quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Brasil tem cerca de 20% da população totalmente imunizada contra a Covid-19

O Brasil atingiu nesta terça-feira (3) o total de 42.766.250 de pessoas imunizadas contra a Covid-19, ou seja, brasileiros que já receberam as duas doses da vacina ou que foram imunizados com uma dose de vacina da Janssen, de aplicação única.

Com a atualização dos números, o país atinge a marca de 20% da população imunizada. As informações são da Agência CNN com base nas secretarias estaduais que divulgaram o balanço preliminar da vacinação.

Até as 20h desta terça-feira (3), pelo menos 145.389.815 doses das vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas no Brasil. Nas últimas 24 horas, foram 2.235.031 aplicações, somando 1ª, 2ª dose e a dose única da Janssen. 

O dia em que se aplicou mais doses no país, até o momento, foi em 7 de julho, quando 3.229.217 de doses foram aplicadas.

O Brasil está em 4.º Lugar entre os países que aplicaram mais doses absolutas, e em 68.º Lugar em doses aplicadas para cada 100 habitantes.

CNN

Colisão entre motos deixa casal morto em rodovia da Paraíba

Um acidente envolvendo duas motos na noite desta terça-feira (03), deixou um casal morto e um homem ferido, no Km 136, da BR-104, em Queimadas, na Paraíba. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi uma colisão transversal entre uma motocicleta que tentava atravessar a rodovia para adentrar no bairro em que moravam e a outra que transitava na rodovia.

Após a colisão, que atingiu o tanque de combustível de uma das motocicletas, houve um incêndio.

Em uma das motos estava um casal e na outro um homem. O homem que estava com a esposa morreu ainda no local e a mulher chegou a ser socorrida para o Hospital de Trauma de Campina Grande, porém não resistiu. 

O homem de 30 anos que estava sozinho na moto, está internado em na UTI do Hospital de Trauma e seu estado de saúde é grave.

ClickPB

Jamal fugiu da guerra, dividiu cama com 7 pessoas e viveu a ‘liberdade’ nas Olimpíadas

Entre os 20 competidores da segunda qualificatória para os 5.000 m das Olimpíadas, o sudanês Jamal Abdelmaji Eisa Mohammed era o mais baixo, com 1,70 m. Precisava dar mais passadas para acompanhar o pelotão de elite, o que não conseguiu em grande parte da prova.

Manteve o seu ritmo, sem se desesperar nem sair do seu plano de corrida. Terminou em 13º. O tempo de 13m42s98 foi o melhor da sua carreira.

Se em maio de 2010, quando dormia em um banco de parque em Tel Aviv, Israel, alguém lhe dissesse que 11 anos depois participaria das Olimpíadas… “Eu falaria que essa pessoa havia perdido o juízo. Minha preocupação era ter o que comer, não correr”, constata o atleta de 27 anos, à Folha.

Depois que o pai foi morto em 2003, quando Jamal tinha 10 anos, em um ataque em Barde, um vilarejo do Sudão, o garoto decidiu fugir do seu país natal. Imagina que talvez por ser criança demais não tenha tido êxito. Não se lembra quantas vezes tentou. “Foram muitas”, diz.

Em 2010 conseguiu chegar a Israel e ganhou no centro de detenção para imigrantes um bilhete de ônibus (apenas de ida) para Tel Aviv.

“Eu não conhecia ninguém lá. Fiquei perdido. Não sabia o que fazer. Comecei a procurar por outros sudaneses.”

Um deles o ajudou e lhe ofereceu vaga em um apartamento onde moravam outros seis compatriotas. Os outros chamavam de casa. Jamal ri com a lembrança. Era um quarto com apenas uma cama.

“Naquele tempo eu nem conseguia pensar em atletismo. Nos finais de semana jogava futebol. Tinha a preocupação em procurar emprego. Foi uma caminhada até chegar nesta noite aqui”, diz o sudanês apontando para o corredor que leva à pista do Estádio Olímpico de Tóquio, onde havia acabado de correr os melhores 5 km de sua vida na manhã desta terça-feira (3).

