As autoridades de Goma, no leste da República Democrática do Congo, ordenaram nesta quinta-feira (27) a evacuação de parte da cidade de 2 milhões de habitantes devido ao risco de uma nova erupção no vulcão Nyiragongo.
“Os dados atuais e a deformação do solo indicam a presença de magma sob a área urbana de Goma, com extensão sob o Lago Kivu”, informou o governador militar do Kivu do Norte, general Constant Ndima, em mensagem à população na imprensa local.
“Atualmente, não podemos excluir a erupção em terra ou sob o lago [Kivu], que pode ocorrer com pouco ou nenhum sinal de alerta”, afirmou o governador, que ordenou uma evacuação obrigatória em direção a Sake (a 20 km a oeste de Goma).
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Um dos vulcões mais ativos e perigosos do mundo, o Nyiragongo entrou em erupção na noite de sábado (22), no monte de mesmo nome, devastou vilarejos e deixou ao menos 15 mortos
A lava parou a centenas de metros dos limites de Goma, mas destruiu 17 aldeias no caminho, bloqueou uma importante estrada que leva à cidade e cortou a principal fonte de energia local. Muitas pessoas fugiram para Ruanda.

15 pessoas morreram no Congo depois de erupção de vulcão
Após a erupção de sábado, ondas de tremores abalaram a cidade na segunda-feira (24), assustando moradores que ainda se recuperam da tragédia, e o comércio voltou a fechar.
Com o novo alerta do governo, milhares de pessoas já estão deixando a região novamente.
O governador afirmou que a evacuação “deverá ser feita com calma e sem precipitações, sob a coordenação de trabalhadores humanitários e com os meios de transporte disponibilizados pelas autoridades”.
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“As pessoas deveram levar o mínimo, para que todos tenham a possibilidade de embarcar depois de fechar cuidadosamente as casas”, concluiu o general Constant Ndima.
Seu anúncio foi seguido pela saída de milhares de pessoas para o sudoeste, em direção à região congolesa de Masisi, e também em direção à fronteira com Ruanda, a leste.
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Goma passou por tragédia semelhante em 2002, quando o mesmo vulcão entrou em erupção e a lava chegou à cidade, matando 250 pessoas e deixando 120 mil desabrigados.
Especialistas do Observatório Vulcânico de Goma, que monitora o Nyiragongo, têm tido dificuldades para realizar verificações básicas desde que o Banco Mundial cortou o financiamento em meio a denúncias de corrupção.
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G1

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