terça-feira, 24 de agosto de 2021

Policiais de Sergipe acusados de matar advogado na PB têm prisão decretada

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acatou recurso do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para decretar a prisão preventiva dos três policiais do estado de Sergipe envolvidos na morte do paraibano Geffeson Moura, assassinado em 16 de março durante uma suposta operação policial. As defesas dos três réus informaram que vão recorrer da decisão.

Em abril, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus os acusados Osvaldo Resende Neto, que é delegado; José Alonso Santana, policial civil; e Gilvan Moraes de Oliveira, policial militar.

Segundo MPPB, além de confundirem Geffeson com outro homem e atirarem contra o empresário, os acusados também adulteram a cena do crime, plantando uma arma, que afirmaram ter sido usada pela vítima.

Guilherme Maluf, advogado do policial militar Gilvan Moraes e do delegado Osvaldo Resende, informou que não há qualquer elemento que justifique a prisão preventiva e que a decisão deve ser recorrida ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o advogado do policial José Alonso, a defesa também vai recorrer da decisão.

Do G1

Verba federal para carros-pipa acaba no fim do mês e 2 milhões de pessoas podem ficar sem água no interior do Nordeste

No ano em que pode ser registrada a seca mais severa do século no Brasil, há risco de suspensão da Operação Carro-Pipa, mantida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com o Exército Brasileiro, que leva água para municípios sem rede de abastecimento e que estejam totalmente sem água nas cisternas. A situação pode agravar a seca enfrentada em áreas rurais do semiárido brasileiro onde mananciais e cisternas já não têm água em agosto, antes mesmo do pior período de estiagem. Nesses locais, se o carro-pipa não chega, não há água para situações básicas para a sobrevivência humana, como consumo. Esses municípios reúnem cerca de 2 milhões de brasileiros (1,8 milhão de pessoas foram atendidas em julho). A informação é do R7.

Em fevereiro deste ano, a operação foi interrompida por alguns dias por falta de recursos, já que o Orçamento 2021 não havia sido aprovado. Agora, de acordo com o MDR, as verbas serão insuficientes para garantir a operação até o fim do ano. A previsão é que o fornecimento ocorra apenas até o fim do mês de agosto, situação que deixou em alerta as defesa civis regionais e pipeiros, os motoristas dos caminhões-pipa.

Em seis dos nove estados atendidos pela operação, já houve suspensões temporárias em julho, de acordo com dados do Exército Brasileiro, parceiro do MDR e das Defesas Civis dos estados na operação. Não há registro de que as suspensões sejam por falta de recursos em julho, mas, em alguns municípios, não há pipeiros interessados em executar o serviço. “Quando a distância do manancial para o município é muito curta, o valor do frete não paga os custos. E aí os pipeiros não fazem o trajeto”, afirma Eduardo Rodrigues de Aragão, diretor do Sindicato dos Pipeiros do Ceará.

No Piauí, a operação foi suspensa em julho em um quarto dos 36 municípios atendidos. Em sete locais, a suspensão ocorreu por falta de pipeiros interessados, já em uma região faltou o laudo de potabilidade, documento que deve ser apresentado pela prefeitura. No estado, de acordo com o presidente do Sindicapi (Sindicato dos Transportadores de Carga do Piauí), Humberto Lopes, houve alerta aos pipeiros de que os recursos terminarão em breve.

Para o Ceará ainda não há informações sobre falta de dinheiro para a operação. Lá, três novos municípios devem ser atendidos pela operação a partir de setembro, entre eles Quixadá, onde os caminhões-pipa já eram vistoriados na semana passada. O problema é que se houver interrupção dos repasses, como pode acontecer caso não sejam liberados novos recursos pelo governo federal, a operação será novamente suspensa.

O diretor do Sindicato dos Pipeiros do Ceará alertou que a falta de água pode fazer a população deixar as áreas rurais. “Quando não tem a operação, alguns moradores tentam comprar água ou se juntam para pagar um carro-pipa. Os que não podem estão deixando mesmo as zonas rurais para as cidades da região”, garante Eduardo Rodrigues.