Não por acaso, após cruzar a linha de chegada, ele estava exultante. Cumprimentou todos os demais competidores, tenham ficado à sua frente ou atrás na classificação.

Isso foi depois. Antes da prova, ele não quis nem olhar para os outros atletas. Não desejava se sentir intimidado com o tamanho deles, com as pernas mais longas ou com as camisas com nomes de países, alguns da Europa para os quais tentou imigrar e não conseguiu. Jamal corre com o uniforme do time de refugiados.

“Estar entre os melhores do mundo é um sonho. Foi o melhor sentimento que tive na vida. Fiquei mais feliz do que quando consegui arrumar emprego em Tel Aviv”, confessa.

O trabalho em Israel foi como pintor de paredes. O sudanês ficou no emprego por sete anos. Quando saiu, foi para se dedicar ao atletismo de vez. Um amigo havia sugerido que ele tentasse o esporte porque, no futebol, era quem mais corria em campo. Sua estrutura física lembra a de N’Golo Kanté, o volante francês de pais malianos, campeão da Copa do Mundo de 2018 e conhecido por ser incansável.

Jamal gostou da ideia de competir em corridas de longa distância. Mas a prioridade era pintar. Isso lhe possibilitava manter-se em Israel e mandar dinheiro para a família no Sudão.

Levou tempo, mas o quarto para sete pessoas ficou no passado.

“Aos poucos, eu e as outras pessoas conseguimos algum dinheiro e alugamos um espaço maior. Hoje não tenho minha própria casa, mas vivo bem melhor. Foi o resultado de muito trabalho”, diz.

Ele mora no apartamento de um voluntário do Alleys Runners Club, onde trabalha como massagista. Não paga nada, apenas cuida do lugar onde tem o seu próprio quarto e não se reveza com mais ninguém para se deitar em uma cama.

Para quem ainda tem as imagens da guerra civil do Sudão, a morte do pai e as várias tentativas de fuga na memória, Jamal usa a palavra “liberdade” para definir como se sentiu na prova dos 5000 m em Tóquio.

“Não acabou. Tenho de trabalhar mais duro agora. Tudo o que aconteceu aqui é um incentivo para mostrar que eu posso mais”, completa. Desde 2017, ele é bolsista olímpico em um programa do COI (Comitê Olímpico Internacional) que lhe dá condições de treinar em alto nível no atletismo.

No horizonte estão provas de cross country, feitas em espaços abertos, em terra ou grama. É uma maneira de continuar competindo e, quem sabe, tentar de novo nos Jogos de Paris-2024.

“Isso aqui [as Olimpíadas] é mais do que sonhei. Nunca vou esquecer que vivi isso”, conclui Jamal Abdelmaji Eisa Mohammed.

FolhaPress

Trabalhadores nascidos em março podem sacar auxílio emergencial nesta quarta-feira

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em março podem sacar, a partir de hoje (4), a quarta parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 20 de julho.

Os recursos também podem ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O saque originalmente estava previsto para ocorrer em 19 de agosto, mas foi antecipado em duas semanas por decisão da Caixa. Segundo o banco, a adaptação dos sistemas tecnológicos e dos beneficiários ao sistema de pagamento do auxílio emergencial permitiu o adiantamento do calendário.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício.

Agência Brasil

Velório e sepultamento do filho de Walkyria Santos acontecem nesta quarta-feira em Natal

O velório e sepultamento de Lucas Santos, filho da cantora Walkyria Santos, acontece nesta quarta-feira (04), em Natal no Rio Grande do Norte. De acordo com informações que o ClickPB teve acesso, o corpo está sendo velado no Centro de Velório São José, desde 19 horas desta terça-feira (03), em Natal. 

O sepultamento acontecerá no cemitério Vila Flor, em Macaíba, Região Metropolitana de Natal, às 10 horas de quarta-feira (4). 

Lucas foi encontrado morto nesta terça-feira (03), dentro do seu quarto. O jovem teria cometido suicídio. 

A cantora paraibana Walkyria Santos publicou um vídeo em que fala da perda irreparável que sofreu com a morte de seu filho Lucas, de 16 anos. 

