação foi expedida por um cartório de Sertânia, em fevereiro de 2018. Com ela, Galego conseguiu obter carteira de trabalho, CPF e, mais recentemente, um título de eleitor emitido em maio de 2025.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades paulistas, que apuram tanto o atentado contra o tenente da Rota quanto a possível utilização de documentos com informações divergentes pelo suspeito.
OPIPOCO com Metrópoles

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