O MDR informou que busca alternativas no âmbito do governo federal para garantir a execução da Operação em sua integralidade e evitar prejuízos. Em fevereiro, após a interrupção, a pasta conseguiu fazer um repasse emergencial de R$ 89,7 milhões por meio da Defesa Civil Nacional para o Exército, que realizou o serviço.

Os recursos para a Operação Carro-Pipa são variáveis, pois dependem da decretação de Emergência pelo município em função da seca e da estiagem, além da aprovação pelo MDR após análise de documentos, como os laudos de potabilidade da água. Desde 2017, os recursos no Orçamento para a Operação têm caído, ano a ano. Em 2017, os valores chegaram a quase R$ 1 bilhão. Este ano, foram destinados R$ 379,8 milhões.

Recursos da Operação Carro-Pipa

2017: R$ 960 milhões

2018: R$ 704,8 milhões

2019: R$ 643,2 milhões

2020: R$ 539,2 milhões

2021: R$ 379,8 milhões

Em julho, a Operação Carro-Pipa atendeu Alagoas (38 municípios), Bahia (94 municípios, sendo 7 temporariamente suspensos), Ceará (43 municípios, sendo 7 temporariamente suspensos e 2 em reconhecimento), Minas Gerais (5 municípios), Paraíba (153 municípios, sendo 3 temporariamente suspensos), Pernambuco (109 municípios, 4 temporariamente suspensos), Piauí (36 municípios, 8 temporariamente suspensos e 1 em reconhecimento), Rio Grande do Norte (83 municípios, sendo 6 temporariamente suspensos), Sergipe (12 municípios).

Operação

A Operação Carro-Pipa é realizada desde 1998 para suprir a falta de rede de água em algumas regiões do país — sertão do Nordeste, Norte de Minas e Espírito Santo, quando há necessidade. Essas cidades não são conectadas à rede de abastecimento e dependem de cisternas, que secam sem chuva. A execução do programa, incluindo a contratação e o pagamento dos pipeiros, é realizada pelo Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro, sob a supervisão da Sedec (Secretaria Nacionado de Proteção Civil) do MDR.

O MDR estuda alternativas a essa dependência dos carros-pipa durante a seca. No final de 2020, a pasta selecionou localidades para serem priorizadas nos investimentos de ações estruturantes de segurança hídrica, como perfuração de poços, implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água, cisternas e dessalinizadores do Programa Água Doce. (Cariri em Ação)

Ratinho sai em defesa de Sérgio Reis após artistas desistirem de seu disco

Carlos Roberto Massa, mais conhecido como Ratinho, de 65 anos, criticou artistas que estão desistindo de participar do disco de Sérgio Reis , de 81 anos, após o cantor se envolver em um polêmico ato anti-democrático recentemente. Em seu programa no SBT, na segunda-feira (23), o apresentador desabafou.

“Sérgio, quero dizer que você tem o meu apoio contra essa verdadeira cruzada do mal que você está sofrendo. O que eu sei é que hoje o Brasil não suporta opiniões contrárias. O Sergião tá sofrendo uma perseguição sem igual”, disse.

Em outro momento, Ratinho alfinetou Guarabyra, da dupla com Sá, após declinar do convite para participar do álbum do sertanejo. “Alguns artistas estão anunciando que não vão participar do DVD, tipo o Guarabyra. Ô seu Guarabyra, você não existe, acabou. É bom que você não vá. Alguns desses cantores não fazem sucesso há muito tempo. E o Sérgio ia dar uma oportunidade. Não tem justificativa usar o ódio e não dar o direito de que ele se defenda”, criticou.

A polêmica envolvendo Sérgio Reis começou após áudios e vídeos em que ele convoca caminhoneiros para um ato anti-democrático e pró-bolsonaro cair nas redes sociais. Por mais inofensivo que pudesse parecer, o conteúdo acabou fazendo com que a casa do cantor sertanejo fosse alvo de uma operação da Polícia Federal. Arrependido do áudio, Reis declarou recentemente que mesmo assim irá à manifestação.

ClickPB

Evangélicos votam em peso em causas defendidas por Bolsonaro, aponta plataforma

Se dependesse apenas de deputados evangélicos, duas bandeiras caras ao bolsonarismo teriam vida fácil no Congresso. O bloco votou em peso para aprovar o voto impresso e para dificultar a demarcação de terras indígenas.