ClickPB

Paraíba recebe esta semana mais de 170 mil doses de vacinas contra Covid-19; 24.800 doses da Coronavac chegam hoje

O estado da Paraíba recebe até a próxima sexta-feira (06) pouco mais de 170 mil doses de vacinas contra Covid-19. Somente nesta quarta-feira (04), 24.800 doses da Coronavac/Sinovac (Instituto Butantan) desembarcam no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa, por volta das 12h15.

Já no dia de amanhã, o segundo informou ao ClickPB, o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, chegam 46.800 doses da Pfizer/Biontech e na sexta-feira quase 100 mil doses da Astrazeneca. “São vacinas para D1 e D2 [primeira e segunda doses]”, frisou, destacando que ainda não foi informando o quantitativo para primeiras e segundas doses. As vacinas que chegam hoje serão distribuídas aos municípios amanhã e as que chegam na quinta-feira serão entregues na sexta-feira, por volta das 7h. 

O Estado já aplicou 2.590.790 doses, sendo 1.863.977 referentes a primeira dose e 726.813 da segunda dose, o que corresponde a 18% da população vacinável. Desde o início da pandemia até ontem, a Paraíba totalizava 422.712 casos confirmados e 9.011 mortes por conta da Covid-19. Até o momento, 1.130.777 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. Ao todo, 296.180 pessoas se recuperaram da doença.

ClickPB

Mulheres brasileiras batem recorde de medalhas e de ouros nas Olimpíadas de 2020

A cinco dias do fim das Olimpíadas de 2020, as mulheres brasileiras já quebraram o recorde de medalhas conquistadas em uma edição dos Jogos. As atletas do país somam oito pódios em Tóquio – quase metade das conquistas do Brasil na edição atual.

O recorde foi alcançado com a medalha de ouro de Ana Marcela Cunha obtida na maratona aquática na noite desta terça-feira (no horário de Brasília). Até então, a melhor marca das atletas do país era de sete medalhas em Pequim-2008.

O salto não é apenas em quantidade, mas também em qualidade. Já são três medalhas de ouro. Além da nadadora Ana Marcela, a ginasta Rebeca Andrade ficou no lugar mais alto do pódio no salto e as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze foram bicampeãs olímpicas na classe 49erFX.

As brasileiras também somam duas medalhas de prata, novamente com Rebeca no Individual geral da ginástica artística e com Rayssa Leal, a mais jovem medalhista brasileira da história – com apenas 13 anos –, no skate street.

A lista de Tóquio tem as medalhas de bronze da judoca Mayra Aguiar, da categoria até 78kg, que ficou em terceiro lugar pela terceira edição seguida dos Jogos, e das tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani nas duplas.

Quem completa a relação de mulheres medalhistas em Tóquio é Beatriz Ferreira, na categoria peso leve (até 60kg) do boxe. Bia se classificou para as semifinais e já garantiu o bronze. Ela irá lutar para ir à final e disputar o ouro.

As oito medalhas do momento representam quase metade das conquistas da delegação brasileira nas Olimpíadas de Tóquio – o país já assegurou 18 medalhas nos Jogos.

A quantidade de medalhas femininas ainda pode aumentar, com competições como a do vôlei, por exemplo. O desempenho das mulheres também pode ajudar o Brasil a superar seu recorde em uma edição das Olimpíadas — faltam duas para superar as 19 medalhas conquistadas no Rio em 2016.

Brasileiras acumulam pódios desde 1996

Na história das Olimpíadas, as mulheres do país já conquistaram 36 medalhas: dez de ouro, nove de prata e 16 de bronze, além de uma a se definir – a de Bia, no boxe em Tóquio.

As primeiras medalhas de brasileiras vieram em Atlanta-1996. Foram quatro na ocasião, sendo uma de ouro, com Jaqueline e Sandra no vôlei de praia; duas de prata; com Adriana e Mônica no vôlei de praia e o basquete; e uma de bronze, no vôlei.

Em Sydney-2000, foram quatro no total, sendo uma de prata e três de bronze. Em Atenas-2004, foram apenas duas, ambas de prata.

48141_DE07A153EA95E1CD Mulheres brasileiras batem recorde de medalhas e de ouros nas Olimpíadas de 2020
As bicampeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze
Foto: Phil Walter – 27.jul.2021/Getty Images

No recorde anterior, em Pequim-2008, Maurren Maggi, no salto em distância, obteve o primeiro ouro em modalidades individuais. A seleção feminina de vôlei também subiu no lugar mais alto do pódio na ocasião. Além disso, as mulheres levaram uma prata e quatro bronzes.

Em Londres-2012, as mulheres ficaram com dois ouros – Sarah Menezes no judô e novamente a seleção de vôlei — e quatro bronzes, totalizando seis pódios.

No Rio-2016, foram cinco medalhas, sendo duas de ouro – a primeira da dupla Martine e Kahena e a de Rafaela Silva no judô –, uma de prata e duas de bronze. (OPIPOCO)

Álvaro Filho e Alisson são eliminados no vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio

Alison, atual campeão olímpico, e Álvaro Filho foram eliminados nesta quarta-feira do torneio do vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio. Os brasileiros perderam para os letões Martin Plavins e Edgar Tocs por 2 a 0, parciais de 21/16 e 21/19.

Os adversários na semifinal são os noruegueses Anders Mors e Christian Sorum, campeões do Circuito Mundial de 2018 e 2019 e um dos principais favoritos ao pódio.

Alison e Álvaro eram os últimos brasileiros ainda na chave do vôlei de praia. Antes, Bruno e Evandro tinham caído nas oitavas de final, assim como Ágatha e Duda, e Ana Patrícia e Rebecca pararam nas quartas.

Alison tentava a terceira medalha olímpica na carreira, foi prata em Londres 2012 com Emanuel, e ouro na Rio 2016 com Bruno Schmidt. Já Álvaro Filho está em sua primeira edição de Olimpíadas.

No primeiro set, depois de um início muito equilibrado, o Brasil chegou a abrir 11 a 9 em um bloqueio de Alison. Mas três ataques para fora do mesmo Alison fez com que os letões passassem, 14 a 12. A tática dos letões seguia sacar em Alison, e o time da Letônia fechou em 21/16.

A dupla da Letônia começou melhor o segundo set. Abriu dois pontos logo no início e mantiveram a distância no decorrer da parcial. Um contra-ataque de Alison trouxe de novo a vantagem para dois pontos, 16 a 14, mas não tinha jeito. No fim, 21/19.

Na história das Olimpíadas, o Brasil conquistou 13 medalhas, sendo o país que mais vezes foi ao pódio na modalidade. Em todas as edições, foram pelo menos duas conquistas

Globo Esporte

Paraibana Juliette Freire entra no Guinness por post mais rápido a bater um milhão de curtidas

A paraibana Juliette Freire entrou nesta terça-feira (03), oficialmente para o Guinness World Records – o livro dos recordes, após um post no Instagram bater 1 milhão de curtidas em menos tempo. A publicação que garantiu o recorde foi a comemoração pela vitória no BBB 21, no 4 de maio do ano corrente.

O conteúdo levou apenas três minutos para chegar em um milhão de curtidas. Hoje, a foto de Juliette já superou os 8 milhões de curtidas.

O recorde anterior era da cantora Billie Eilish, que tinha alcançado a marca em 5 minutos. (OPIPOCO)

Mais de 100 cidades da Paraíba NÃO registraram mortes por Covid-19 durante o mês de julho

Nenhum óbito por Covid-19 foi registrado no mês de julho em 107 municípios paraibanos. Os dados são da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (GEVS) e apontam que a diminuição no número de óbitos vem ocorrendo desde maio. Este é um dos indícios do sucesso da vacinação na Paraíba, que já contemplou mais de 46% da população com pelo menos uma dose. O relatório aponta ainda que, de junho para julho, o número de mortes em decorrência da pandemia no estado caiu de 796 para 386, uma redução de 51,5%.