A primeira proposta ficou sem os 308 votos necessários no plenário da Câmara. A segunda ainda não chegou lá, mas em junho ganhou sinal verde na principal comissão da Casa, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

O mapeamento de como votam os congressistas brasileiros com identidade religiosa está na plataforma Religião e Poder, parceria do Iser (Instituto de Estudos da Religião) com a empresa de mídia Gênero e Número. O projeto ganha novo site nesta terça-feira (24).

O presidente Jair Bolsonaro fez um de seus muitos cafunés nos parlamentares evangélicos no mesmo dia em que anunciou sua intenção de indicar um ministro com essa fé para o STF (Supremo Tribunal Federal), em julho de 2019 — promessa que cumpriu dois anos depois, com a nomeação do presbiteriano André Mendonça, ainda no aguardo de sua sabatina no Senado.

“Vocês foram decisivos na busca da inflexão do resgate dos valores familiares”, disse Bolsonaro então.

“Quantos tentam nos deixar de lado dizendo que o Estado é laico? O Estado é laico, mas nós somos cristãos. Ou, para plagiar a minha querida Damares [Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos], nós somos terrivelmente cristãos.”

“Os Deputados de Deus”, reportagem publicada na edição de 1º de julho de 1987 da revista Veja, descreve o papel dos 33 constituintes que tinham como meta de seu “apostolado parlamentar” confeccionar uma Carta nacional a imagem e semelhança “da carta magna de Deus aos homens, a Bíblia”.

Evangélicos inauguraram naquele ano sua primeira bancada em Brasília, ainda de maneira informal. A frente parlamentar foi oficializada em 2003 na Câmara e, desde então, agigantou sua presença nos governos que se seguiram, de Lula (PT) a Bolsonaro (sem partido).

A plataforma do Iser ajuda a dimensionar o quão fiel ao presidente é o bloco evangélico, que ganhou relevo inédito na gestão bolsonarista.

A PEC do voto impresso foi arquivada após 229 deputados votarem a favor dela, 79 endossos a menos do que ela precisava. O Iser analisou o posicionamento de 449 deputados que participaram da votação (um se absteve, o outro, Arthur Lira, não votou por ser presidente da Câmara).

Desse montante, 319 deputados estão em pelo menos uma das três frentes parlamentares religiosas que o instituto monitora: a católica, a evangélica e a de defesa dos povos tradicionais de matriz africana. São eles: 191 católicos, 80 evangélicos, 12 cristãos (sem especificar de qual linha), 4 espíritas, 1 espiritualista, 1 da União do Vegetal, 1 ateu, 1 agnóstico, 8 não identificados e 20 sem religião.

Vejamos os dois maiores filões religiosos, representativos de um país onde oito em cada dez pessoas se dizem cristãs, como mostram dados do Datafolha. Entre católicos, 100 disseram não, e 90, sim à causa defendida por Bolsonaro — há Lira ainda, que não vota. Na parcela evangélica, só 8 ficaram contra, enquanto 72 apoiaram que os números digitados por cada eleitor na urna eletrônica sejam impressos.

Outro exemplo: o escrutínio na CCJ do projeto de lei que estorva a delimitação legal das áreas indígenas.

Nenhum dos 21 votos contra a proposta, tida como progressista, pertence a um evangélico. Marco Feliciano (Republicanos-SP), da Assembleia de Deus, o anglicano Kim Kataguiri (DEM-SP) e Marcos Pereira (Republicanos-SP), bispo licenciado da Igreja Universal, estão entre os 11 representantes do segmento favoráveis à ideia, aprovada com o voto de 40 deputados no total.

Apenas um deputado avesso ao projeto é signatário da Frente Parlamentar Evangélica, e ele é católico: Flavio Trad (PSD-MS). É comum que blocos temáticos no Congresso contem com “forasteiros”, já que muitos deputados incluem seu nome na base da camaradagem, para ajudar as frentes a alcançar as 171 assinaturas mínimas para que possam existir.

O número de católicos é proporcionalmente menor (58%) entre os 40 membros pró-demarcação na comissão do que os contrários (76%).