Algumas cidades tiveram grande contribuição nesta mudança de cenário entre os meses de junho e julho. Monteiro, no cariri paraibano, registrou uma queda de 82,35% dos óbitos entre os últimos dois meses, saindo de 17 para 03; Sousa e Guarabira caíram 81,82% cada uma, de 22 para 04; e Patos reduziu 72,09%, de 43 para 12 óbitos. João Pessoa também teve forte participação nesse quadro: a capital paraibana, que havia registrado 188 vidas perdidas por Covid-19 em junho, contabilizou 63 em julho (-66,4%). Campina Grande saiu de 123 para 42 óbitos no mesmo período (-65,8%).

Fazendo um recorte dos três meses que antecederam julho, também observa-se um cenário bastante favorável no que concerne à redução dos óbitos por Covid-19 no estado. O município de Esperança, que contabilizava uma média mensal de 15 mortes entre abril e junho, registrou um único óbito no último mês (diminuição de 93,33%). A mesma perspectiva é observada em João Pessoa, que partiu de uma média de 259 óbitos nos três meses anteriores para 42 em julho (diminuição de 83,78%). Santa Rita saiu da média de 26 óbitos para 10 (diminuição de 61,54%).

Até esta terça-feira (3) a Paraíba já aplicou 2.590.790 doses de imunizantes contra covid-19, contemplando mais de 1.923.261 pessoas.

G1PB

Lira nega Bolsa Família de R$ 400 e furo do teto de gastos

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negou nesta terça-feira (3) qualquer conversa para estabelecer um valor de R$ 400 para o Bolsa Família, para incluir o programa social dentro de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ou para furar o teto de gastos.

Lira falou a jornalistas antes de abrir formalmente a primeira sessão da Câmara após o recesso parlamentar. Ele falou sobre a reunião realizada na segunda-feira (2) na residência oficial do Senado com o presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e os ministros Paulo Guedes (Economia), Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e João Roma (Cidadania).

Lira negou que a PEC que o governo pretende apresentar e que vai adiar o pagamento de dívidas reconhecidas pela Justiça — chamadas de precatórios — tenha como objetivo abrir espaço para criar um Bolsa Família de R$ 400.

“Isso em nenhum momento foi falado na reunião. E eu queria aqui reafirmar que não há a possibilidade de se estourar teto de gastos no Brasil a depender da vontade do Legislativo”, afirmou.

Segundo ele, o novo Bolsa Família virá por uma medida provisória própria, dentro do Orçamento e do teto de gastos, com valor médio e planejado em torno de R$ 300. “Isso é o que vem sendo comentado.”

“De uma vez por todas, que nós tenhamos calma nesses momentos em que muitas vezes a polarização e as discussões entre Poderes afloram de maneira mais efusiva, e aqui no Legislativo nós teremos tranquilidade, como sempre tivemos, para manter as coisas como sempre foram”, afirmou. “Não houve essa conversa de R$ 400, não há essa conversa de Bolsa Família dentro de PEC, não há essa conversa de furar teto de gastos.”

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo pode sugerir até dobrar o valor médio pago a beneficiários do Bolsa Família.

“No momento, vivemos ainda auxílio emergencial mais baixo, mas estamos aqui ultimando esforços e estudos no sentido de dar aumento de, no mínimo, 50% para o Bolsa Família, podendo chegar até 100% em média”, afirmou o presidente em entrevista à TV Asa Branca, de Pernambuco.

Hoje o valor médio distribuído a 14 milhões de beneficiários é R$ 192. O presidente não citou a qual cifra pretende chegar.

Lira negou ainda qualquer possibilidade de calote nos precatórios. “É impossível se pagar R$ 90 bilhões sem que haja nenhum tipo de atingimento ao teto”, afirmou.

“Nós não queremos romper o teto e o Brasil não pode dar calote. Então, a ideia da PEC de ajustar esses pagamentos, preservando os pagamentos alimentícios e até um determinado valor, e fazer um parcelamento do restante do débito é o mesmo critério que foi aprovado e está na Constituição para estados e municípios”, afirmou.

O deputado defendeu que se considere a média de precatórios paga nos últimos cinco anos. “E a gente saiu de R$ 13 milhões há cinco anos para R$ 90 bilhões no ano que vem, então isso não é média, isso praticamente engessa e faz um estrago no Orçamento e nas contas públicas do governo.”

O discurso se alinha ao de Guedes, que defendeu que o governo não tem capacidade para o pagamento de todos os precatórios programados para 2022 e por isso está propondo o parcelamento dos valores. “Devo, não nego; pagarei assim que puder”, afirmou.

Segundo ele, a medida em discussão com o Congresso não vai levar à falta de pagamento dos precatórios -dívidas do Estado reconhecidas pela Justiça. “Não haverá calote”, afirmou, em evento virtual promovido pelo site Poder 360.

FolhaPress

Ana Marcela Cunha é campeã olímpica na maratona aquática em Tóquio

A espera acabou. Depois de quatro ciclos olímpicos, Ana Marcela Cunha, de 29 anos, colocou em sua gigantesca galeria de conquistas uma medalha no maio evento esportivo do planeta. A baiana levou um ouro histórico na manhã desta quarta-feira em Tóquio (noite de terça no Brasil) nos 10km no Odaiba Marine Park com o tempo de 1h59min30s08.

– Finalmente! Por mais nova que eu fui em 2008, esse é meu quarto ciclo olímpico. Vindo de uma frustração muito grande com uma não classificação, uma frustração no Rio. Acreditem nos seus sonhos.
– Quero agradecer ao meu clube, meus pais, minha namorada… Sonhava muito com uma medalha olímpica, mas representa muito ser campeã. Todos os brasileiros medalhistas me incentivaram muito, principalmente o Scheffer e o Bruno. É uma raia, uma chance, como eles dizem – disse a campeã olímpica assim que saiu da água.
Ana Marcela liderou a prova praticamente de ponta a ponta. Manteve-se no pelotão da frente, marcou as concorrentes e disparou para vencer com um corpo de vantagem. Dentro da água, a brasileira já sentia que dessa vez ninguém tiraria dela o lugar mais alto do pódio.
– Falei com o Fernando [Possenti, treinador] que para ganhar de mim iam ter que nadar muito. Eu sabia o quanto eu estava preparada, melhor do que Kazan [em 2015], que foi um Mundial em que deitei e rolei.
– Fiz a minha prova e aprendi a ser feliz. Fui feliz fazendo o que eu amo e foi tudo bem.
A holandesa Sharon van Rouwendaal, ouro na Rio 2016, levou a medalha de prata. O bronze terminou nas mãos da australiana Kareena Lee.
Foi a segunda medalha do país em provas de maratona aquática nas Olimpíadas desde que o evento foi incluído em Pequim 2008. Em 2016, Poliana Okimoto havia levado o bronze no Rio de Janeiro.
Ana Marcela já havia participado de duas Olimpíadas em sua carreira. Nos Jogos de Pequim 2008, então com apenas 16 anos, ela terminou na quinta posição. De maneira surpreendente, acabou não se classificando para Londres 2012, o que sempre considerou a grande frustração de sua carreira.
Chegou às Olimpíadas do Rio 2016 como favorita, mas ao perder uma reposição líquida viu sua estratégia comprometida e terminou apenas na décima posição – Poliana Okimoto levou o bronze na Praia de Copacabana.
Ao todo, Ana Marcela soma 11 medalhas em Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos, das quais cinco de ouro. Além disso, foi eleita a melhor maratonista aquática do mundo em seis temporadas.
A organização dos Jogos de Tóquio programou a largada no Odaiba Park Marine para as 6h30 (local, 18h30 da terça-feira do Brasil) para tentar evitar o calor. A temperatura da água durante a travessia ficou na faixa dos 29ºC. O trajeto compreendeu sete voltas de praticamente 1,4km cada uma.
A prova
Com 1km de prova, Ana Marcela ocupava a quinta posição no geral, apenas 1s4 atrás da líder, a alemã Leonie Beck. No pelotão de caça a ela figuravam, além da brasileira, a francesa Lara Grangeon, a canadense Kate Sanderson e a russa Anastasiia Kirpchinikova.
Com 1,4km, que marcou o fim da primeira volta, a baiana já aparecia na ponta (parcial de 18min15s6), com a norte-americana Ashley Twichell em sua cola. As conseguiam, contudo, desgarrar um pouco do pelotão, com cinco segundos em relação às perseguidoras. A esta altura houve uma reposição líquida para as atletas, momento em que elas recebem bebidas – geralmente dos treinadores – para aguentarem os 10km. Naquele trecho, a americana Twichell retomou a ponta, com a alemã Beck em segundo e Ana Marcela em terceiro.
Quando a segunda volta chegou ao fim (2,9km), brasileira e americana estavam separadas por uma diferença desprezível, de um centésimo (35min14s2 x 35min14s3), enquanto Beck ficara para trás em pouco mais de três segundos.
Mas, como a prova dos 10km tem muita alternância, é normal que nadadores oscilem nas posições durante o percurso. Na faixa dos 4km, a baiana caiu para a quinta posição, atrás pela ordem de Twichell, a também norte-americana Haley Anderson, a francesa Grangeon e a alemã Beck.
Ana Marcela dispensou a alimentação no final da terceira volta e assumiu a dianteira, com 52min22s. Na parcial de 5,2km, pouco mais da metade de prova, ela tinha a marca de 1h02min30s5, três segundos à frente de Twichell e Beck.
A brasileira perdeu a liderança pouco depois, quando aí sim fez a reposição líquida, mas continuou grudada em Twichell e quase três segundos à frente da alemã. Quando veio a atualização dos 6,6km, a cronometragem mostrou a norte-americana à frente, com Ana Marcela 2,3s atrás.
Com 1h30min de disputa, a alemã Leonie Beck fez um ataque e tomou a ponta, deixando Twitchell para trás. Campeã olímpica no Rio, a holandesa Sharon van Rouwendaal também aumentou o ritmo e apareceu em terceiro, jogando Ana Marcela para o quarto lugar momentaneamente. A partir desse momento começou a despontar a chinesa Xin Xin, campeã da distância no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju, na Coreia do Sul, em 2019.
Logo depois da marca de 8,6km, Ana Marcela tomou a ponta de volta e começou a acelerar o ritmo. Ela manteve a vantagem na marca dos 9,35km, e se posicionou bem a 635m do fim da disputa.
Ninguém mais a parou. Em 1h59min30s08, ela escreveu o capítulo mais bonito de sua trajetória.