No Brasil de 2021, incluir-se no catolicismo costuma ter menos peso, já que há muitos não praticantes nessa religião. Isso se reflete na política. Não à toa a repercussão da própria bancada católica nos assuntos legislativos é bem mais tímida do que a da irmã evangélica.

“Como a religião tem um lugar importante na cultura brasileira, ela nunca esteve fora desta relação com a política. Afinal, o catolicismo chegou por aqui com os colonizadores e até hoje exerce uma influência nos espaços de poder”, diz Magali Cunha, pesquisadora do Iser. 

“Porém, foi a ocupação de espaços por evangélicos a partir dos anos 1980, no Legislativo, no Executivo e, mais recentemente, no Judiciário, que levantou a atenção para esta discussão.”

Uma gradação que, segundo Cunha, “explode com o processo eleitoral de 2018, com as alianças religiosas em torno de Bolsonaro, que instrumentalizou, de forma inédita, a dimensão religiosa em uma campanha à Presidência”.

A plataforma Religião e Poder oferece, na repaginação que estreia nesta terça, novidades como a seção Glossário, que explica em linguagem simples termos recorrentes no debate, como “laicidade”.

A ideia é permitir que qualquer interessado tenha fácil acesso a conteúdos sobre religião produzidos por pesquisadores qualificados, diz a antropóloga Lívia Reis, coordenadora de Religião e Política no Iser. 

“A gente mostra como membros das frentes parlamentares com identidade religiosa se comportam em votações importantes no Congresso, identifica atores influentes dentro de cada frente, analisa como religiosos vêm ocupando também cargos no segundo escalão do governo Bolsonaro.”

FolhaPress

Ex-chefe de Gabinete do deputado João Henrique assume cargo no Governo Federal

A Secretaria Especial da Saúde Indígena na Paraíba (SESAI) tem um novo coordenador, Kleber Geraldo Laurentino dos Santos, assume um dos importantes cargos que visa promover saúde para os povos indígenas de todo estado.

A nomeação para o cargo federal do Ministério da Saúde foi oficializada no Diário Oficial da União, na sexta-feira (20).

O novo coordenador terá como missão gerenciar a saúde de uma população de quase 20 mil indígenas, em 34 aldeias, numa área de 9.019,14 km², respeitando o diálogo com as lideranças indígenas, firmando parcerias com os Governo do Estado e prefeituras municipais.

“Assumo essa missão muito importante para os indígenas paraibanos, dando continuidade ao trabalho que vem sendo realizado no Sesai e implantando novas ações com foco em ampliar os serviços de saúde. Além disso, pretendemos promover a reordenação da rede de saúde e das práticas sanitárias por meio de atividades administrativo-gerenciais necessárias à prestação da assistência, com base no Controle Social”, pontuou Kleber Geraldo.

Kleber Geraldo é graduado em administração e foi secretário municipal do Trabalho, Produção e Renda de João Pessoa. Também exerceu por dez anos o cargo de chefe de gabinete do deputado João Henrique (falecido esse ano).

Na área política, Kleber Geraldo foi candidato a vereador e obteve expressiva votação, coordenou as campanhas vitoriosas do deputado estadual João Henrique e da deputada federal Edna Henrique. (Cariri Ligado)

Motoristas perdem controle de veículos e capotam na PB-196, próximo ao Congo

Dois acidentes foram registrados na noite de segunda-feira (23) na PB-196, próximo ao município do Congo no cariri Paraibano.

De acordo com informações, a equipe do Corpo de Bombeiros de Sumé, juntamente com o SAMU e a Policia Militar, foram acionados para prestar apoio aos acidentados, envolvidos em dois capotamentos de um carro modelo Gol e um Ford Ka na PB-196, próximo ao município do Congo.

Ainda de acordo com informações, o condutor de um dos veículos teve escoriações na cabeça e na perna, sendo o mesmo socorrido pela equipe do SAMU ao Hospital do município de Sumé, o outro condutor não teve nenhuma lesão e aguardou a chegada do reboque no local.

Segundo informações, os acidentes aconteceram devido obras efetuadas PB-196, e por falta de sinalização.