Globo Esportes

MPPB ajuíza ações para garantir retorno das aulas presenciais na rede pública de dois municípios da Paraíba

O Ministério Público da Paraíba ajuizou duas ações civis públicas com pedido de tutela de urgência para que os Municípios de São Bento e Paulista sejam obrigados a promover retorno das aulas presenciais nas instituições de ensino da rede pública municipal no prazo máximo de sete dias, diante da necessidade de fazer cessar a situação permanente de violação de direitos das crianças e adolescentes matriculadas nas escolas públicas municipais, obedecendo todos os protocolos de segurança. As ações foram ajuizadas pelo promotor de Justiça de São Bento, Carlos Davi Lopes Correia Lima.

A ação nº 0801418-87.2021.8.15.0881, relativa ao município de São Bento, pede ainda que seja declarada a ilegalidade do artigo 8º do Decreto 1.274, de 18 de junho de 2021, em virtude da violação ao princípio da isonomia e ao direito fundamental à educação em padrões de igualdade de acesso e permanência na escola, nos moldes preconizados pela Constituição Federal.

Já a ação 0801419-72.2021.8.15.0881, relativa ao município de Paulista também pede que seja declarada a ilegalidade do artigo 8º, do Decreto Municipal nº 25, de 18 de junho de 2021, do Município de Paulista, que veda o retorno das aulas presenciais na rede pública municipal de ensino.

“A manutenção da suspensão das aulas presenciais e/ou do regime remoto tem pesado gravemente por mais de 16 meses contra crianças e adolescentes da rede pública, especialmente as mais vulneráveis, que, além de não possuírem meios de acesso nem mesmo ao ensino remoto, estão submetidas às mais variadas violações, que vão desde uma educação falha em momento importante para aprendizagem e desenvolvimento, assim como insegurança nutricional e alimentar, violências físicas e sexuais de toda a sorte, trabalho infantil, isolamento social e violências de ordem psicológica, situações tais que podem ser minoradas ou até resolvidas com o retorno às aulas presenciais”, argumenta o promotor nas ações.