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Juliette canta com Wesley Safadão no sertão do Nordeste para o Criança Esperança

A paraibana Juliette Freire cantou com Wesley Safadão em Quixadá, no Ceará, para o programa Criança Esperança, na TV Globo. Usando vestido em cores terrosas, a campeã do BBB21 mostrou para o Brasil a beleza rústica e natural de Quixadá.

Juliette e Safadão cantaram ‘Anunciação (Tu vens, tu vens)’, de Alceu Valença.

O show beneficente foi transmitido na noite desta segunda-feira (23) e apresentado por Ivete Sangalo, Luciano Huck, Iza e Maju Coutinho.

Homem é preso após invadir residência e furtar dinheiro e objetos no Cariri

SUMÉ – A Polícia Militar prendeu em flagrante um homem acusado de furtar a residência de um casal no Sítio do Feijão, zona rural de Sumé, no Cariri paraibano.

De acordo com informações, as vítimas estavam na igreja na noite do último domingo (22), quando foram avisados, que a sua residência teria sido invadida, sendo possível visualizar a ação pela câmera de segurança instalada. Ao retornarem para casa, se depararam com o criminoso ainda no interior do imóvel, momento em que o detiveram e chamaram a polícia.

O acusado teria entrado pelo telhado da casa, e havia subtraído uma quantia em dinheiro e aparelhos celulares.

A Polícia foi acionada e realizou a prisão do indivíduo. Os pertences subtraídos foram entregues as vítimas. (Cariri Ligado)

PF investiga uso de dinheiro público para custear campanha eleitoral na Paraíba

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (24) para apurar o uso indevido de recursos públicos para custear despesas de campanha, relacionados às eleições suplementares a serem realizadas em Gado Bravo, no próximo dia 12 de setembro de 2021.

Os mandados foram cumpridos na Prefeitura Municipal de Gado Bravo e em uma empresa de comunicação com sede em Campina Grande. A ação foi determinada pelo a 049ª Zona Eleitoral de Queimadas e visa colher provas de possíveis crimes envolvendo abuso de poder econômico.

A decisão da nova eleição foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) após o impedimento do prefeito eleito Evandro (Cidadania), no ano passado, que não chegou a assumir o cargo por impedimentos jurídicos.

Atualmente, o município é gerido pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Paulino (PL). (Cariri Ligado)

Câmara aprova PL que envia assassinos de policiais e familiares para cadeias federais

 Texto determina que o condenado cumpra pena, preferencialmente, em presídio federal

Foto: Reprodução/ Internet

A Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira (19) o Projeto de Lei 5391/20, que prevê a colocação em regime disciplinar diferenciado de condenados por crime de assassinato de policiais ou militares no exercício da função ou em decorrência dela. A matéria será enviada ao Senado.

A medida consta de substitutivo do relator, deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), e vale também para os crimes praticados ou tentados, inclusive contra cônjuge ou parente consanguíneo até o terceiro grau e em razão dessa condição. A regra se aplica mesmo aos presos provisórios (pegos em flagrante, por exemplo). A pena qualificada para esse tipo de crime é de reclusão de 12 a 30 anos.

De autoria dos deputados Carlos Jordy (PSL-RJ), Capitão Augusto (PL-SP) e Daniel Silveira (PSL-RJ), o projeto determina ainda o recolhimento desses presos preferencialmente em presídio federal.

Caso a decisão seja tomada nesse sentido, o juiz da execução ou da decretação da prisão provisória deverá solicitar ao Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça a reserva de vaga em estabelecimento federal.

Quando o preso estiver em presídio federal, sempre que possível as audiências serão realizadas por meio de videoconferência.

O regime disciplinar diferenciado se caracteriza por cela individual, visitas restritas, fiscalização de correspondência, menos saídas da cela e duração máxima de até dois anos.

“Estamos buscando tratamento mais rigoroso para os condenados ou praticantes de crimes hediondos e temos segurança de que este projeto merece ser aprovado”, afirmou Subtenente Gonzaga.