São Bento

De acordo com o promotor Carlos Davi Lopes Correia Lima, as aulas presenciais no ensino público infantil, fundamental e médio foram suspensas em São Bento no dia 17 de março de 2020, por força do Decreto Municipal nº 1.147/2020, que dispôs sobre medidas temporárias e emergenciais de prevenção ao contágio pelo coronavírus (covid-19). a partir de então, sucessivos decretos municipais prorrogaram as medidas restritivas.

Já o Decreto nº 1.251, de 23 de fevereiro de 2021, autorizou o funcionamento das instituições privadas das séries iniciais do ensino fundamental e do infantil. Além disso, no dia 28 de abril deste ano, foi publicada a Lei Municipal 794/2021, que considera apenas o ensino ofertado na iniciativa privada como atividade essencial. 

“A disparidade de tratamento conferida pelos atos normativos entre o ensino público e privado não possui razão lógica ou jurídica, ferindo princípios constitucionais basilares, e o próprio fundamento do direito: justiça. Não precisa ser formado em letras jurídicas para compreender que a situação é deveras ilegal”, assevera o promotora na ação.

Atualmente, está em vigor o Decreto Municipal n.º 1.274, de 18 de junho de 2021, que permite as seguintes atividades presenciais: bares restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência, salões de beleza, barbearia, academias, escolinhas de esporte, instalação de acolhimento de crianças, como creches e similares, hotéis, pousadas e similares, call centers, shopping das redes e demais feiras livres.

“Enfim, a realidade é conhecida por todos nós, mas vale ser transcrita – eis o cenário atual: todos setores da sociedade estão em funcionamento presencial, inclusive atividades não essenciais e/ou fundamentais e, também, as escolas particulares estão oferecendo aulas presenciais. As escolas públicas municipais e estaduais, por sua vez, não”, afirma o promotor na ação civil.

Paulista

Em relação ao município de Paulista, as aulas presenciais no ensino público foram em 20 de março de 2020, por força do Decreto Municipal nº 008/2020, com sucessivos decretos mantendo as restrições. Entretanto, o artigo 5º, parágrafo único, do Decreto 05, de 25 de fevereiro de 2021, autorizou o funcionamento das instituições privadas das séries iniciais do ensino fundamental e do infantil, havendo a mesma disparidade conferida pelo ato normativo entre os ensinos públicos e privados.
O decreto atual do Município de Paulista (Decreto n.º 25, de 18 de junho de 2021) permite as seguintes atividades presenciais: bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência, salões de beleza, barbearia, academias, escolinhas de esporte, instalação de acolhimento de crianças, como creches e similares, hotéis, pousadas e similares, call centers, entre outros.
A Promotoria de São Bento oficiou à Secretaria de Educação de Paulista sobre o retorno das aulas presenciais, mas a Secretaria informou que a previsão de retorno é apenas no dia 20 de setembro de 2021, quando os professores fecharem o ciclo de imunização pela vacina. “Não há plausibilidade em se aguardar o encerramento do ciclo vacinal pelos professores, afinal, todos os setores estão em pleno funcionamento. Ademais, basta seguir os protocolos no interior das escolas para evitar contágio e disseminação”, argumenta o promotor na ação.

Pedidos

As duas ações civis pedem ainda que as escolas sigam estritamente os planos de contingência, que devem ser trazidos aos autos no prazo de sete dias, garantindo que as medidas de biossegurança sejam rigorosamente cumpridas, esclarecendo as formas de monitoramento e medidas de isolamento de casos de eventual contágio no ambiente escolar, que deverão ser parte integrante do Plano de Retomada.

Além disso, pedem que os municípios adotem as ações necessárias para a implementação dos programas suplementares ao ensino, inclusive nos períodos de reforço pedagógico, tais como alimentação, transporte e material didático.

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