Para Jordy, o recolhimento do preso por esses crimes a presídio federal não terá preferência sobre outros do crime organizado. “Isso fará que tenham uma prisão amarga, dura e fiquem afastados do crime organizado, onde se tornam líderes”, ponderou.
Parlamentares de oposição, no entanto, criticaram a medida. “A possibilidade de colapsar o sistema de presídios federais é efetiva”, disse a líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ). “Os presídios deste porte foram criados para retirar chefes de facções de seus territórios. Ao aprovarmos esta matéria, estamos incorrendo em graves riscos porque não sabemos qual será o fluxo de transferência.”

CRIME REITERADO

Além do assassinato de policiais, considerado crime hediondo, o preso provisório ou condenado ficará em regime disciplinar diferenciado se tiver praticado de forma reiterada qualquer outro crime hediondo ou equiparado, ou crime com violência à pessoa ou grave ameaça.

O texto considera reiteração uma segunda condenação, mesmo sem ser definitiva (trânsito em julgado).

CONSTITUCIONALIDADE

Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha decidido, em 2006, que é inconstitucional a proibição de progressão de regime de cumprimento de pena (de fechado para semiaberto, por exemplo) para crimes hediondos, não há uma jurisprudência superior sobre a progressão para o preso em regime disciplinar diferenciado.

Sobre o tema, o relator incluiu no substitutivo que, durante o tempo de cumprimento da pena sob esse regime, o preso não poderá progredir de regime ou obter o livramento condicional.

DECISÃO LIMINAR

De acordo com o texto aprovado, o juiz decidirá em liminar sobre o requerimento de inclusão de preso em regime disciplinar diferenciado. A decisão final será em 15 dias após a manifestação do Ministério Público e da defesa.

Atualmente, a Lei de Execução Penal prevê que a decisão do juiz dependerá de manifestação do Ministério Público e da defesa nesse mesmo prazo, mas não permite decisão liminar.

Se não houver manifestação dentro do prazo, isso não deverá impedir a decisão do juiz.
Com informações da Agência Câmara de Notícias

Sete pessoas são presas suspeitas de invadir casas e torturar famílias no Sertão da Paraíba

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (23), sete pessoas suspeitas de invadir casas, roubar e torturas as famílias, nas cidades de Cajazeiras, Condado, Patos, Princesa Isabel e Sousa, na Paraíba. A Operação Cactos foi deflagrada pela Polícia Civil, Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

Seis homens e uma mulher foram presos durante a operação. A mulher seria responsável por trabalhar como diarista e apontava aos demais integrantes a rotina das residências. Os homens executavam as ações de invasão das residências.

Na operação foram apreendidos dois carregadores de pistola e seis celulares, joias e roupas, que podem ter sido roubadas de lojas.

Os suspeitos foram levados para o Presídio de Patos.

ClickPB 

Chefe da CIA teve reunião secreta com líder do Talibã em Cabul, diz jornal

O diretor da CIA (agência de inteligência do Estados Unidos), William Burns, se reuniu secretamente no Afeganistão com Mullah Abdul Ghani Baradar, um dos cofundadores do Talibã e chefe político do grupo extremista, segundo o jornal “The Washington Post”.

A reunião ocorreu em Cabul na segunda-feira (23) e é o maior encontro entre o governo Joe Biden e o Talibã desde que o grupo extremista tomou a capital afegã e voltou ao poder após 20 anos.

Procurada pelo jornal, a CIA se recusou a comentar a reunião com o Talibã. Segundo o “The Washington Post”, Burns é o diplomata mais condecorado do gabinete de Biden.

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Baradar liderou o acordo de paz do Talibã com os EUA, durante o governo Donald Trump, e também negociava em Doha, no Catar, um cessar-fogo com o antigo governo afegão, antes da sua queda.

Ele havia sido preso em 2010 em Karachi, no sul do Paquistão, e foi libertado em 2018, a pedido de Trump, para participar das negociações de paz.

O cofundador do grupo extremista voltou ao Afeganistão na terça-feira passada (17), após mais de dez anos no exílio.

Foi a primeira vez que um líder talibã do alto escalão retornou publicamente ao país desde 2001, quando foram expulsos pelos EUA após os atentados do 11 de Setembro.

A decisão de Biden de enviar o chefe da inteligência americana para a reunião ocorre em meio a um esforço frenético para evacuar até a próxima terça-feira (31) americanos e afegãos que cooperaram com as tropas no país.

G1